Dinheiro para pagar funcionários do Rio Sem Homofobia foi contingenciado, admite Fabiano Abreu

Um dia após Os Entendidos publicarem em primeira mão a triste notícia da suspensão dos serviços nos centros de Referência do Rio Sem Homofobia, entrevistamos o novo coordenador do programa do governo do estado. Fabiano Abreu confirmou a suspensão dos atendimento técnico em razão do atraso no pagamento dos funcionários, mas disse acreditar na volta do serviço quando os salários forem colocados em ordem. O coordenador acreditava que poderia haver um aceno da Secretaria de Fazenda para o repasse de recursos ainda esta sexta-feira, mas até o fechamento desta edição a informação não havia sido confirmada pelo Governo do Estado. Psicólogos, advogados e assistentes sociaisligados ao RSH não receberam nenhum salário em 2017.

“Não vamos fechar os centros de referência”, diz o coordenador do Rio Sem Homofobia, Fabiano Abreu

“Se hoje alguém precisar procurar o Rio Sem Homofobia, nós vamos fazer a triagem no Centro de Referência e encaminhar para o Núcleo de Defesa dos Direitos Homoafetivos e Diversidade Sexual (Nudiversis) da Defensoria Pública do Estado. Essa pessoa não vai ficar sem amparo. Ela vai ser primeiro atendida aqui e depois encaminhada para o Nudiversis”, disse o coordenador. A reportagem dos Entendidos procurou a Defensoria para abordar o convênio com o Rio Sem Homofobia, mas ninguém foi encontrado.

Dinheiro para pagar funcionários do Rio Sem Homofobia foi contingenciado

Os funcionários do Rio Sem Homofobia são terceirizados, contratados através de um convênio com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Segundo o coordenador do Rio Sem Homofobia, a universidade já colocou na conta do governo do estado o dinheiro necessário para o pagamento dos funcionários, mas a soma foi contingenciada pela Secretaria de Fazenda. “Todo o trâmite com a Uerj já foi feito. A Uerj já cumpriu com a parte dela. A Secretaria de Direitos Humanos já cumpriu com a sua parte. O que falta é a Secretaria de Fazenda executar os pagamentos. Mas com a crise, a Fazenda ainda nao conseguiu fazer isso”.

Abreu garantiu que nenhum dos quatro centro de referência existentes no estado será fechado, mas deixou claro que haverá corte de funcionários do setor administrativo. “Os quatro centro serão mantidos. Mas nós estamos reavaliando o número de funcionários. Nao há a necessidade de três assistentes administrativos em um centro de referência. No máximo dois é o suficiente. Nós estamos começando a arrumar a casa para que não haja mais atraso no pagamento de funcionários. Garantimos que o número de profissionais do corpo técnico dos centros não será mexido”, disse.

Ao conversar com a reportagem dos Entendidos, o coordenador acreditava que a Secretaria de Fazenda poderia até o fim desta sexta-feira pagar parte dos salários dos atrasados dos profissionais. “Nós vamos ter até essa sexta-feira uma posição do secretário de Fazenda”, disse Fabiano Abreu. Até às 19h30 desta sexta-feira o Governo do Estado não ofereceu previsão oficial para o pagamento.

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