Bloco Domésticas de Luxo: onde racistas se divertem - Questão de Gênero

Bloco Domésticas de Luxo: onde racistas se divertem

No último sábado (7), o portal Tribuna de Minas repercutiu algo de forma, no mínimo, intrigante: apresentando o Bloco chamado “Domésticas de Luxo” com entusiasmo, o portal deu à matéria o título de “Pretinhas em contos de fada”, explicando que os participantes...

No último sábado (7), o portal Tribuna de Minas repercutiu algo de forma, no mínimo, intrigante: apresentando o Bloco chamado “Domésticas de Luxo” com entusiasmo, o portal deu à matéria o título de “Pretinhas em contos de fada”, explicando que os participantes do bloco – tradicionalmente homens brancos -, além de se fantasiarem de mulheres negras, ainda adicionavam à “fantasia” roupas de princesas de contos de fada, como a Branca de Neve.

É chocante que o racismo escrachado, debochado e explícito seja tratado como uma tradição divertida que tem mérito em ser preservada. Pior, é revoltante perceber que a população de Juiz de Fora – onde o bloco acontece – considera tão natural e adequado o fato de que homens brancos se vistam de mulheres negras, pintando o rosto com tinta preta, vestindo perucas que imitam cabelos crespos, exagerando no batom vermelho para desenhar lábios muito grossos e fazendo uso de enchimentos para exibir bundas falsas de tamanhos enormes.

O bloco Domésticas de Luxo é um verdadeiro show de horrores: consegue reunir racismo e machismo numa mistura perversa que está a serviço de uma parcela altamente privilegiada da população. E eles se divertem muito: dançam, bebem, gargalham – e até mesmo levam crianças para assistir e participar. Esse espetáculo tem a cara do Brasil; um país extremamente racista, que trata os cidadãos negros como objetos de escárnio, coisas sem valor, sem o status de seres humanos e sem direito ao mínimo respeito.

O jornal Tribuna de Minas faz ainda pior, pois respalda a prática racista, apresenta todo o show bizarro como algo divertido, como um programa para ser feito em família. “As pretinhas mais famosas de Juiz de Fora caem na folia”, escreveu Marisa Loures. Quais pretinhas? Os homens brancos que utilizam estereótipos relacionados às mulheres negras como válvula de escape para expressar todo o racismo que escondem nos demais dias do ano?

Nenhum argumento em defesa desse bloco pode ser aceito, nem mesmo o fato de que o bloco promove doações de sangue ou de leite materno. Nenhuma ajuda pode ser oferecida a um grupo se isso é feito às custas da degradação de outro grupo. As mulheres negras reais têm direito de “cair na folia” com a garantia de que serão respeitadas; ou será que o assédio, o racismo e a violência são o que Juiz de Fora tem destinado a elas?

O mundo caminha para frente, avançando no sentido de mudanças sociais para garantir a dignidade e os direitos de todas as pessoas, não somente das pessoas brancas do gênero masculino. Nosso país não deve mais abrir espaço para algo tão escabroso como esse bloco “Domésticas de Luxo”. O bloco tem que acabar e as pessoas que participam dele devem ser responsabilizadas pela hostilização e deboche cometido contra mulheres negras. Isso é racismo, é herança escravocrata, e precisa ter fim. Para todos aqueles que trabalham por uma sociedade onde o racismo e a misoginia não mais prevaleçam, o repúdio contra esse bloco é a atitude mínima a ser tomada.

Foto de capa: Reprodução

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76 comments

  1. JF2015 Reply

    Absurdo!!
    Mas não pelo bloco, e sim com esse textinho seu. Sou de Juiz de Fora, e venha conhecer o bloco antes de criticar. É um dos mais tradicionais, animados, e democráticos da cidade. Se tem algo que não entra, é o preconceito!
    O que é mais CHATO, é esse povo que não consegue ver o que é humor, e só vê o preconceito em tudo, e se faz de muito “moralistazinho”, e “politicamente correto” pra aparecer.
    Vem pra cá, conheça o bloco, e depois tente escrever algo melhorzinho.

    Seu texto e sua mentalidade, mero LIXO!!!

    1. João Paulo Reply

      Tambem sou de Juiz de For a e sou contraesse bloco que eh racista SIM!! Nojento e asqueroso. Isso é uma falta de respeito contras domesticas e mulheres negras do brasil. repudio!!!

      1. Alan Reply

        Essa é a intenção!
        Não gostou, a porta da rua é cortesia da casa.

      2. orosler Reply

        Bloco lixo não reciclável.

    2. Fabiana Reply

      Concordo plenamente com você!

    3. Caio Borrillo Reply

      Absurdo é um comentário lixo como esse seu, vindo de uma mente que, provavelmente, libera mais chorume e fedor do que o que o gatinho deixou na caixa hoje de manhã.

      Racista é assim mesmo, veste a carapuça logo que bate o olho num texto como esse e já vem apontar problema no texto e na autora do texto e não no próprio racismo misógino babaca e opressor que expressa.

      Muito obrigado por comentar, é assim que a gente tem que expor as pessoas idiotas, com estes comentários ridículos e dignos de QI de ostra.

    4. Raquel Pereira de Carvalho Reply

      Eu estou de pleno acordo com texto.
      Fazer humor com a desgraca alheia nao e nada divertido.
      Sao outros tempos.Ja passou da hora de rever conceitos.Isso sim e ser democratico.
      Basta de atraso.Colocar se no lugar do outro e necessario.

  2. Matheus Reply

    Absurdo!!
    Mas não pelo bloco, e sim com esse textinho seu. Sou de Juiz de Fora, e venha conhecer o bloco antes de criticar. É um dos mais tradicionais, animados, e democráticos da cidade. Se tem algo que não entra, é o preconceito!
    O que é mais CHATO, é esse povo que não consegue ver o que é humor, e só vê preconceito em tudo, e se faz de muito “moralistazinho”, e “politicamente correto” pra aparecer.
    Venha, conheça o bloco, e depois tente escrever algo melhorzinho.

