Malévola, Frozen e Valente: o amor entre mulheres começa a despontar

Por Jarid Arraes Atenção: esse texto pode conter alguns spoilers. As animações Disney foram e continuam a ser uma forte influência na infância de muita gente; as...

Por Jarid Arraes

Atenção: esse texto pode conter alguns spoilers.

Untitled

As animações Disney foram e continuam a ser uma forte influência na infância de muita gente; as meninas, na maioria das vezes, são ensinadas a desejar a realeza inquestionável do “ser princesa”. Para além da quantia exorbitante de dinheiro movimentado em brinquedos e merchandise com os personagens dos desenhos e filmes, a Disney traz à tona questões pertinentes à subjetividade humana: padrões de beleza, estereótipos sexuais e a heterossexualidade compulsória estão presentes em todos os contos de fadas da Disney, que muitas vezes ensinaram às garotas que príncipes são necessários para que elas sejam salvas e tenham um final feliz.

Ultimamente, a Disney tem feito o que por muitas décadas se recusou a concretizar: a indústria tem criado personagens femininas fortes e que existem em tramas variadas, que não giram em torno de conseguir um homem. Pelo contrário, os mais recentes filmes, como Valente, Frozen e Malévola, mostram histórias em que amor verdadeiro existem entre mulheres, que não apenas mantêm relacionamentos únicos e profundos, mas ajudam e salvam umas às outras.

Há outros desenhos Disney que contam histórias de protagonistas femininas fortes e corajosas, como “Pocahontas”, que impede uma guerra, ou “Mulan”, que salva seu país de uma invasão. No entanto, seus relacionamentos ainda se constituíam entre pares românticos e figuras paternas; por muito tempo, a imagem da mãe foi colocada de lado, substituída por madrastas cruéis e invejosas. Essa corrente foi rompida com o lançamento de “Valente”, que além de contar com uma princesa quase totalmente fora dos padrões, apresentou um relacionamento entre mãe e filha como foco do enredo. Já em “Frozen”, a narrativa emocionante gira em torno da amizade de duas irmãs, surpreendendo com uma das maiores quebras de paradigmas dos contos de fadas: o ato de amor verdadeiro para o fechamento da trama não era o beijo de nenhum dos galãs, mas sim a coragem de uma irmã se arriscar pela outra.

Em “Malévola”, mais recente estreia da Disney, muita coisa é desconstruída: a clássica vilã é transformada em uma personagem multidimensional, complexa e com uma história profundamente tocante. Violentada e traída pelo homem que amava, Malévola encontra em outra figura feminina a descoberta do amor verdadeiro e a sua redenção. Assim como em “Frozen”, o príncipe é deixado para o final, como uma espécie de complemento para que o desfecho seja feliz em todos os aspectos, mas certamente há muito para ser apontado como avanço.

Para aqueles que consideram frívolos os debates sobre filmes Disney, a pertinência dos contos de fadas na formação subjetiva de meninas e meninos já foi investigada em diversos livros e pesquisas acadêmicas, expondo a criação e manutenção de padrões e costumes sociais. A representatividade é importante; é por isso que a Disney, que se mantém como a mais importante companhia de entretenimento infantojuvenil, ainda tem um longo caminho pela frente. “Valente”, “Frozen” e “Malévola” continuam trazendo exclusivamente mulheres brancas e magras como heroínas. Ao considerarmos então a questão da inclusão de personagens com deficiência, o quadro fica bem pessimista. Isso tudo influencia a autoestima de milhares de crianças, que são expostas aos contos da Disney desde a mais tenra idade, mas não se encaixam nesses padrões e não se enxergam nos enredos.

Apesar de tudo, é revigorante saber que já estão disponíveis obras de ficção da Disney que dialogam melhor com as realidades das meninas, mostrando relacionamentos cheios de sentimentos entre mães e filhas, irmãs e amigas e provando que mulheres podem e devem contar umas com as outras. Mulheres também podem ser fortes, guerreiras e capazes de enfrentar monstros – tanto os fictícios quanto os simbólicos, como relacionamentos abusivos e crises existenciais.

É importante lembrar que esse tipo de mudança também é extremamente positiva para garotos e homens. Enxergar mulheres como seres humanos independentes e dotados de força auxilia uma formação menos machista e dominadora, que também abrirá espaço para que esses homens escapem dos rígidos padrões de masculinidade. E, ao contrário do que pensam os misóginos, muita gente quer blockbusters com mulheres protagonistas. O sucesso estrondoso de bilheteria de “Malévola” e “Frozen” não mente: existe uma grande audiência interessada em vilãs complexas, que roubam a simpatia do público, e mocinhas autônomas e habilidosas. Afinal, muitas mulheres reais são assim.

Crédito da foto de capa: Divulgação

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165 comments

  1. Alguem Reply

    Você me lembrou o diálogo da serpente no Éden, “desconstuindo” (para usar a ciências sociais e humanas, senão não soa inteligente), que desconstruiu toda a orientação dada ao primeiro casal.

  2. Joana Reply

    Adorei os três filmes e adorei mais ainda a mensagem que eles passam. A Disney foi presente na minha infância e continuará sendo presente na infância de milhares de crianças, portanto ela influencia demais, e usar essa influência pra abordar esse tipo de questão é positivo pra sociedade inteira, não só mulheres. Gostei muito do seu artigo, parabéns.

  3. rafazildo Reply

    Não é da Disney, mas “como treinar o seu dragão 2” vai trazer um protagonista com deficiência física.

  4. alan kevedo Reply

    Disney. Walter, o fundador foi um “dedoduro” que vivia puxando saco da extrema direita americana. Charles Chaplin mesmo foi um que sofreu por causa dele. Botar “graveto” em mentes em formação, nisso ele foi um mestre, só superado por religiosos que até ganham mais dinheiro do que ele.

  5. V Reply

    Valente é da Pixar. Informe-se, por favor. Apesar disso, é um texto muito bom, parabéns :)

    1. cadu Reply

      Caro, olha a primeira linha da wiki: Pixar Animation Studios é uma empresa de animação digital (Pertence a The Walt Disney Company) norte-americana

    2. Iron Girl Reply

      Mas a Pixar é da Diney, ué. Logo, Valente é da Disney.

    3. Ana Reply

      Valente é da Disney sim. É uma colaboração com a Pixar. Quer dizer, se isso fizer qualquer sentido, visto que a Disney comprou a Pixar em 2006. Informe-se você antes de criticar.

    4. Fernanda Reply

      Só pra que conste, os estúdios pixar são da Disney, apenas uma divisão diferente que trata com filmes feitos por um método diferente dos estúdios de animação Disney. Inclusive, os estúdios pixar foram comprados pela Dianey há bem mais de uma década, informe-se antes de criticar.

    5. L Reply

      E a Pixar é da Disney.

    6. Kathleen Reply

      A Disney comprou a Pixar. o.o

    7. F Reply

      A Disney comprou a Pixar em 2006.

    8. Sara Reply

      Todos os principais filmes feitos pela Pixar foram feitos em colaboração com a Disney. E, em 2006 a Disney comprou a Pixar. Informe-se, por favor.

    9. S. Reply

      Todos os filmes da Pixar foram produzidos em colaboração com a Disney. E, em 2006 a Disney comprou a Pixar. Informe-se, pro favor.

    10. Prado Filho Reply

      A Pixar é da Disney, inteligente. 😉

    11. Gabriel Reply

      A Disney COMPROU a Pixar em 2006, amigo. Hoje a empresa é uma subsidiária da Disney Informe-se VOCÊ antes de vir com arrogância. =)
      Apesar disso, concordo com você a respeito da qualidade do texto.

    12. Marina Reply

      A Pixar eh da disney studios. Foi comprada pelo grupo faz alguns anos :)

    13. Andriele Reply

      Pixar pertence a Disney!

  6. Lili Reply

    Não tem um erro em “amor verdadeiro existem entre mulheres” ?

    Bom texto. Embora eu ache que Malévola ainda é mais sobre “amor de mãe”. Poderia ter ido mais por um lado romântico. O final com a menina e o príncipe foi ruim, preferiria que ela ficasse com a Malévola ou o corvo – que é deformadinho.

