E aí, pessoal, tudo bom?

A coluna #ESTANTE hoje falará de cinco livros que lemos nesse início de mês. Sim, lemos CINCO livros já nesse começo de mês, numa espécie de mini maratona. Todos livros do Grupo Editorial Record. Todos lançados nesse primeiro semestre de 2017. Mas bora deixar de conversa e partir logo pros livros e pro que achamos dele, né? Ah, hoje falaremos de 03 e na segunda postagem dos outros dois que ficarão faltando…

Assim na terra como embaixo da terra (capa)

O primeiro livro que lemos foi uma publicação nacional, Assim na terra como embaixo da terra, de Ana Paula Maia. Na história estamos em uma colônia prisional no meio do nada. Não sabemos onde é. Sabemos que há seca, solo árido, mas que também pode fazer muito frio. A colônia está para ser fechada. Os poucos presos que restam, assim como a equipe que cuida do local estão à espera do Oficial que tratará do fechamento do local. Mas, enquanto espera-se coisas vão acontecendo. Eles ficam sem abastecimento de comida e água, sem comunicação por telefone com o mundo exterior. É nesse clima de isolamento total que as coisas vão acontecendo e que vamos descobrindo, também, todo o passado do local. O livro é curto, com uma leitura crua, que evidencia problemas na estrutura penitenciaria, no que se refere ao modo como os presos são vistos e tratados pelos agentes que com eles convivem. Mostra uma visão distorcida de justiça, mas sem tentar ser engajado, longe disso. Uma leitura pra quem quer um pouco de emoção em uma leitura rápida.

O segredo de Heap House (capa)

Depois, lemos O segredo de Heap House, livro 01 das Crônicas da família Iremonger, escrito por Edward Carey. Aqui acompanhamos duas histórias que se entrelaçam: a de Lucy Pennant, que se torna uma Iremonger doméstica em Heap House, após perder os pais e ir morar um tempo em um orfanato; e a de Clod, que pode escutar o que os objetos de nascença de seus familiares falam. Lucy e Clod se encontram em eventos como o do sumiço da maçaneta de latão da tia dele, Rosamud. O que parece ser uma coisa simples acaba se tornando uma grande aventura que poderá acabar com toda a família Iremonger ao revelar o que há por trás da dinâmica objetos de nascença e Iremongers. A narrativa se dá intercalando as vozes de Lucy e de Clod, nem sempre em continuidade direta, e sim contando o que aconteceu em um mesmo momento com o outro personagem, isso é bem legal porque vai construindo a história sem deixar pontas soltas. A história é divertida e mesmo tem um quê de originalidade em como trata toda a questão de ser de uma família nobre, com tradições e segredos escondidos entre os familiares, a casa e os empregados. Tem uma vibe que poderíamos dizer Downtown Abbey misturada com algo gótico e cheio de desventuras em série. O final, bem, foi bem uma surpresa. E, sim, querendo saber como isso continua….

À primeira vista (capa)

Em À primeira vista, mais um feat. de David Levithan, dessa vez com Nina LaCour, temos a história de Mark, apaixonado pelo melhor amigo Ryan em quem vez em quando dá uns pegas, mas que não quer saber de nada mais que o casual com aquele. Temos Kate, que está prestes a conhecer Violet e surta de medo com essa possibilidade. Temos a Semana do Orgulho LGBT em São Francisco. Temos uma história que se passa em uma semana. Primeiro livro do Levithan que leio e gosto desde o começo e por inteiro (mais ou menos, porque eu achei o final meio pombo). Não é bem uma história de amor, mas de saber lidar com relacionamentos. Sobre lutar por eles ou deixa-los de lado e seguir em frente. Vale muito a pena conferir, fica a dica pra leitura neste mês do Orgulho LGBT e como presente de Dia dos Namorados, até pra quem tá solteiro.

Por hoje é isso. Porém, vale lembrar que não acabamos. Na próxima postagem falaremos de mais dois livros. Quais serão? Bom, você terá que voltar aqui para saber.

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