    Seu texto e sua mentalidade, mero LIXO!!!

  3. Guilherme Sixel Reply

    Filha, ta faltando pauta para você ai??? Venha até jf conheça a historia do bloco e do carnaval para depois escrever essas merdas ai…..

    1. Cíntia Reply

      Concordo, Guilherme. Me lembrou o movimento que queria mudar o texto das obras de Monteiro Lobato, alegando que o autor usava termos racistas. Um exagero sem tamanho.

    2. Sara Reply

      Racista defendendo o racismo. Por que será que eu não estou surpresa?!

  4. Cecilia Reply

    Mas poxa, é tão comum vermos pessoas saírem às ruas no Carnaval fantasiadas de homens brancos engravatados. Ah, não, pera! Aí não tem estereótipo, né?

    1. Nick Reply

      Isso tudo é preguiça mental? Homens brancos engravatados são realmente muito oprimidos hahaha
      Procura sobre Black Face e se não doer muito experimenta dar uma lida. Vai te poupar de falar abobrinhas na internet.

      1. S. Reply

        Sabe quando vai ser? No momento em que a senhora inventar uma máquina do tempo e estimular os países da África e da Ásia a dominarem os países europeus nos moldes colinialistas e imperialistas que os próprios europeus implantaram nesses países, e a partir daí, estabelecerem suas próprias fronteiras, tratar os brancos como mercadoria, dentre todos os outros elementos que compuseram a estrutura do domínio europeu ao longo da história, aí sim. Quando você puder inverter toda a história e cultura a favor dos negros, transformar eles em favorecidos e dominadores dos brancos e isso refletir na sociedade ao longo da história você vai ter um racismo inverso. Até lá, menos choro e mais sensatez.

        1. daniel Reply

          O termo racismo não é patente da cultura negra. De maneira que ele existe para os 2 lados sim. O dicionário não faz distinção de cor. Há anos noto essa tentativa de distorcer o sentido da palavra e patentea lá para uma única cultura. Interessante que ninguém nunca menciona que os escravos negros eram prisioneiros de, pasmem, outros negros que venciam guerras tribais. Também existiam escravos brancos, mas os europeus perceberam que o comércio de africanos era lucrativo. Além de ser alimentado por guerras tribais que forneciam sempre o produto. Por terem uma concepção de estado diferentes e as guerras ocorrerem entre paises e nao pequenas tribos, o fornecimento de escravos brancos da europa era infinitamnete menor. Ou seja se fosse mais lucrativo um mercado de brancos teriam sidos os brancos a serem escravizados. Se a questao era dinheiro entao nao é cor. Entao o argumento é invalido. Os judeus eram brancos e foram escravizados em campos de concentracao. Nem eles tem tanto mi mi mi. Quanto ao post acho justo que nos dias de hj possa ser ofensivo para certas pessoas. Principalmente que já foi vítima de preconceito. Lembrando que racismo é outra coisa.

  5. LM Reply

    Sou juiz-forana. seu texto me fez pensar muito!!
    Entendo, em parte, todos os argumentos que vc utilizou para pontuar sua opinião. Mas, sinceramente, ainda continuo achando que se trata de uma visão pouco aprofundada do tema. E não seria, exatamente isso, o preconceito? Julgar algo sem conhecer??
    Outra coisa que me paira a dúvida: a discriminação é por que temos a representação de mulheres negras vestidas de domésticas? Se fosse outra profissão, tudo bem? Isso também é preconceito!!

    Como moradora da cidade, sei que nenhum dos integrantes participa do bloco com a maldosa intensão de ofender. Mas se alguém se sente ofendido, claro, deve se manifestar! Se for o caso, que retirem o bloco da rua no próximo ano.
    Mas não crucifique pessoas que vc não conhece!! Resumir toda a história, o trabalho social e a diversão numa “pura proposta de ser racista” é minimizar demais a situação!! Dizer que esses homens (pais, trabalhadores, brancos, pardos e negros, que pagam seus impostos em dia) são monstros racistas e machistas é cruel!! Dizer que Juiz de Fora (a cidade da Lei Rosa) e seus cidadãos são estúpidos e favoráveis ao preconceito é ter uma visão simplista das coisas!

    Sou mulher de pele branca e, como todo brasileiro, tenho raízes negras na minha família. Sou contra o machismo, sou contra o racismo, sou contra o preconceito, inclusive o que está embutido nesse texto.
    Sou favorável à mudança e à transformação. Não acho que algo só por ser considerado “tradição” não possa ser mudado. Mas acho que se o bloco existe há tantos anos é porque nesse tempo todo ninguém que o conhece de verdade o enxergou como ofensa.
    Mas, se a partir de agora enxergaram, simples… se manifestem! Mas não exerçam o preconceito para isso!!

    1. Maiara Reply

      Um comentário sensato, e justo.
      concordando ou não com ele todo.

    2. Thaís Reply

      De todos os comentários contrários ao texto, este foi o mais lúcido que vi, e por isso, acho que vale a pena responder.
      A ofensa não está na associação da mulher negra ao trabalho doméstico, mas na associação APENAS da mulher negra (e de toda mulher negra) ao trabalho doméstico. Pois não se vê essa mesma ideia de trabalho inferior sendo atribuída a mulheres e homens brancos.
      Quando digo trabalho inferior, pode parecer que é um preconceito, mas não é. É apenas a realidade, pois ninguém estuda com o sonho de exercer tal profissão, por mais digna que seja.
      Mas a ofensa não se dá apenas por isso, ela está também na utilização de características étnicas como motivo de risada, o que também não ocorre entre pessoas brancas e de outras etnias. Pergunte-se se já viu alguma representação humorística em que negros se pintassem de branco e usassem perucas lisas e loiras, ou alguma em que pessoas brancas fossem taxadas como sem cultura ou com baixa intelectualidade. Creio que não, pois isso não é considerado engraçado.