  7. Natália Reply

    Muito bom o texto! Não sei se encaixa no que você falou, mas vale lembrar que em “a princesa e o sapo”, a protagonista é negra, batalhadora e tenta dar uma vida melhor para a mãe. E, mesmo ficando com o mocinho no final, não fica passiva à riqueza do príncipe e dá continuidade ao seu sonho.

    Inclusive, não sei porque esse filme é sempre esquecido, pq é maravilhoso!

    1. Ana Reply

      O filme é muito bom e dá lições em vários sentidos, porém, se formos comparar a quantidade de princesas brancas, 1 é uma quantidade ínfima perto das outras. :/ Somente uma oriental, uma índia e uma indiana. Ainda falta uma variedade imensa de princesas, mas acho que está indo no caminho certo. (:

  8. Renato Afonso Reply

    Meu Deus, será que duas irmãs não podem se amar, e outra coisa no Frozen, existe sim o galã que termina com a mocinha. Parem de querer ver o mal onde não existe. Aliás parem de semear o mal onde ele não existe. Tenham paciência.

    1. Reply

      Será que vc leu o texto?????? Não entendeu, pelo jeito… Ela não está falando de sexo, querido, mas de AMOR. Entre mãe e filha, entre irmãs, entre amigas… sabia que existe amor mesmo sem sexo??

    2. Vitoria Reply

      concordo com vc! não gostei do enfoque sutil porem existente no texto referente a incesto ‘-‘ da forma que foi dita não parece amor entre irmãos, mas sim incesto.

      1. C Reply

        Sério que foram vcs que disseram “”parem de ver maldade em tudo e em seugida vem falar que foi sutil, mas houve enfoque em incesto?? Vcs sabem ler?

  9. Albérico Reply

    É uma patifaria essa campanha pro viadagem que a mídia nacional está encampando. Parem com essa safadeza e deixem nossas crianças e nossas famílias em paz bando de imundos imorais.

    1. cadu Reply

      Com certeza Albérico, correto mesmo é assistirmos BBB, e banheira do GUGU, programas de família que não exploram a sensualidade da mulher. E mostrar o amor de duas pessoas independente dos sexos dela é invasão de família. Temos que reaver o Orgulho Hétero, afinal tá difícil de segurar quando passa um homem bonito na rua

  10. Lucila Reply

    Ha um filme da Disney que, embora de forma sutil, aborda o tema da deficiência: Procurando Nemo.

  11. Josiane Reply

    Simplesmente amei seu texto. E concordo em absoluto com cada virgula. Ainda não assisti “Malévola”, mas tenho adorado ver a mulher no papel da heroína independente. Parabéns!

  12. Juliana Reply

    E como entra A Princesa e o Sapo nessa história? Já que Tiana é negra e trabalhadora, tem toda a sua vida construída sobre os seus planos de futuro e trabalho. Eu acho que também pode contribuir no debate sobre a mudança do paradigma da representação feminina segundo a Disney.

  13. Juliana Reply

    No filme “a princesa e o sapo” a protagonista é negra, sendo também um avanço certo? :)

  14. cris Reply

    Se esqueceu da Tiana, da Princesa e o Sapo.

  15. Suzana Reply

    Muito bom texto, com um assunto que já tem circulado desde a explosão de “Frozen”. Quanto a esse trecho (“Ao considerarmos então a questão da inclusão de personagens com deficiência, o quadro fica bem pessimista.”) aguardemos a estreia de “Como treinar o seu dragão II”, já que o primeiro termina com ambos – dragão e menino protagonista – sem cauda e sem perna, respectivamente.

  16. Mariane Reply

    Primeiramente, adorei o texto :)
    E concordo que ainda precisa haver protagonistas gordas que aceitem o corpo (e não precisem virar magrinhas no fim do filme), assim como precisa de casais homossexuais/homoafetivos. Porém, a Tiana (de A Princesa e o Sapo) foi esquecida no texto. Ela é negra, pobre, filha de costureira, órfã de pai, que leva o sonho do mesmo adiante, de ter seu próprio restaurante. Ela ter conhecido um príncipe não foi o foco principal do filme. Ele tem uma beleza encantadora :)

  17. Jorge Luiz Reply

    É o ridiculo constante desta articulista, que agora parte do irreal, fictício para comparar com a vida real, que nada tem em comum com a ficção. Vazia e tendenciosa como sempre!

    1. Tatiana Gasparini Reply

      Olha Jorge, não tem nada de irreal na importância dos contos de fada na formação do ideário infantil de valores e padrões. Parabéns Jarid pelo artigo, eu e minha irmã, já crescidas, vimos frozen, e até ela que não é nem um pouco ligada à pauta feminista teve que comentar sobre como era positivo que finalmente um filme da disney disse expressamente que não precisamos de um amor mágico para salvar o dia. Tomara que eles continuem nesse caminho.

    2. João Reply

      Babacão

    3. Zizi Reply

      Jorge, se vc queria discutir o tema, passou longe. Se queria criticar o conteúdo da matéria, passou beem longe. Se você tava tentando apenas fazer uma crítica vazia e meramente agressiva, parabéns. Atingiu seu objetivo.
      Estou criticando a sua crítica porque o material aí da coluna é pertinente e extremamente valioso pra uma discussão. Você se engana profundamente ao dizer que “a vida real não tem nada em comum com a ficção”. Antropólogos, psicólogos e tantos estudiosos da condição humana utilizam lendas, mitos e contos para fazer paralelos com os indivíduos de uma determinada sociedade porque enriquece a discussão e colhe um imenso material subjetivo em poucas imagens. Complexo de Édipo, Narcisismo, Orixás… Se você está querendo apenas desvalorizar a colunista, errou feio. Se quer discutir o assunto… bem, estude um pouco. Abraço.

    4. Aramis Reply

      Cara, acho que você pulou esse parágrafo
      “Para aqueles que consideram frívolos os debates sobre filmes Disney, a pertinência dos contos de fadas na formação subjetiva de meninas e meninos já foi investigada em diversos livros e pesquisas acadêmicas, expondo a criação e manutenção de padrões e costumes sociais. “

    5. Luiz Reply

      Jorge Luiz, não pude deixar de perceber que você está sempre por aqui xingando a colunista deste blogue. Pois gostaria de te alertar, como advogado, que você tem produzido provas e mais provas contra você nos crimes de injúria, calúnia e difamação.

    6. Louise Reply

      Bom, já eu não concordo.
      Como uma mulher que cresceu assistindo os filmes da Disney, trouxe muito desses “ensinamentos” para a minha vida real – O que obviamente não deu certo visto que os homens são humanos e não príncipes da Disney – e um novo foco convém com a sociedade mais liberal que se desenvolve atualmente. Vazio e tendencioso é um comentário machista e incompleto de alguém que parece ter medo do que pode acontecer quando as mulheres de fato perceberem que não precisam dos homens para serem felizes, e então só os que de fato valem a pena vão ganhar a nossa atenção.

    7. sabrina Reply

      Como assim, a ficção não tem nada a ver com a vida real? A ficção nasce da necessidade de imitar e dar sentido à vida, mesmo as obras mais fantasiosas. Também não achei o artigo muito profundo, mas acabaste de dizer uma grande bobagem, Jorge Luiz. Pode acreditar em mim, sou professora de literatura. :)

    8. Ana Carolina Reply

      Jorge, apenas quem não convive intensamente com crianças desconsidera a influencia dos desenhos e programas infantis para a construção das subjetividades infantis. Presenciar a angustia de um garoto que adora usar produtos feitos “para meninas” em uma papelaria, o tempo todo tentando negociar com os pais a compra de materiais escolares que o agradem e sejam aprovados pelos adultos, por exemplo, nos faz pensar a respeito disso com mais carinho. A disney, querendo ou não, exerce grande influencia nas escolhas, valores e construção de gênero da infância em boa parte do mundo e discutir isso é importante para que possamos melhorar o diálogo sobre as atuais mudanças da sociedade.
      Parabéns à autora pela coragem e pelo ótimo texto!

