Movimento Negro ocupa Secretaria da Segurança Pública

Entidades e coletivos do movimento negro da cidade de São Paulo ocuparam na quinta feira a sede da Secretaria da Segurança Pública do estado de São Paulo. A ocupação foi realizada como parte do ato de protesto organizado pelo movimento no mesmo dia. Motivo: o assassinato de cinco jovens da zona leste paulistana, cujos corpos foram encontrados no domingo.

Os indícios apontam que os jovens foram executados por forças de segurança. Na quinta feira mesmo, um guarda civil de São Bernardo foi preso e confessou ter participado do crime. Um outro guarda civil também é suspeito.

A indignação das famílias das vítimas é a lentidão nas investigações. Os jovens desapareceram em 21 de outubro quando estavam indo para uma festa em Ribeirão Pires. O último contato feito por um deles é que estavam levando um “enquadro” da polícia. Por isto, as suspeitas é que o desaparecimento deles estava vinculado a uma ação policial.

Uma das vítimas tem 16 anos. Pela legislação brasileira, o desaparecimento de um jovem menor de 18 anos deve ser investigado sumariamente. Isto não foi feito. Além disto, vizinhos das vítimas relatam que estão sendo perseguidos e intimidados por policiais.

Tudo isto tem sido solenemente ignorado pelas autoridades. O secretário de Segurança Pública, Mágino Barbosa, negou a conversar com as lideranças do movimento na quinta feira e ainda fez uma provocação, ao passar no saguão, cercado de seguranças, no meio dos manifestantes até sair pela porta da frente. E fez uma ameaça: “Esta foi a primeira e a última vez que a secretaria foi invadida”.

Segundo Douglas Belchior, da Uneafro, “ele [o secretário] é um desequilibrado, um fascista, ele queria que alguém desse um tapa na cara dele para que isso aqui perdesse o controle. A polícia ia vir para cima e ia ter morte”, afirmou.

O governo estadual negou que peritos independentes acompanhassem a autópsia dos corpos encontrados, conforme foi pedido pela Anistia Internacional.

Nesta reportagem feita com exclusividade pela revista Fórum, acompanhe como foi a ocupação.

 

 

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