      1. Douglas Reply

        O racismo começa quando os negros (principalmente as mulheres) pintam seus cabelos de loiros para tentar ser algo que não são. Aceitem que são negras, que tem o cabelo escuro e crespo e parem de fingir que são loiras do cabelo liso. E quando a TV coloca em sua programação domesticas negras, isso não é considerado racismo? Preconceito é a agressão a alguem pelo que ela é, seja gordo, negro, mulher ou o que for. Brincadeiras existem, o humor é sadio e pobre de quem so ve preconceito em tudo. Se dependermos dessas pessoas a vida não terá mais graça. A fantasia de macaco so vai poder ser branca, porque se for preta (que é o normal) vai ser preconceito relacionando preto com macaco. Pra mim, essa evolução do ser humano está errada, está mais pra regressão. Pensamentos como esse que travam o Brasil e tiram a liberdade da sociedade, que não pode fazer nada com medo de atingir alguem com o preconceito. Coitado do homem branco que não tem vaga especial, não tem cotas na faculdade, não tem lei especifica pra se proteger. Num mundo onde todos são iguais, essas leis, facilidades e beneficios que cada um tem (mulheres, negros, gays, etc) é a mesma coisa que chama-los de inferiores, não capazes de competir com os outros. Vamos repensar o que realmente é preconceito, vamos abrir a mente pessoal. Esse bloco em questão não agride ninguem. É carnaval, é festa, é folia, é brincadeira e não mais um motivo para militar em alguma causa.

        1. Thaís Reply

          O racismo começa quando as pessoas consideram normais as práticas racistas. Eu não pretendo mudar seu pensamento, pois acho que toda opinião merece o mínimo de respeito, mas não tente mudar o sentido da palavra “racismo”.
          Ninguém citou a relação negroXmacaco, nem a existência de cotas sociais (que também atendem brancos, mas nesse caso não incomoda ninguém), e vc, inevitavelmente, trouxe tudo isso à tona. Quanto à pintar os cabelos de uma determinada cor, ou alisar os cabelos, é algo que eu prefiro não fazer, mas não acho que quem faz está se desvalorizando ou se colocando em posição inferior.
          Realmente, precisamos ver o que é realmente preconceito. Pois ao contrário do que pensam, a pior forma de racismo é essa que se vê no bloco e nos comentários contrários ao texto, o racismo velado. Aquele que permite tudo, desde que atinja apenas o negro.
          Como eu já expliquei, não se trata de preconceito contra a profissão de empregada doméstica, mas sim da insistente associação do negro à baixa renda, à falta de estudo e falta de cultura.
          Existem sim, muitos negros que “choram miséria”, que se ofendem com qualquer coisa, porém, o racismo existe e frases como “o racismo começa quando” não são aceitáveis num mundo em que um bloco carnavalesco se pinta de mulher negra em tom de deboche, já que cada vez mais negros estão atingindo um bom nível cultural e intelectual. É carnaval? É festa? rs… esse pensamento de que no carnaval não cabe protesto ou reivindicação é o que atrasa o país. Façamos então um bloco que faça folia com o estereótipo de mulheres loiras, homens altos, executivas, professores, etc. Ops! Esses esteótipos não existem neh? Então, criemos estereótipos em cima de profissões e características físicas que até hoje ninguém considera motivo de piada. Só assim, eu vou ver igualdade e parar de “inventar o racismo”.
          No dia em que os porteiros, as domésticas, as manicures, e outros profissionais dos programas de tv forem aleatoriamente brancos e negros, assim como os personagens ricos, empresários ou até mesmo os bandidos, eu vou conscientemente concordar com a ideia de que o racismo não existe e é inventado pelos negros. Precisamos nos livrar do coitadismo? Com certeza! Mas precisamos também abrir a mente pra realidade. Muita gente, ao ler esse tipo de texto, já fala que é “mimimi” (pq tá na moda dizer isso), mas não se pergunta porque é engraçado usar cabelo black power e pintar os lábios de vermelho.

        2. Be Reply

          Só porque é carnaval, não é motivo pra usar características étnicas pra ridicularizar. ACORDA FILHO, preconceito existe, tá na nossa cara. Isso daí pode não te ofender, mas ofende muita gente, leia um pouco sobre o black face, vai estudar sociologia/antropologia.

        3. Pamela Reply

          Pra mim vc que está TODO ERRADO… nao vivemos na idade da pedra e mulheres negras podem pintar seus cabelos de loiro, vermelho e da cor que quiserem sim … mulheres brancas fizeram permanentes em seus cabelos durante toda a decada de oitenta e ninguem disse que elas queriam imitar as negras , seu pensamento é preconceituosos so por achar que nao podemos fazer algo com a nossa aparencia em razão da cor da pele ….Em uma sociedade democratica o seu direito termina aonde o meu começa e vice-versa , as minorias tem vez e voz agora, e as leis nao sao benevolencia e sim FRUTO DE LUTA HISTORICA …..esse bloco nao é brincadeira é racismo puro purissimo ,ridiculariza a mulher negra , a transforma em a=caricatura e a associa ao trabalho domestico , pra mim este teu chororo assim como o dos brancos que defendem este bloco nada mais é do que o choro de quem sabe que esta perdendo os seus provilegios, de quem nao é mais o unico a ter vez e vos, lamurias do sr de escravos ….