    9. Marcelle Reply

      Jorge Luiz você esta incomodado com a postagem, mas esta leitura não que a autora faz tem sido seguido por uma grande quantidade de comentarista.. Você pode até dizer que o tema não é inédito, mas dizer que a leitura é “inventiva”, só revela a sua desinformação.
      Esta leitura tem sido feita por muitos comentarias americanos e sai uma grande artigo sobre isto na revista New Yorker

    10. Angélica Reply

      O fictício nada tem em comum com a realidade… Mesmo? Crianças brincam, imitando e fantasiando com o real e a vida adulta desde as mais tenras idades e desde os mais antigos registros dessa atividade humana! Um desenho animado nada mais traz do que isso a estas crianças, a fantasia numa descrição do real, que elas só compreendem assim mesmo, fantasiando! Ademais, não é só para crianças que se faz desenho animado! A Classificação de Valente, por exemplo é 14 anos! ;P

    11. Vitória Reply

      Jorge Luiz, vá estudar um pouco sobre a relação da mídia com a sociedade e depois volte a comentar nesse artigo. Aliás, gostaria de parabenizar a autora pelo texto, a Disney influencia e já influenciou milhares de crianças e adultos durante todo esse tempo, e finalmente passa a desconstruir a imagem de uma sociedade machista e paternalista. É lindo ver isso acontecendo, ver a mídia a favor da evolução dos seres humanos.

    12. dada Reply

      Aham… Com certeza ela foi ridícula… Nem foi você… Misógino idiota!

    13. Rene Reply

      Jorge Luiz vá estudar um pouco.

    14. Carina Reply

      É praticamente impossível ficar indiferente ao comentário do Sr. Jorge Luiz…como assim a vida real nada tem em comum com a ficção? Francamente…risível..

    15. náthalie Reply

      ome falando omisse

    16. Sonado Alaikor Reply

      Mas ein?

    17. Thai Reply

      O simbolico,faz total sentido ..psicanalise pura.

    18. Katy Reply

      Você leu o texto inteiro Jorge? A autora não está comparando a ficção com a vida real, está discutindo o papel da ficção, especialmente contos de fada, na formação de indivíduos na sociedade. Veja:

      “Para aqueles que consideram frívolos os debates sobre filmes Disney, a pertinência dos contos de fadas na formação subjetiva de meninas e meninos já foi investigada em diversos livros e pesquisas acadêmicas, expondo a criação e manutenção de padrões e costumes sociais.”

      Tudo bem não gostar do texto, mas usar de agressividade não justificada para desqualificar o que a autora escreveu, tudo sem sequer ler, é muito, né? Pfv.

    19. William Reply

      Tendenciosa a que exatamente? Enaltecer mulheres? Pô-las em pé de igualdade com homens? Quebrar paradigmas?

      Acho seu comentário opressivo, Jorge Luiz, e é para você saber que A FICÇÃO PODE SER COMPARADA À REALIDADE, como é feita em tantos romances e filmes para ilustrar conceitos. Duvido que qualquer pessoa, incluindo você, não tenha aproveitado alguma história fictícia para crescimento pessoal.

      Os três filmes da Disney são excelentes e mostram grande progresso na educação infanto juvenil sobre questões de gênero e sexualidade, mas como o autor do texto disse: há muito trabalho para a Disney ainda.

    20. Carlos Reply

      Inteligente e denso é você, escrevendo pela internet que a literatura e a ficção nada têm a ver com a vida a real. Séculos de escritores e letrados discordam de você, seu medíocre!

    21. Luh Reply

      Seu Jorge?
      Onde voce vive ja ouviu falar de amor???
      Seu Jorge???
      Sua critica expressa muito o seu desafeto com voce e com o mundo.
      Seu Jorge?
      Volta pro inferno de onde veio. Porque de inferno o mundo esta cheio.
      Ou fica e aproveita a oportunidade para se tornar algo melhor.

      Haa sim! Seja la o que for responder ja sei que sera de cunho tendencioso e ruim!

    22. Júlia Reply

      A ficção não tem nada a ver com o real? Explica melhor que essa eu não entendi

    23. Rafaela Reply

      Male tears!! Por favor Sr. Jorge vá estudar um pouco sobre subjetividade e psicologia básica para só depois criticar algo sobre o qual aparentemente o sr. nunca estudou.

    24. Ana Reply

      Ridículo é não ter a capacidade de análise para entender o impacto que ícones infantis reforçam nos papéis sociais!

    25. Olga Reply

      Ridículo seria esse seu comentário que tenta parecer com algum conteúdo, mas no final não diz, nem acrescenta em nada.
      E com um olhar um pouco mais observador qualquer um é capaz de ver que a vida imita a arte sim!

      E por um mundo onde as pessoas aprendam a máxima: Se não tiver algo de bom/construtivo a dizer, não diga nada!

    26. Janaina Reply

      Acho sim que os desenhos animados influenciam no desenvolvimento das crianças! Eu mesma com 28 anos, cresci assistindo os filmes da Disney, porem descordo com a autora do texto, quando diz que há a falta de imperfeições nos filmes! Pelo contrário, isso já foi mostrado, como em O Corcunda de Notre Dame, onde o protagonista não é um mocinho bonito ou príncipe encantado! Alem destes detalhes que influenciam as crianças, acho importante também a fantasia, é o mais importante para o desenvolvimento da criatividade das crianças, por que não fantasiar e só isso, a infância é feita para isso, para sonhar acordados e fingir ser personagens diferentes da vida real, afinal entretenimento é para isso, nos distrair da realidade!!

    27. Cris Reply

      Sugiro a este senhor informar-se sobre um pouquinho sobre psicologia para poder entender está matéria. Vários autores desta área já analisaram os contos de fadas, mitos, lendas para entender o ser humano em seus aspectos inconscientes que interferem na vida cosciente.
      Parabéns a autora pelo seu artigo!

    28. Suzani Reply

      Chorão você, hein Jorge…

    29. malévola Reply

      Male tears.

    30. Daphini Reply

      Acho que tu não lembra que toda ficção precisa ser baseada em alguma coisa, ou também, ao que me parece, nunca parou para analisar a história do cinema. Sua interpretação – se é que tem uma – que foi superficial e vazia.
      Que bom que o amor entre mulheres está sendo explorado! Isso faz sim muita diferença na mente das crianças. Agora o amor de mãe e filha, de irmãs, de amigas, é passado como se fosse importante também. Imagina a mente de uma menina de sete anos assistindo Valente e vendo mãe e filha fazendo as pazes! Que impressão positiva não? Ou tu preferes ainda a tradicional mensagem de que ela precisa se apaixonar por um homem para ser feliz?
      A ficção tem tudo em comum com a realidade, meu amigo. É baseada nela. Mais estudo e menos rancor, por favor.

    31. Luana Reply

      Vazio e tendencioso aqui só você mesmo.

    32. Waaz Reply

      Vazio e tendencioso é o seu comentário completamente sem noção aqui.

    33. Taís Reply

      Caro Jorge, vazio nesse caso acredito que seja você!
      O conteúdo dessa matéria é baseado em fatos e não apenas na opinião de quem postou.

      É sim comum, para as crianças em geral, a comparação de personagens e brinquedos (como a Barbie por exemplo), com a realidade.

      Crianças diferentes desses padrões tem problemas para se adaptar e sofrem de baixa auto-estima, entre outros problemas.

      Gosto da Disney mudando esses parâmetros, personagens negros, mulheres independentes, o “príncipe” sendo pobre…

      Isso influência positivamente a sociedade, fará com que no futuro as pessoas possam pensar fora da caixa e ver o mundo como ele é, complexo porém com infinitas possibilidades.

      E acredito que se o senhor, caso não se agrade desta “articulista”, pare de ler seus posts. Fará bem a não só ela, mas como a mim também.

    34. na Reply

      Sempre individualista e imbecil. Tinha que ser homem. Vai ler seus blogs misóginos vai seu bostinha, aqui não é lugar pra gente medíocre de inteligencia limitada não.