      2. Fernanda Reply

        E as “loiras burras”? Brancas que sempre foram alvo de piadas??

        1. Thaís Reply

          Também vejo um estereótipo nisso, e não reproduzo a ideia, até porque não acho graça, é uma piada sem sentido pra mim.
          Massss não é nem de longe comparável ao estereótipo do negro bandido, da negra doméstica, e ao mais recente, dos negros cotistas. Não vejo mulheres loiras perdendo oportunidades de emprego por serem loiras, nunca vejo pessoas seguindo mulheres loiras dentro de lojas, nem mesmo olhares tortos na rua para mulheres loiras. Resumindo, não há uma inferiorização geral sobre a mulher loira e isso é indiscutível!
          Pergunte a uma criança de qualquer etnia, qual cabelo é mais bonito: o crespo ou o liso? Peça a um homem que cite uma famosa como exemplo de mulher bonita. Mostre a qualquer pessoa duas mulheres, uma negra e outra branca, e pergunte quem é a patroa e quem é a empregada. Eu já ouvi de várias pessoas: “Vc nem parece negra!” Porque será?
          Eu poderia citar vários exemplos do racismo estrutural brasileiro, mas acho que no dia-a-dia é possível notá-lo. Portanto, um bloco que ri do que não tem graça contribui sim, mesmo que sem intenção, para a existência do racismo.

      3. João Carlos Reply

        Ah não? Então veja o filme “As Branquelas”…

      4. Tony Pacheco Reply

        Tem sim humoristas negros americanos travestidos de branquelas loiras completamente abiloladas conforme o clássico estereótipo loura-burra. Chama-se “Branquelas”, muito divertido por sinal. Sou juizforano, moro na Bahia, e conheço demais Domésticas de Luxo, o bloco, foi parte da minha infância e adolescência. Acho que o que se pode exigir é a presença da reflexão sobre racismo, como faz a Mudança do Garcia, no Carnaval de Salvador. Mas proibir, não. Toda censura é negativa, pois ela sofre, na origem, o mal que ela tenta combater. Vamos discutir, vamos invadir o bloco com bandeiras antirracistas, mas proibir, não.

    3. vidal Reply

      concordo que a falta de conhecimento da jornalista em relação ao bloco, deixa na matéria um gap de memória, mas acho também que nos dias de hoje, não cabe mais uma situação dessas. é, sim, preconceituoso, vermos domésticas pretas e de cabelos ruins expostas pelas ruas da cidade em tempos de má educação nas escolas e dentro das casas. o dedo aponta pro preconceito, infelizmente. nem sempre a tradição deve ser mantida

    4. Haroldo Reply

      Perfeito LM, tenho orgulho de ter sido “Doméstica de Luxo” por 9 anos e nunca vi ninguem , em tempo algum, se manisfestar de forma tão absurda como a autora dessa crítica…lamentável

    5. paulo bandeira Reply

      Texto de tamanha lucidez. Verdaira resposta à epidemia dos politicamente chatos.

  6. André Coutinho Reply

    Desqualificam o texto, afirma-se que merece ser aprofundado; alta dose de provincianismo e no final não aprofundam em nada o argumento de defesa do bloco.
    Ah sem contar a alta dose de frases prontas nos comentários.

    Putz

  7. Almir Reply

    Eu não vejo nenhum problema com nossas atitudes, comportamentos e trajes da DL, haja visto a alegria, satisfação e calor humano com que a população nos recebe sempre e em todo lugar, invariavelmente entre crianças, jovens, adultos e idosos e comumente entre famílias inteiras. Ademais a maldade assim como a pureza e a inocência está nos olhos e coração de quem vê. Só posso dizer que nos atribuir tal conduta é algo tão irracional quanto absurdo e sem nenhuma procedência (vide a imensa quantidade de negros que são componentes das DL e ou esposas negras de componentes negros ou não). Tal aitude ao meu ver apenas revela os verdadeiros instintos. pensamentos e ideoligias de seus autores. Por fim assevero que raça se refere ao ser humano (homem ou mulher independentemente da cor de sua pele). A cor da pele se liga a etnia (branco, negro, pardo amarelo e qualquer outra denominação neste sentido). Entao vejamos: NÃO SOMOS RACISTAS (raça humana) pois além de sermos humanos também e logo de uma mesma e única raça, trabalhamos em prol destes, vide as nossas campanhas e ações sociais. Também NÃO SOMOS ETNICISTAS OU ETNISTAS (OU SEJA LÁ QUAL FOR A DENOMINAÇÃO CORRETA), pois entre nossos componentes todos indistintamente são bemvindos, bem recebidos e muito respeitados seja lá qual for a cor da sua pel e ou a sua classe social.
    E no quesito preconceito o que eu comprovo é que afirmar que somos “… homens brancos se vistam de mulheres negras, pintando o rosto com tinta preta, vestindo perucas que imitam cabelos crespos…”, é tão mentirosa quanto preconceituosa, poesto que trata-se de um préconceito traçado por quem não nos conhece e o que é pior alimenta seus argumentos com dado irreais. Desta forma sigo em paz comigo, com DEUS e com a minha conciência. Quanto aos comentários eu só posso lamentar.

    1. Diogo Lopes Reply

      Existe alguma fantasia de empregada domestica que seja de uma loira ou de uma ruiva? Qual é a graça em ser mulher, em ter o cabelo crespo ou a pele negra? Existem outros blocos de carnaval que exaltem a cultura negra no bairro? Tem alguem no bloco que se fantasia de empregado domestico (do sexo masculino)?

  8. Humberto Reply

    Enquanto isso em São Paulo, surgem dois novos Blocos: “Madame também fede” e “Os enxutos da Cantareira”
    Bom carnaval para tod@s!!!!