    35. Carol Reply

      Ai q sono… vamos dormir q os mimimisóginos ainda estão por aí neste dia lindo. Bom domingo a quem deseja espalhar o amor e o companheirismo verdadeiro!
      ^^

    36. Eirea Reply

      É sempre bom lembrar também de Tiana. Guerreira, batalhadora, esforçada e negra.
      A “loira, branca de olhos claros” é a “desmiolada” da história.
      Pena que poucos lembram dela – e quando lembram, normalmente é como “a princesa negra da Disney”.
      Pena mesmo, pq ela é o máximo! 😀

    37. Victor M Reply

      Meu caro amigo, a fantasia sempre foi reflexo da nossa vivência social, isso é inegável, e compreender a realidade a partir do fantástico não é fazer análise vazia e tendenciosa. Dos contos de fadas, das fábulas, dos cordéis, da literatura clássica, entre outros gêneros, extraímos fenômenos sociológicos, compreendemos a ordem pública instalada em cada época e suas transformações.

    38. Iara Reply

      Prefiro achar que você não leu o artigo realmente. Este artigo está ótimo! Aposto que você é homem, caucasiano e hétero. Só assim pra ser tão fechado em sua bolha e não perceber que o mundo está mudando e nada mais óbvio do que a representação do mesmo (filmes, músicas, seriados, etc), mudar junto!

    39. Johann Reply

      Se cale, seu Jorge…

    40. Iara Laporte Reply

      Muito me admira você dizer que nada tem em comum com a vida real. Pois tem sim e muito. Nós vivemos numa sociedade patriarcal, que ensina as mulheres a procurarem um marido e a dependermos dos homens. Ver que a autonomia feminina está sendo uma lição ensinada pela Disney é muito gratificante, já que na minha infância eu não tive esse incentivo. Para você é fácil chamar a autora deste artigo de tendenciosa, mas antes de tudo ela é uma mulher e ela tá falando sobre uma realidade que muitas vezes é deixada de lado ou até silenciada. Não esqueça que ela tem uma coisa que você não tem: vivência como mulher.

      O texto está ótimo e, de longe, foi o melhor que li sobre Malévola. Eu fui conferir o filme e realmente ficou muito interessante a nova abordagem da Disney em relação à questão de gênero. Uma abordagem sutil, mas que já tá levantando muitas polêmicas e fazendo muitos homens saírem da toca, por acharem que é um atentado contra a superioridade deles.

    41. Carol Reply

      Se a ficção não é uma representação da realidade o que mais seria? Rapazinho, vc precisa descobrir o significado de analogias. Peço encarecidamente que exponha um estudo ou prova de que a ficção não molda a realidade e vice-versa, assim que o fizer (se o fizer) posso compartilhar com vc vários autores e estudos que se contrapõem ao seu comentário. Pra falar a verdade seu comentário foi tão nonsense que pode ser usado como análise do seu raso conhecimento e entendimento de mundo…

    42. Caio Reply

      Jorge,

      desce do teu pedestal, abaixa as orelhas e seja humilde. O cinema já representou os homens muito bem. Mulheres devem ter seu espaço e representação.

      Se tá tão difícil assim de entender, o tendencioso aqui é você que vem com um comentário falho e totalmente desnecessário em um assunto extremamente pertinente.

      1. Maysa Reply

        Parabéns Caio, você é um homem.de verdade 😀

      2. Nilce Reply

        Caio,
        Parabéns pelo comentário. Infelizmente ainda é vantagem para alguns homens a submissão das mulheres. Isso, em algum grau, é vantajoso a esses homens que preferem usar à partilhar.
        Abraços.

    43. Gizelli Sousa Reply

      Cara, a sua obsessão em atacar a Jarid é que é ridícula. Todo mundo já sacou o teor machista e racista dos seus comentários.

  18. Deivson Reply

    “Malévola encontra em outra figura feminina a descoberta do amor verdadeiro e a sua redenção”… Entendo a preocupação em destacar a figura “feminina”, mas no caso do filme, o ‘amor maternal’ é evidente da Malévola por uma garota de 16 anos – a narrativa reforça isso com a evolução temporal dos cuidados da vilã com a mocinha, desde a infância (bebê recém-nascido) até a adolescência… EXAGERO AO FALAR EM GÊNERO.. Modinha feminista da moça que escreveu o texto – ela conhece a narrativa do filme? Né possível…

    1. L Reply

      Modinha feminista… tá faltando ler, amigo.

  19. Deivson Reply

    “Malévola encontra em outra figura feminina a descoberta do amor verdadeiro e a sua redenção”… Entendo a preocupação em destacar a figura “feminina”, mas no caso do filme, o ‘amor maternal’ é evidente da Malévola por uma garota de 16 anos – a narrativa reforça isso com a evolução temporal dos cuidados da vilã com a mocinha, desde a infância (bebê recém-nascido) até a adolescência… EXAGERO AO FALAR EM GÊNERO.. Modinha feminista da moça que escreveu o texto – ela conhece a narrativa do filme? Né possível!

    1. Vitoria Reply

      ela deveria ter enfatizado o amor materno quando disse que malevola encontrou o o amor verdadeiro em outra figura feminina, pois do jeito que foi dito, fica parecendo que é relação homosexual entre a malevola e a menina. realmente achei que fosse pois não assisti o filme ainda mas seu comentario esclareceu isso, agora fiquei com vontade de ver o filme.

  20. GABRIELA Reply

    Parabéns pelo texto, está perfeito! Concordo com tudo

  21. Kika Reply

    Acho bastante pertinente a análise feita pela autora. Realmente há uma mudança nos paradigmas sociais e a maior prova disso está na tela dos cinemas.

  22. Carol Futuro Reply

    Bastante pertinente e atual falar da influência dos personagens Disney, principalmente as Princesas e , agora também , as heroínas, sobre a formação do imaginário das crianças, principalmente as meninas. É inerente ao universo infantil buscar modelos, “brincar de ser outro”. E isso influência sim na força , segurança, autoconfiança de uma pequena em formação. Quem tem filho pequeno ou dá aula conhece bem a influência da Disney e outros universos de faz de conta no imaginário das pessoas.

  23. Diego Hatake Reply

    Ótimo, ótimo texto. Eu realmente fico contente com filmes como “Frozen” e “Malévola” que mostram mulheres que lutam por si próprias e pelo bem uma da outra. Mas acho que valeria a pena também citar Tiana de “A Princesa e o Sapo”, que além de ser a primeira princesa Disne negra, já mostrava a tendência de se quebrar o paradigma da princesa colocando-a como uma mulher que procurava, acima de tudo, o sonho de ter o próprio negócio. Enfim, bom saber que tais filmes estejam mostrando um outro lado das protagonistas mulheres.

  24. Aramis Reply

    Acredito que a deficiência já tenha sido abordada pela Disney em Toy Story, com os brinquedos do Sid, mas acredito que quem tenha dado um passo significativo nesse assunto tenha sido a Dreamworks (Como Treinar Seu Dragão).

    Não assisti, mas se bem me lembro a protagonista de A Princesa e o Sapo é negra e a Esmeralda (O Corcunda de Notre Dame) também não é branca

  25. Carol Reply

    Eu sinto, mas análises como a sua e a de tantas outras pessoas que ando vendo me parecem denotar apenas uma cegueira a respeito de outros aspectos menos superficiais, daqueles que não estão prontos, que precisam ser buscados, caçados e só então apreendidos – aprofundamento também é bom para o desenvolvimento infantil. Fora essa tendência de querer enfiar em tudo o “politicamente correto”, mesmo que ele precise ser introduzido de modo artificial. Afinal, a Disney já trabalhou etnias sem precisar forçar a barra, então de onde vem essa reclamação exatamente?
    Será que não é você que está embebida pelo marketing desses filmes mais recentes e se deixou enganar por falsas rupturas com o óbvio?

  26. thatiana Reply

    Só complementando, a disney tem uma princesa negra, sim. É a Tiana, de A Princesa e o Sapo. É um começo :)

  27. Henriette Mourão Reply

    Muito bom texto, Jarid! Parabéns pela clareza.

  28. Sheila Reply

    Texto maravilhoso, Jarid. Parabéns!
    A capacidade de interpretação de um texto falando da ficção e o quanto ela influencia a realidade necessita de um cérebro com pelo menos um pouco de conteúdo, e não um cérebro completamente vazio como é o desse Jorge Luiz.

  29. carolina Reply

    Excelente texto!

  30. Juliana Asbelial Reply

    Acho que essa pegada da disney é legal, mas vale lembrar que FROZEN sofrei 3 alterações de roteiro, sendo que o roteiro original não quebrava o paradigma de relacionamento heterosexual e na opinião de todas as pessoas que tiveram acesso aos sketchs do roteiro, daria um filme muito mais interessante. Frozen é um filme cheio de buracos porque o filme estava em produção quando mudaram o roteiro e deixaram MUITAS falhas e buracos no roteiro. Claro, criança não percebe isso, mas o pessoal mais culto percebe. Você vê um Hans que é completamente desconstruido pra virar um vilão na ultima hora do filme por exemplo. Inicialmente ele era o par da Elsa que teria o coração congelado, e acabariam se apaixonando e superando isso. E essa mudança brusca de roteiro foi feita por conta de um publico femininista que me desculpe, destruiu o roteiro do filme. Ele não é um filme ruim, mas está longe de ser um filme bom.
    Valente para mim foi ótimo porque eu tenho problemas com a minha mãe, e já sou adulta, mas toda menina em alguma fase da vida tem problemas com a mãe, já Malévola eu ainda não vi, mas eu tenho que admitir, que eu sinto falta da pegada classica da Disney, não é de agora que vemos mulheres fortes, basta ver a Mulan e a Tiana, ok que vivemos em um mundo de muitos gêneros e de uma geração mais liberal, mas nessa geração não tem só gays, não tem só feministas, tem meninas e meninos héteros também. E não podem simplesmente arrancar os homens das historias desse jeito.
    Eu sou hetero, mas não tenho preconceitos, e só posso dizer que essa vertente nova de amor entre mulheres na disney já está é DESAPONTANDO

    1. Rebeca Reply

      Não concordo com a parte que você diz que o roteiro foi modificado para atingir o publico feminino. Eu assisti o filme e não vejo nenhum furo nele. Hans desde o inicio é bem suspeito, pois logo de cara pede a Ana em casamento, sendo que ele conta que é o 12 filho, sucessor do trono. Na música que eles cantam juntos, ele aponta para o palácio de Ana e diz a frase ” Eu tenho procurado toda a minha vida para encontrar meu próprio lugar”. Hans é muito suspeito e não disfarça ao mostrar o interesse pelo que ela tem. Afinal, eles nem se conhecem ainda. Logo depois ela conhece o Kristoff que aparece ainda no começo do filme, deixando perguntas no ar: Ana vai se apaixonar pelo Kristoff? Quem Ana vai escolher no final?
      Não existe lacunas nem buracos.. Ana e uma menina que viveu sozinha, sofreu com a perda dos pais e a distancia da irmã. Ela obviamente quer encontrar alguém que a ame e cuide dela. Mas no fim das contas, a Disney promove a família. É para a família que vale os sacrifícios. Ana fica com kristoff pq não haveria sentido não estar com ele, já que ela descobre que ele é a pessoa que realmente gosta dela. Porém, ela não esquece que o amor verdadeiro e que nunca se acaba, independente de qualquer coisa, é o que ela sente pela irmã.. ou seja, Família.

    2. Vitoria Reply

      não sabia dessa do roteiro ter sido mudado 3x, vou procurar informações sobre o original para ver como seria, fiquei curiosa e tbm concordo com tudo q vc disse “essa vertente nova de amor entre mulheres na disney já está é DESAPONTANDO”
      a forma como o texto foi redigida faz parecer que a Elsa e a Anna tem uma relação incestuosa, e a Malevola uma relação homoafetiva com a aurora. não assisti malevola ainda mas graças aos comentarios de alguns, esse ponto foi esclarecido, malevola sente amor de mãe pela aurora.

  31. Monaliza Reply

    Muito bom texto. Traz observações muito importantes e pertinentes, a meu ver, e que tem tudo a ver com a realidade. Vivemos cercados de padrões (de beleza, de comportamento etc) e perceber como tais padrões são reforçados e reproduzidos nos mais diversos meios é algo realmente importante. Do mesmo modo, notar mudanças que têm ocorrido (ainda mais nesse ramo da mídia) é importante também, são válidos avanços que podem sim contribuir para uma educação de meninos e meninas menos sexista e mais igualitária, na minha opinião!

  32. Napaula Reply

    Bem, pelo o que eu pude perceber, o artigo, acima de tudo, é uma intepretação de uma tendência, uma mudança de mentalidade e de quebras graduais de paradigmas de gênero e de comportamentos – e, quer queira quer não, fazem parte da “realidade” à qual você se refere. Tendenciosidade para quem? A vida real nunca foi idêntica à ficcional – não encontramos princesas e príncipes em cada esquina, até porque são elementos de uma época própria – então considero interessante a análise de pensamentos e influências na mentalidade de meninxs, por todo o mundo.
    E não sabia sobre o enredo de Malévola, verei assim que puder…

  33. Tatiana Reply

    Parabéns pelo belo artigo, muito pertinente. Sou mãe de uma “princesa” fora dos padrões e também percebo esse avanço das heroínas modernas nos filmes infantis. Incluindo também a questão racial, imagina quantas meninas finalmente se sentem representadas pela Tiana, a primeira princesa negra da Disney!

  34. Catherina Reply

    Adorei a análise. Perfeita!

  35. Drieli Pimenta Reply

    Ótimo texto, diferente de muitos que vemos, mostra que o homem tambem só tem a ganhar com essa mudança de esterótipos!

  36. Daniela Reply

    ótimo texto!

  37. Carina Reply

    É praticamente impossível ficar indiferente ao comentário do Sr. Jorge Luiz…como assim a vida real nada tem em comum com a ficção? Francamente…risível..

  38. cristie Reply

    Gostei muito do texto. Parabéns.

  39. anderson romano Reply

    Jarid, parabéns e obrigado pela generosidade da sua exposição, INTERESSANTÍSSIMA sua análise! Muito já ouvia a respeito dessas mudanças significativas nas linhas dos filmes Disney, na universidade, na internet e nas conversas de bar. Mas esta é a primeira vez que vejo um texto tão coeso e eloquente a respeito. Realmente é inegável como são fundamentais as referências em nossa a vida, eu por exemplo como homem gay nunca me ví nos filmes que assisti durante toda a infância/adolescência, eu não estou no Eoventolevou, não estou em Casablanca, De volta para o futuro, kingkong e assim por diante…até que ponto é fácil viver sem parâmetros de comportamento, se vivemos em sociedades repletas de fatos sociais e suas coerções? Não, não é facil! E me sinto contemplado tb qdo vc diz q ainda é um longo caminho até que negros, N.Es e “tudo” que não é hétero e branco possa se sentir representado tb… Seu artigo me lembrou uma discussão de pouco tempo atrás, onde entre amigos questionávamos se o uso popularissimo do termo “burro” aplicado a quem não estuda tinha a ver com o “Pinóquio” da Disney; acredito que a difusão do termo se deu ali,mas disso ainda não tenho a resposta rs…Pretendo lê-la outras vezes …Beijo grande

  40. vicklany Reply

    Foi isso que eu entender? Casal gal na Disney? Em Malévola? Que ridículo! Não basta as novelas da globo? Agora em contos infantis? Serio isso? Que horror!! Quando meninas de 5 anos estiverem beijando umas as outras(na boca), colocam a culpa no governo. Coitada das futuras gerações…

    1. Vitoria Reply

      não assisti malevola aidna e tive essa mesma impressão, mas ao ler alguns comentarios percebi que o filme trata do amor materno que a malevola tem pela aurora. o texto é que foi mal redigido e tendencioso!!!

  41. Nataly Reply

    Otimo artigo. Ainda não vi Malévola, mas gosto da desconstrução da idéia do mau pela maldade em si. Do bom e o mau há um espectro de personalidades dentre as quais se pode flutuar, inclusive, dependendo das circunstâncias sem incorrer em incongruências.