  9. Maiara Reply

    Mais do mesmo nos comentários. Uma parte afirmando que não existe racismo no Brasil, e que é tudo coisa da cabeça de pessoas moralistas/pseudo moral (oi?). E uma parte defendendo sim que existe racismo, e que precisa ser mostrado para que haja uma reeducação de cada.
    Não precisa ser muito inteligente para conhecer um pouco da história do Brasil, e entender que a diferença entre brancos e negros não deixou de existir só pq aboliu-se a escravidão (não mesmo). Não haverá racismo quando a cota não for mais necessária (sim, ela é) , quando um negro puder transitar pq qualquer ambiente sem que pensem consciente ou inconscientemente na sua cor.
    O racismo está nas pequenas coisas, e enquanto ficarmos discutindo o que é ou não racismo, sem parar pra pensar um pouco no todo, e em toda historia até chegarmos a onde estamos, nada vai mudar, tido será banalizado. É fácil ser o acusador e não perceber que o está sendo.
    E quanto a falarem de “conhecer a historia do bloco etc etc etc” muito falaram, e pouco contaram. Se querem que tenham base para uma outra opinião, ou que apenas entendam que não é bem assim, que não existe racismo conte, um debate não tem sentido sem conteúdos sensatos.

  10. Fabiana Reply

    Gente, que exagero! Sou juizforana e esse bloco existe desde que eu era criança e nunca houve essa visão tão negativa como foi escrito nesse texto. O mundo está ficando tão chato! Tudo é racismo, machismo, homofobia… Pelo amor de Deus! É um bloco de carnaval que existe há tanto tempo sem o menor intuito de ofender ninguém. Parem de fazer tempestade em copo d’água! Agora vão implicar até com as Domésticas de luxo? E nem de Juiz de Fora são? Menos, né?

    1. Luiza Reply

      Olha a incoerência de seu comentário moça.

      “Você vai se indignar com o apartheid? Nem da África vocês são! Isso existe faz tanto tempo aqui e não ofendemos ninguém. Parem de fazer tempestade em copo d’água!”

      Você disse algo semelhante a isso. 😉

    2. Rafael Reply

      Fabiana, pimenta nos olhos dos outros é refresco. Você deve ser branca e nunca ter sofrido racismo, nem na escola, nem na infância, nem nos padrões de beleza brancos e europeus IMPOSTOS cotidianamente na tela da tv. Todo privilegiado ou privilegiada não enxerga o próprio privilégio que tem. O bloco ao retratar os/as negros em fantasia de caranaval, exagerando e caricaturando suas características está contribuindo lamentavelmente com o RACISMO. Quando um estudante branco fazer piada com as características físicas de um negro em sala de aula ele também “não teve intenção de ofender” mas você sabe quais são os impactos desse tipo de imagem na cabeça e na vida de uma pessoa? E de onde vem essa produção cotidiana de racismo? Vem dos pequenos atos que esse bloco está ajudando a disseminar.

      1. Fabiana Reply

        Vai aprender a escrever! “quando um branco fAzer”….

    3. Caio Borrillo Reply

      Não é porque ele existe desde que você era criança ou porque você é da cidade que o bloco deixa de ser racista, misógino e elitista.

      Deixa me ver, você não deve ser negra, certo? Porque se fosse, talvez ficasse incomodada de ver black faces por aí, te representando tão mal e porcamente.

    4. Tadeu Reply

      olhar para além do seu umbigo faz bem. não é pq existe há muito tempo que seja uma coisa boa – pelo contrário, só existe porque perpetua uma ideia (horrivelmente) hegemônica (se nao sabe o que é procura no google).

    5. Wilian Marinho Reply

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Comentário de criança de quarta série. Meus alunos do jardim não opinariam tão mal assim, acho que é pq eles ainda não desenvolveram esse preconceito histórico ae…

  11. FRANCISCO MELO Reply

    SERÁ QUE NÃO É UMA MANEIRA DE ESCONDER O HOMOSSEXUAL NÃO ASSUMIDO,OU ALGUÉM PROCURADO PELA JUSTIÇA QUE QUEIRA CURTIR O CARNAVAL E NÃO SER DESCOBERTO? PERGUNTAR NÃO OFENDE.

  12. MIRIAM Reply

    AFFF…CONCORDO COM VC FABIANA, O MUNDO ESTÁ FICANDO MESMO MUITO CHATO.
    AS PESSOAS ENXERGAM MALDADE EM TUDO.
    SOU BRANCA, LOIRA, E ESCUTO PIADAS DE LOIRAS BURRA O TEMPO TODO. E Aí???? É PRECONCEITO.? É ETINISMO, É RACISMO???

  13. Criticar sem conhecer é fácil! Reply

    Absurdo!!
    Mas não pelo bloco, e sim com esse textinho seu. Sou de Juiz de Fora, e venha conhecer o bloco antes de criticar. É um dos mais tradicionais, animados, e democráticos da cidade. Se tem algo que não entra, é o preconceito!
    O que é mais CHATO, é esse povo que não consegue ver o que é humor, e só vê o preconceito em tudo, e se faz de muito “moralistazinho”, e “politicamente correto” pra aparecer.
    Vem pra cá, conheça o bloco, e depois tente escrever algo melhorzinho.

    Seu texto e sua mentalidade, mero LIXO!!

    Essa vitimização exagerada já está passando dos limites, seja dos negros, homossexuais, gordos, magros, carecas, cabeludos, etc. Participem do bloco e vejam se há preconceito, a presença de negros é imensa, várias mulheres negras participam e se divertem no bloco, os ensaios do bloco ocorrem em uma quadra de escola de samba onde a maioria das pessoas são negras, e sabem que o intuito é brincar, se divertir, e a doméstica de luxo é uma personagem! E relaxem pois cada ano que passa as domésticas se fortalecem e não vai ser pessoas como você que irá interferir no bloco!!!