  42. jureni Reply

    Ei, presta a atenção minha filha é “AMOR PARENTAL”, amor de mãe e filha, amor de irmã. Presta a atenção!

  43. Felipe Ferreira Reply

    O irreal e fictício afeta a vida real sim! formulam e criam ideais sobre sonhos e concepções do que é certo ou errado, principalmente em crianças onde estão em constante aprendizagem e não possuem uma base consolidada sobre valores! outro filme que faltou ser citado foi “A princesa e o sapo” de 2009, que traz em seu enredo uma princesa negra (em uma animação da própria Disney!), algo que até então era bem difícil de se ver nos filmes dessa companhia!

  44. Pedro Reply

    Esqueceu de falar de “A Princesa e o Sapo”, que tem a primeira protagonista negra da Disney.

  45. Bequi Reply

    Não concordo com o ponto que diz que “que as crianças ficam com baixa auto estima” por que nos desenho e animações não tem personagens como elas.
    Eu sempre fui gordinha quando mais nova e continuo hoje em dia.
    Nunca fiquei com baixa auto estima por que os desenhos não tinham personagens femininas “fofas” ou de cabelo pretos ondulados, usando óculos, com altura maior que a média…
    Muito menos concordo que somente agora a Disney está tratando as mulheres como guerreiras e heroínas.
    Sabe eu vi A Bela e a Fera e pelo que eu sei, ela foi e Heroína do filme, a parti do momento que ela abdicou da liberdade dela para salvar o pai e ao mesmo tempo, mudou o comportamento da Fera e fez com que maldição fosse quebrada.
    Foi a primeira história (que eu vi) que quem foi salvo foi o Homem, pois ele necessitava que ELA demostra-se que o amava. E não ao contrário.
    Cinderela foi outra história aonde NÃO teve um homem como HERÓI.
    Ela era “cativa” em uma casa, aonde era maltratada e “trabalhava” como empregada da família e que correu atras da primeira oportunidade que teve para mudar de vida e assim ter uma vida feliz.
    O PRÍNCIPE não a salvou nenhum momento.
    Os HERÓIS do desenho foram os amigos dela (ta eu sei são animais, mas são os heróis), ela mesma e vejam só a fada madrinha, que a ajudou a ir ao baile.
    Isso sem citar Pocahontas e Mulan que foram grandes guerreiras.
    A o problema foram os pares românticos.
    Pelo que eu sei, todos esses desenhos foram entre a década de 30 e 90, aonde a SOCIEDADE era conservadora (e muito intolerante e preconceituosa) e acredito que não iria aprovar relacionamento homoafetivo nos seus desenhos.
    E sem contar que a Disney fez todos esse desenhos e animações citados baseados em história aonde as mulheres NÃO tem irmãos e muitas das vezes aonde o pais estão mortos, fica meio difícil de mostrar outros tipos de amor, como mãe e filha e de irmãs.

    Foi muito bom essa novas histórias aonde mostra que amor de irmão e de mães também salva, mas querer que desde 1937, em um mundo machista já tivesse mais histórias assim (apesar que poderíamos considerar que Cinderela foi o primeira história, aonde amor de amigos salva uma pessoa) A Disney saiu muito mais na frente do que muitos pensam.
    Só não enxerga quem não quer!

  46. Lucas Reply

    “ao contrário do que pensam os misóginos, muita gente quer blockbusters com mulheres protagonistas”: não de super-heróis, lamentavelmente. Por isso o filme da Mulher-Maravilha não sai de jeito nenhum.

  47. Mama Reply

    Muito bacana seu texto. (e que ranzinza esse rapaz aí, hein? tem nada de tendencioso não, vá se informar, existem pesquisas e livros de psicologia sobre o papel das histórias infantis no desenvolvimento da criança)

  48. Marina Reply

    Hahaha E tem gente que ainda acha que o fictício não influi a vida real… Bom texto!!

  49. Sione Reply

    Texto bom. Gostei.Tenho duas filhas adultas, lindas, dentro do tal padrão mas nunca acreditaram-se princesas e preferiam assistir as Meninas Superpoderosas e Castelo Rá Tim Bum onde a heroína Biba é articulada e valente. O príncipe já era há tempos da maioria das mentes femininas. Que venham os homens mais reais.

  50. Anonimo Reply

    Muito bom o texto. Fico triste em saber que ainda temos pessoas retrogradas que não entendem as questões de gêneros, sendo elas extremamente pertinentes à sociedade contemporânea. Além de coeso, o texto aponta claramente a desmistificação desta questão no universo infantil.

  51. Cris Reply

    Infelizmente existem pessoas que posam de cultas e são extremamente ignorantes. Refiro-me ao comentário anterior. Já o artigo é muito bom e Parabéns à sua autora.
    A realidade passa necessariamente por conteúdos internos, psicológicos além da influência socio cultural.

  52. Olga Reply

    Parabéns pelo texto!
    Você sintetizou algo que vinha pensando desde que assisti Valente e Frozen (que por sinal, entrou na minha lista de preferidos da Disney mais rápido do que qualquer outro).
    Malévola será o próximo, espero.
    E que venham cada vez mais protagonistas que representem todas as meninas nos seus diferentes modos!

  53. Mariana Rocha Reply

    Incomoda-se tanto porém está sempre a acompanhar. Tudo o que vemos hoje tem sim um fundo real, senão quem iria ver um filme ao qual pouco lhe interessa o conteúdo? seres humanos em geral gosta e acompanha o que lhe inspira, porém no caso das crianças, elas são uma “página em branco” o que a Disney faz, todas as outras farão e assim irão alterar o padrão atual.

  54. Renan Reply

    Com este seu comentário asqueroso, acredito mais ainda que ela esteja correta por demais. A história e a realidade estão aí e contradizem seu contra argumento vazio sem muito esforço…

  55. simone carneiro Reply

    Muito bom este artigo. Parabéns!!!

  56. laris Reply

    Um pouco de pesquisa é sempre bom viu. Valente não é da Disney. É da Pixar.

    1. Gabriel Reply

      A Disney COMPROU a PIxar, minha filha. Um pouco de pesquisa é bom, viu? Ja ouviu falar em Wikipedia?
      Cuidado na hora que for arrotar arrogância em texto alheio. Sugir vocêo apagar seu comentário pra não continuar passando vergonha. Abraços!

  57. Jess Reply

    chora mais que tá pouco, ome.

  58. Tayane Leandro Lopes Reply

    Muito bem construído e escrito o seu texto, é de extrema importância mostrar que as mulheres podem e são fortes, guerreiras e independentes, e a nossa existência não baseia-se em viver em busca de um homem, existem assuntos mais imortantes para serem tratados, espero que nas próximas produções da Disney seja possível encontrar mulheres negras e com cachos como heroínas.

  59. felipe Reply

    Parabéns. Gostei muito do texto.

  60. Doodsxd Reply

    Não esqueça da Tiana e da Charlotte, na princesa e o sapo, que se apoiaram e se gostaram do início ao fim, mesmo quando havia um homem que teoricamente era desejado por ambas no meio. Também aponto para um pouco conhecido, pequena sereia 2, que fala muito mais da relação da mãe e da filha do que de qualquer outra coisa.

  61. Guilherme Reply

    Interessante o texto. Concordo com o ponto de vista. Apenas não concordo com alguns detalhes.

    ” “Valente”, “Frozen” e “Malévola” continuam trazendo exclusivamente mulheres brancas e magras como heroínas.”

    Esses três realmente não trazem mulheres fora dos padrões de beleza tradicionais. Contudo, a Lili de Lilo&Stich é baixinha , não propriamente magra e tem pele escura. A Pocahonta é índia e Mulan asiática. Claro, ainda faltam progressos, personagens negras, por exemplo.

    1. Aline Reply

      A personagem da Princesa e o Sapo é negra e o filme é bem legal, mas concordo que ainda falta muito para a Disney avançar nas questões de gênero e inclusão.

  62. guilheme Reply

    Muito boa a materia, ignore a critica do colega abaixo, vc é muito talentosa e escreveu uma reflexão muito interessante.