  14. claudio coelho Reply

    Humor… do que seria Chico Anysio, Renato Aragão, Jô Soares, entre outros se não pudesse fazer seus quadros caricatos…
    Lembro que todos faziam piadas, paródias, se trajavam de negros, baianos, gordos, gays, domésticas, fortão, magros, feios, belos, pardos, indíos, pobres, ricos…. e todos riam, achavam graça, brincavam.
    Infelizmente a sociedade atual é burra, infeliz e ranzinza. Vê preconceito em tudo. Não sabe sorrir mais ou pedir desculpas. Só sabem agredir, dizer que é preconceito.
    Esse bloco foi criado há mais de 40 anos, criado na época onde as pessoas curtiam ser feliz, rir e divertir sem preconceito. Até as domésticas de verdade da época vestiam seus maridos para sairem no bloco e ficar de fora olhando e se divertindo com o marido.
    Preconceito está na cabeça das pessoas preconceituosas, que não sabem viver e não são felizes do jeito que são.
    Viva a vida e seja feliz e ria das brincadeiras e piadas de Chico Anysio, Jô Soares, Carlitos, e vários humoristas que fizeram parte da nossa história.
    Preconceito é a sua matéria preconceituosa.

  15. Haroldo Reply

    Caramba!!…nunca li uma coisa tão ridícula…e quem disse q no Bloco só desfilam homens Brancos??…desfilei por 9 anos e entre os participantes sempre teve , e tem, muitos negros…moralismo puro de quem nunca soube nada da história do Bloco CARICATO Domésticas de Luxo

  16. Luciane Reply

    Queria aparecer e conseguiu né filha?! Tome muito cuidado com o que você escreve e repercute na mídia, seja ela qual for. Você não tem ideia dos absurdos que escreveu. Pior é ter um bando de acéfalo concordando com você! Rídiculo, mal informado, sensacionalista! Não sei se você é jornalista ou mais uma “blogueira” do momento e também não estou interessada em descobrir. Primeiro acesso a sua página e o último.
    Lamentável filha, lamentável!

    Ah, pelo jeito você não tem assunto né. Caso queira lhe dou umas sugestões de temas ok?! Quem sabe assim você para de fazer feio.

  17. Elvis Reply

    O problema das pessoas que comentam sobre o racismo ou que são líderes contra o racismos é sempre ficar apontando que os negros não são inferiores, não estereótipos, não sao…não são… não são….
    Ao invés deveriam apontar que são….e que podem assim como o amarelo, o indígena e o branco serem líderes e representantes, vide Obama e Joaquim Barbosa. Esses discursos só aumentam o abismo entre as raças causado por uma aberração na história, eles continuam alimentando o ódio entre as pessoas. O respeito deveria ser a bandeira, independente da raça, gênero ou condição sexual.

  18. Fátima Reply

    Parece que no carnaval pode o “machão”; “o preconceituoso” ser gay, negro, mulher, em nome da folia. Porém, termina o carnaval e o pretenso “machão” volta a vestir sua real fantasia, a qual camufla sua real identidade.

  19. Marco Lima Reply

    Só uma perguntinha inofensiva para a senhora blogueira, defensora das minorias e Direitos humanos e seus comentaristas apoiadores: Vasculhei o portal e o blog em busca de um texto de equivalente virulência condenando os mimos , as ofensas morais de indecente racismo explicito e ameaças de morte contra o Batman de toga, o baita de um negão destemido, super herói da LEI, DA CONSTITUIÇÃO que liderou o julgamento da Ação penal 470 pelo STF, na condição de seu presidente e sentenciou e trancafiou na Papuda seus quadrilheiros e operadores do crime organizado no poder e não encontrei. Que coisa feia. Que racialismo de ocasião, que servidão intelectual aos poderosos. Melhor atacar os foliões mineiros do que os papudeiros, mensaleiros, guerreiros do povo brasileiro. Que tarefinha ideológica mal cumprida, Vergonha alheia. Continuo esperando um texto em defesa do ministro JOAQUIM BARBOSA. E ai? Cadê??

  20. Helcio Reply

    Sim, prezada colunista, o mundo caminha para a frente, mas somente se a hipocrisia do politicamente correto for deixada de lado.

  21. AD Junior Reply

    Os negros Brasileiros estao chegando a fase do Mimimi…. E essa fase nao vai passar tao cedo! Sim, corrigiremos erros historicos e vao ter q parar de palhacada: agora pra quem axa e disse q era bricadeira! fica o mimimi dos 350 anos de escravidao, os 127 anos de apartheid social, fica uma avó empregada que comeu o pão que p diabo amassou nas mãos de patrões infernais… A vc que disse que foi mimimi fica a minha demissao da Embratel que foi caso de racismo comprovado, ficam os bolsoes de pobreza de juiz de fora abarrotados de negros, claro, todos de mimimi…. Ficam a capa das revistas brasileiras de moda cheia de brancas em um pais mulato, ficam as negras clarinhas da Globo e ficam os salarios abaixo da média dos homens negros, ficam os 77% de jovens negros assassinados pela policia no Brasil e fica a piada das domesticas de luxo: homens brancos e ricos que saem na rua pra sambar na cara da sociedade, tudo brincadeira é claro… Mas perguntam pra eles quantos assinaram a carteira da propria empregada? Ai deixa de ser brincadeira! Precisamos de Rosas, Martin’s e Malcoms! O Brasil vai mudar e esse texto é somente o começo!

  22. jf Reply

    Nao sei o queé mais ridículo:
    Se é a materia ou os comentários ou o carnaval de Juiz de fora!

  23. Gulias Reply

    A maldade está nos olhos de quem vê, sou preto e gordo e não negro e fortinho, sou de JF e participo do bloco das domésticas como qualquer cidadão, vocês tão procurando chifre em cavalo…. Procurem reais problemas para lutar, não criem eles……

  24. Márcia Reply

    Meu avô era um homem de muito caráter, digno, lindo e NEGRO…Tenho muito orgulho disso!!! Como descendente de negros, me sinto no direito de falar que achei este comentário totalmente infeliz!!! Sou juizforana também e sempre gostei do Bloco Domésticas de Luxo, não o vejo como ofensivo e a grande maioria das pessoas também não o vê assim… Acho um exagero esta matéria, assim como penso que o racismo ultimamente parte mais dos negros do que “brancos” (alguém é “raça pura” no Brasil?), que fazem questão de ver racismo em tudo…
    Sofri bullying boa parte da minha adolescência e juventude por ser dentuça e nem por isso, me sinto ofendida quando vejo a personagem dos quadrinhos Mônica ou peço para tirar a revista de circulação… Me poupem… Isso tá ficando cansativo!!!

  25. Iris Reply

    Muitas pessoas participam ou olham com naturalidade esse bloco porque não tiveram a sensibilidade (ou o despertar de consciência) de se colocar no lugar do outro e perceber que sofrer deboche por estar no patamar mais desprivilegiado da sociedade (mulher, negra, pobre – só falta ser homosexual para ser linxada) dói. Isso não é apenas uma brincadeira inocente, tradicional de uma cidade qualquer do mapa, mas uma prática desrespeitosa e humilhante que deve ser abolida, assim como foi a escravidão, que era vista com naturalidade pela maioria dos tataravós destes que se divertem hoje sem qualquer noção do que seja legado histórico negativo.

  26. Fabiana Reply

    Meu Deu! É carnaval, é humor! O mundo sempre vai ter estereótipos!!! Parem de se ofender com tudo! Eu não sou rica e loira e muito menos vivo olhando pro meu umbigo. Também não acho que pimenta no olho dos outros é refresco! Só acho que as pessoas têm que parar de se ofender com tudo! Isso é ridículo, mesmo! Preconceito pra mim é muito diferente de um bloco de carnaval que pinta o rosto de preto!
    Acho tão engraçado isso, por que os negros não acham preconceito ter cotas para eles? Por que não acham ofensa o governo separá-los dos brancos por considerá-los inferiores e menos capazes? Isso sim é preconceito na minha opinião! Mas como se beneficiam aí é legal, né?
    Que hipocrisia e moralismo mais medíocres!

  27. Mombaça Reply

    Ótima matéria, Jarid. Parabéns. O racismo precisa ser enfrentado com coragem e determinação e alto senso de justiça, apesar das reações contrárias. Eu queria ver esse bloco mascarado de Juiz de fora sacanear culturas jadaica e/ou muçulmana com fazem com a negra. Duvido!
    Espero que haja uma retratação pública e que a justiça brasileira acabe com manifestações como essa de uma vez por todas!

  28. Rod Reply

    Não tá vendo fantasma demais não Jarid? Hein? Diz pra mim, nunca fui nesse bloco não, mas por favor, né? Viaja não

  29. Mauricio Reply

    Sou negro, nascido em Juiz de Fora, e sempre percebi o racismo deste bloco. Só que simples comentários em Internet não mudará a situação desses carnavalescos, que se divertem as custas do sofrimento de outras pessoas. O que temos de fazer é buscar os nossos direitos na justiça.

  30. Ricardo Reply

    O país chafurdado em corrupção, economia recessiva e sem previsão de melhoras, impostos aumentando para continuar a velha sina de quem paga a conta é sempre o trabalhador e a preocupação da Srta. Jarid Arraes é com um bloco de carnaval, uma das poucas alegrias que o Brasileiro tem para se divertir, esquecer os problemas e dançar e curtir sem fazer mal a ninguém. Quando foi que ficamos tão chatos? Quando foi que passamos a olhar para tudo com um olhar de vítima?
    Moralismo por oportunismo?
    E pq essa veia do politicamente correto só agora, no carnaval?
    Já tinha lido outros textos seu e fiz uma busca sobre assuntos idênticos e não encontrei.
    Onde estava vc para falar das agressões verbais, ofensas e ameaças inclusive de morte sofridas por um negro, de nome Joaquim Barbosa? Onde está vc quando policiais e mais policiais são assassinados ou perdem suas vidas em serviço? Onde está sua veia moralista quando bandidos assaltam, matam, estupram e saem ilesos, como incompreendidos e marginalizados pela sociedade??
    Moralismo por conveniência é muito fácil!!!
    Vá estudar, produzir!! Enfim, doe parte do seu tempo para fazer o que os componentes do Bloco Domésticas de Luxo fazem todo ano: Projetos Sociais!! Projetos esses que buscam diminuir a distância e as dificuldades de pessoas mais necessitadas!
    Use este espaço para produzir e não para denegrir!!!!

  31. Eduardo Reply

    Nossa, que visão distorcida de uma mera diversão.. Quem tem preconceito são as pessoas que estão contra este bloco.Não existe nada de errado e viva a alegria!

  32. Iris Reply

    Vou repetir meu comentáriio porque por alguma razão ele não foi publicado.
    Creio que a maioria das pessoas que vêm isso como uma brincadeira inocente de carnaval, e não um deboche ou escárnio daquelas que estão no patamar mais desprivilegiado da sociedade, na condição de mulher, pobre, negra – só faltando ser homesexual e gorda para serem linchadas, sofrem de falta de empatia pelo outro, o que resulta nesses comentários tão empedernidos e ausentes de senso crítico para compreender o que seja uma herança histórica negativa. Reproduzem em outro nível, sem perceber, o padrão de naturalidade cultural e moral com que a maioria dos nossos tataravós lidavam com a escravidão.