  63. Luciane Reis Reply

    Lindo texto Jari, não podemos esquecer de Mulan que enfrenta a família e claro Pocahontas que não abre mão de seus princípios por um homem. Ambos precisam saber conviver com as vontades de desejos de ambas.

  64. Clara Taveira Reply

    Uau. Achei incrível seu post, de verdade.
    Estava pensando em fazer um no meu blog sobre as pequenas coisas da disney que passam despercebida à maioria das pessoas – como o fato de o Aladdin ser a cara do Tom Cruise no meio de um país árabe – até que li seu post. E decidi, vou fazer sim, e citar seu post, se você não se incomodar.
    Abraços!

  65. Thais Carolina Reply

    Jorge, a nossa vida, comportamentos e valores são construídos socialmente, principalmente. Ninguém cria suas próprias regras out of nowhere. Somos todos influenciados. Ficção e realidade formam um ciclo, pois uma se espelha na outra mutualmente. Seu comenta é ingênuo e reflete seu desconhecimento humano e social.

  66. Sheyla Marques Reply

    É uma pena que pessoas com pouca ou não visão gostem de se expor sua pobreza em analisar o óbvio como o comentário acima. O texto está absolutamente bem escrito e com uma capacidade analítica sobre o papel da mulher maravilhoso. Sim, muitas e muitas mulheres se encaixam no perfil da guerreira e heroína de suas próprias vidas, nas quais, felizmente homens fracos e mentes cerradas não fazem parte, pois os complexos e os preconceitos arraigados os tornam incapazes de perceber a força e a guerreira que há em muitas mulheres!

  67. Malévola Reply

    Chora, machinho.
    Quanto mais mimimi duzomi aparecer nos comentários, melhor. Fica mais fácil ver como é são patéticos.
    Parabéns, pra pessoa que escreveu o artigo, pela paciência de mostrar o óbvio pra quem não quer ver.

  68. Dayvisdso Reply

    A colunista pode ser tudo,menos vazia….

  69. Daniela Reply

    Quanta ignorância meu caro Jorge!! Podemos observar que você não conhece absolutamente nada da literatura atual. Magnífico texto Jarid Arraes!!!

  70. Liziane Reply

    Muito bom! Jarid, não sei se você conhece, mas tem uma jovem americana q fez uma pesquisa super interessante sobre a representação de mulheres nos videogames. O nome dela é Anita Sarqueesian. E tem um TEDx onde ela conta a pressão q sofreu de homens como o que comentou aqui acima, que para mim só reforça o quanto de trabalho ainda temos pela frente. Parabéns :)

  71. Sarah Reply

    Primeiramente, parabéns!
    A tendência é essa. Nós mudamos. Mas será que os homens conseguiram acompanhar nossa mudança? Acho que não!
    Abraços

  72. Fazendeiro Reply

    É impressão minha ou a autora do texto está procurando chifre em cabeça de cavalo? Amigos, eu sou careca e nunca vejo o mundo careca, mas apesar de não ser homofóbico, o mal dos homossexuais é achar que o mundo tem que ser gay.

  73. Aline Reply

    Muito bom! Tenho uma irmã que assiste muito a esses filmes, assim como milhares de outras crianças e adultos no Brasil e no mundo. Ter esteriótipos questionados com certeza auxiliará na sua fomação e auto -estima.

  74. Eneida Melo Reply

    Me deixou com vontade de ver o filme!

  75. Carlos Reply

    Jorge Luiz está certo. A autora se deixa levar, ela agora, por uma fantasia de Princesa Encantada sem se dar conta disto e toma meros filmes Disney como referências para suas vertigens… malévolas…?

  76. Jessica Reply

    Jorge, o seu comentário é imensamente infeliz! Não há comparação da “vida real” com as histórias encantadas, o que existe é uma comparação de atitudes atribuídas às personagens, principalmente as femininas, o que reflete uma mudança da sociedade, do papel da mulher, e de como isso se manifesta.

  77. Julio Reply

    Eu ja acho forçado demais essa luta por espaço, a sociedade ja consegue enxergar e dar espaço para a força feminina naturalmente, pelo menos para as pessoas nascidas depois de 1985 basicamente. Malévola pega pesado demais! O homem é colocado como inútil (príncipe), como louco, cruel e incapaz de perdoar (rei) e como escravo escravo e capacho (corvo). A luta feminista passou da busca por reconhecimento para a busca por superioridade, quando todos nós devíamos buscar igualdade, homem e mulher.

  78. Talitha de Moraes Masson Reply

    Acho que o filme “A princesa e o sapo” também entra nessa nova onda da Disney, uma vez que a princesa é negra, fato inédito nas produções da Disney. Tiana também é uma jovem forte, ainda que na história dependa do seu príncipe…

  79. Romer Reply

    O irreal e fictício afeta a vida real sim! formulam e criam ideais sobre sonhos e concepções do que é certo ou errado, principalmente em crianças onde estão em constante aprendizagem e não possuem uma base consolidada sobre valores! outro filme que faltou ser citado foi “A princesa e o sapo” de 2009, que traz em seu enredo uma princesa negra (em uma animação da própria Disney!), algo que até então era bem difícil de se ver nos filmes dessa companhia!

  80. Nilce Reply

    Caio
    Amei seu comentário. Os tempos são outros. Infelizmente ainda há homens que quer que a mulher fique na posição submissa para que eles levem vantagem.

  81. Paula Reply

    Jarid, acredito que seu texto tem muito argumento válido. Concordo com o que disse, só ressalto uma coisa: Ao invés de fazer uma copilação de desenhos que abordam muitos assuntos, deixando o texto com muita informação, poderia ter feito uma introdução e desenvolver seu texto com base em uma única história. Confesso que o que me chamou atenção para lê-lo foi por fazer citação ao Melévola (simplesmente sensacional). E como eu já fiz minhas análises e críticas, achei que você foi muito superficial. Há muito mais subentendido, como por exemplo os conceitos sobre valores; simplicidade e luxúria/jogos de poder em relação à felicidade; como também a distorção da representação do bem e do mau na figura do belo e do feio, quando na verdade já começa com a quebra de que não existe um bom e um mau, todos nós temos um pouco dos dois, em relação à pontos de vista ainda por cima. E o mais importante, descordando do que você disse (a não ser que eu não tenha entendido o seu sentido pra esse “amor verdadeiro”, pois da forma como você explorou soou como um amor romântico mesmo), não acredito que a relação entre a Malévola e a Aurora seja de amor romântico, remetendo a uma relação homossexual como muitos tem criticado por aí (Me corrija se de fato eu tenha entendido errado). Tem que tomar cuidado para não pensar que agora tudo remete a casais homossexuais. Acredito no amor entre Madrinha e afilhada (pois a relação foi essa; criança que foi cuidada por ela na ausência dos pais, sem ter nenhuma conotação romântica, por isso acho errônea a expressão “amor entre mulheres”), não menos verdadeiro, talvez até mais, do que um amor romântico, assim como amor de pais pra filhos, amor entre amigos, amor entre irmãos, etc. Se fala pouco disso. Só se pensa em amor romântico. Aliás, só se pensava, e até que enfim estão acordando para retratar isso. Tanto é que a paixão entre o príncipe e a Aurora não se fez amor verdadeiro, e muito absurdo pensar que seria, afinal de contas se viram uma única vez apenas, e nada impediria que esse amor pudesse se desenvolver com o tempo. Enfim, achei o filme com várias sacadas sensacionais!

  82. Mariane Reply

    Foi curioso ler um texto como esse quando na noite passada, após assistir Malévola, eu e meu namorado chegamos a conclusões similares as suas. Eu apenas discordo quando você menciona ainda os padrões “magra e branca”, porque ao meu ver isso já caiu por terra. Por exemplo, o próprio Shrek apresenta uma figura feminina diferente do normal. A Valente mesmo, com os cabelos desgrenhados e enrolados.

  83. GeloSeco Reply

    Na boa. Concordo com o texto. Só me chateio com uma coisa que quase não tenho lido: e os homens, modernos, ficam nisso tudo?
    Sabe, sou moreno, de olhos verdes. E quase ando com vergonha disso. Deveria ser negrinho, pobrezinho, quem sabe mulher. Eu quis, SIM, ser um príncipe para uma mulher. Forte, educado, prestativo. Enfim, digno para quando encontra-se a minha princesa. Que me apoiasse. E eu a ela.
    Mas o que vejo hoje em dia: não precisam de mim, a não ser para servirmos de piadas na mídia.
    Não vejo ninguém comentando a quantidade, enorme, de comercias zombando do macho. Piadinhas, namoradas deixando-nos falando no telefone, maridos sendo enganados.
    Sabe, eu adoro as fêmeas. Mas acho que estão querendo diminuir a figura do homem, e não enaltecer a mulher. Adoram quando o homem é feito de bobo. Se for traído então…
    Deus não me deu o dom de filhos. Mas se eu tivesse um filho, homem, não saberia o que dizer para ele. Sabe aquela princesa, não às frágeis dos filmes antigos, não as gerações anteriores, tão abusadas e desrespeitadas, e que recentem-se com todo o direito. Estou falando de uma que viria ser sua companheira. Hoje, as hipotéticas candidatas ao coração do meu pimpolho estariam em um bar, enchendo a cara, contando piadas a respeito de homens. Dizendo que não querem cuidar de nós, serem nossas companheiras. Até querem, mas com trilhões de exigências, e querendo dar bem pouco em troca. Enchem a boca para dizer que nos traem, que beijam dez em uma noite, que não querem cozinhar para nós.
    Sabe, minha mãe ficou doente, sou filho único.
    Lavei as calcinhas dela, limpei a casa, cuidei dela. Sem problemas. Eu amo a minha mãe.
    E não veria mal em lavar as calcinhas do meu amor/princesa se fosse necessário.
    Agora… Proteção não querem. Ser carinhoso é ser sem “pegada”.
    Ser um príncipe é errado.
    Eu não saberia o que dizer para um menino.
    Erramos demais, desrespeitamos as mulheres, séculos a fio. Mas, não fui eu, nem muitos dos machos que hoje são zombados, feitos de bobos. Piadas e mais piadas.
    Até o príncipe, que, tirando o papel errôneo que lhe foi dado no passado, deveria ser uma figura a servir de exemplo, de meta aos garotos: educado, garboso, elegante, respeitador, batalhador, austero, corajoso… O príncipe está errado (uma das piadas atuais, mulheres preferem o “lobo mal”.)
    Eu não saberia o que dizer para meu menino, se o tivesse.

    1. natalia Reply

      nossa, é tanta babaquice que nem sei o que dizer. Vergonha de ser moreno de olhos verdes?? Queria ser negrinho e pobrinho?? Vc sabe quanto preconceito/racismo um “negrinho pobrinho” sofre? Vc por acaso que os negros ganham menos? Que eles quase nao aprecem na publicidade? Que eles sao minoria nas boas universidades e empregos??? Deixa de ser ridículo rapaz.

      E quanto as mulheres, só te digo uma coisa: encontre uma que te ame e pare de encher tanto o saco

  84. Josivan Jansen Reply

    Simplesmente vivemos numa era que somos bombardeados constantemente por informações. Informações que colocam a prova nossos valores, uma destas, mesmo que seja para entretenimento tem outro objetivo: influenciar ou modificar nossos hábitos, costumes e valores. Assim como lá no Jardim do Éden, a serpente veio com palavras lindas para Eva, a fim de enganá-la, nesta mesma situação vivemos hoje. Meios de entretenimento vem com mensagens lindas, pessoas lindas, ótimas histórias, mas por trás de seu contexto tem outro objetivo, um mundo obscuro.
    Como diz em II Cor. 3:18 (pela contemplação somos transformados), esse versículo complementa minha ideia acima, ou seja, ele esclarece que o que colocamos em nossos olhos terá um fator de mudança em nossos pensamento. Seja ele mau ou bom. Até que ponto os meios de entretenimento podem influenciar os hábitos, costumes e valores sociais?
    Os meios de comunicação são as ferramentas mais poderosas usadas pela classe dominante para manipular as massas. Ela molda moldes de opiniões e atitudes, e define o que é normal e aceitável. Símbolos ocultistas podem, portanto, exercer um grande impacto sobre as pessoas, mesmo que muitas pessoas nunca se apresentaram pessoalmente ao significado esotérico do símbolo. Alguns pensadores de comunicação social, tais como Edward Bernays D., encontrou nesse conceito uma ótima maneira de manipular o inconsciente pessoal e coletivo do público.
    Estamos construindo uma sociedade, no qual os meios de comunicação coclama que tudo é normal: belos corpos, falta de respeitos aos país e pessoas mais velhas, a violência, o amor por pessoas do mesmo sexo. No qual, somos governados, nossas mentes são moldadas, nossos gostos formados, nossas idéias são, em grande parte, feitas por homens que nós nunca ouvimos falar. Este é um resultado lógico do modo em que a nossa sociedade democrática é organizada. Um vasto número de seres humanos devem colaborar desta forma para que possam viver juntos como uma sociedade do “bom funcionamento.
    REFLITA: NESSE EXATO MOMENTO SUA MENTE É MANIPULADA E INFLUENCIADA, E COMO PROVA VOCÊ ESTÁ NA FRENTE DE UM COMPUTADOR, DE UM CELULAR OU UMA TELEVISÃO. OUTRA PROVA: VOCÊ PASSA MAIS TEMPO COM UM APARELHO NA MÃO DO QUE TENDO CONTATO COM SEUS FAMILIARES, AMIGOS, AMORES.

  85. Macho Alfa Reply

    Vc viajou bonito no Malévola, não é um amor entre mulheres, é um amor materno, sua interpretação esta completamente equivocada.

    1. paula Reply

      e amor entre mãe e filha não é amor entre mulheres????

  86. suzie Reply

    A Disney j tem 1 princesa negra sim. A Liana de “a Princesa e o Sapo”. E a sua melhor amiga nessa história é “plus size”.

  87. Izabelli Gomez Reply

    Inacreditável que alguém viu algo além de “amor maternal” nesse filme. Ignorância e recalque por parte de pessoas com as mentes poluídas que adoram ver homossexualidade, incesto, racismo, discriminação em tudo… Lamentável… pessoas com mentes pequenas, reduzidas. :(

  88. Guilherme Reply

    O artigo deixou de mencionar um filme que, inclusive, foi o meu filme favorito da Disney na minha infância: “O Corcunda de Notre Dame”. Neste, não apenas a personagem principal é deficiente físico, como a heroína (Esmeralda) é uma cigana que foge totalmente do padrão “princesa branca e indefesa”. A perseguição à grupos miniritários (no caso do filme os ciganos) e o preconceito sofrido por Quasímodo em virtude de sua aparência também são aspectos que o filme aborda com muita clareza.

  89. Netphantom Reply

    O engraçado é que muita gente aqui quando pensou que malévola tinha uma relação romantica com aurora já vieram com preconceitos. Fingem que são inteligentes mas são um bando de velhos ignorantes.

  90. Cris ppta Reply

    Como é importante nós educador@s discutir estes assuntos, digiálogos como esses ampliam nossos olhares e promovem uma prática docente humanizada, fazendo com que nossa postura seja pautada pelo respeito e a valorização de todos os seres. Ótimo artigo Jarid, que bom que temos acesso a conteúdos humanizados …

  91. Soledade Reply

    Ent

  92. vitoria Reply

    Isso esta totalmente errado….eu sou de igreja evangelica e acho isso totalmente sadio…uma historia em que o AMOR VERDADEIRO e de MAE e IRMA e nao de HOMEM….hoje as pessoas estao tentando distorcer as coisas…coitado dos filhos de vcs..nao vao ter infancia….

  93. Vanya Reply

    Artigo muito bem elaborado . Realmente faltou esquecer de mencionar a Tiana . Compartilhei no meu facebook ,para alertar as que ainda tem o complexo de Branca de Neve ,Cinderela e Bela Adormecida. Frozen e um exemplo e tanto da independência feminina . Sucesso e continue escrevendo artigos de qualidade como esse.