  33. Negão de JF Reply

    Só tenho uma coisa a dizer!!! VOCÊ É UMA RIDÍCULA!!! Nunca li algo tão babaca e sempre achei e continuo achando que o preconceito vem de dentro de quem diz sofrê-lo. Você é uma pseudo intelectual virtual. Resumindo, uma IDIOTA!!!

  34. Caroll Reply

    O carnaval tem dessas coisas, fazer deboche com o que não tem graça, não digo isso só pelo o caso acima. A quanto tempo os homens se transvestem de mulheres, sempre levando pro lado apelativo satirizando gays. Estamos em tempo de festa, o carnaval é lindo, quando a fantasia é bem pensada e não ofende ninguém!

  35. walter josé moraes mendes Reply

    Desfilo nas Domesticas de Luxo e tenho amigos de cor negra no bloco e bem animados e não se sentem inferiores a ninguem. Ridiculo esta matéria. Faça matéria mais importante.

  36. thamiris schultz Reply

    Esse bloco e ridículo e preconceituoso! pelo comentário agressivo e e BURRO dos leitores defendendo podemos ver o nível cultural e intelectual da pessoas que apoiam, mais senso critico e leitura, por favor!!

  37. Carlos Reply

    Novamente esse jornalista vem com essa ótica míope racista!!! Eu não gosto de carnaval…na verdade eu acho uma porcaria…mas… Só porque um monte de marmanjos se pintam de preto isso é racismo???? Aaaaaaa pelo amor viu!!!

  38. Rosi Bastos Reply

    Meu Deus, estou impressionada! Desde que eu me entendo por gente as “Domésticas de Luxo” é um bloco de alegria extrema que é a cara do povo de Juiz de Fora. Passei toda minha infância vendo meu pai e tios desfilando nesse bloco e eles não são racistas!!!Temos todos ascendência negra. Como alguém disse aí em cima, o mundo está ficando muito chato. Já imaginou se alguém gravasse hoje uma música com os versos da Gal” Com qualquer dez mil réis e uma nêga ô Se faz um vatapá Se faz um vatapá
    Que bom vatapá”. Seria a morte profissional com esses loucos de plantão. E pensar que em diversas escolas o verso “atirei o pau no gato mas o gato não morreu” já não pode ser cantado… Nem por isso o mundo está melhor. pessoas continuam escutando funk e comportando-se como selvagens nas ruas, sem nenhum respeito pelo próximo. Pena da minha descendência! Que mundo!

  39. arthur Reply

    Je suis un étrange étranger
    Mal à l’aise dans ce qui fut ma maison
    Sans reconnaitre, je reconnais
    Comme si j’avais perdu la raison

  40. Fernando Reply

    Pelos comentários anteriores vejo que o Brasil ainda vai demorar muito tempo até se livrar completamente do racismo. Esse bloco retrata de forma implícita (ou explícita) a Casa Grande e Senzala, quando atribui de forma geral e caricata que mulheres negras devem ser serviçais e submissas.

  41. Edmilson Esteves Reply

    Nega do cabelo duro, que não gosta de pentear…
    O teu cabelo não nega mulata…
    Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é?
    Maria Sapatão, sapatão, sapatão…
    Xiii!!! Muita música preconceituosa por aí.
    Salve s Domésticas de Luxo!!!

  42. Raphaella Mendes Reply

    Aí vemos a União da Ilha do Governador com a ala ‘Balck is Beautiful’ com pessoas lindas, representando negras e negros, de forma caricatural, lúdica e respeitosa.. essa gente aí poderia aprender

  43. leobacco Reply

    Por que ao invés de criticar a fixação do estereótipo de doméstica negra, não investimos nossa energia para cobrar nossos homens públicos em garantir a escola de boa qualidade para todos. Quem sabe um dia não teremos mais juízes negros e mais domésticas brancas??!?!?!!!??
    O negócio é que é mais fácil criticar, porém o fato é que hoje, por questões históricas o povo negro é que ocupa as piores profissões sim. E isso não é preconceito, mas a simples constatação da realidade. Não sei quem colocou na cabeça do povo que conceder cotas corrigiria o grave problema social do negro no país!

  44. Li Reply

    Sou negra, tenho um filho negro tento fazê-lo ter orgulho de si mesmo, dos seus antepassados e sua Cultura. Bom até aí tudo bem todo mundo faz!isso das suas respectivas culturas, é claro que a pessoa branco não tem tanto trabalho pois a maioria das coisas desejadas na sociedade já são praticadas por brancos na sua maioria ( explico: as profissões mais respeitadas e rentáveis são exercidas por brancos, 90%, no mínimo, dos elencos de novelas são exercidos por brancos, nas boas empresas para se trabalhar, a grande maioria sãos pessoas brancas, nos bancos das universidades a maioria é branco, uns 90%, mudando um pouco por conta das cotas, mas os índices ainda estão na casa dos 85 nos melhores casos, etc).
    Aí meu filho sai na Rua e vê a imagem semelhante a da!sua mãe ser ridicularizada, como complemento aos contrastes que já ocorrem no dia a dia, daí fica difícil …. então creio que esse tipo de manifestação deveria ser repensada

  45. José Reply

    A mensagem do bloco é racista, sexista e preconceituosa. Os comentários a favor são da profundidade de um pires, a tradição do evento só significa que o preconceito vem de linga data. A reclamação de hoje não é mimimi ou coitadismo, é o exercício do inconformismo perante uma sociedade enferma, em outras palavras, conscientização. Peço aos defensores do bloco que não se exaltem e proponho um exercício simples: tirem a fantasia e se coloquem no lugar do(a) homenageado(a).