Manifesto em Defesa do Programa Vitorioso nas Urnas, contra Joaquim Levy e Kátia Abreu - Escrevinhador

Manifesto em Defesa do Programa Vitorioso nas Urnas, contra Joaquim Levy e Kátia Abreu

Joaquim Levy e Kátia Abreu no Ministério sinalizam uma regressão da agenda vitoriosa nas urnas. Ambos são conhecidos pela solução conservadora e excludente do problema fiscal e pela defesa sistemática dos latifundiários.

Assine aqui o Manifesto em Defesa do Programa Vitorioso nas Urnas

 A campanha presidencial confrontou dois projetos para o país no segundo turno. À direita, alinhou-se o conjunto de forças favorável à inserção subordinada do país na rede global das grandes corporações, à expansão dos latifúndios sobre a pequena propriedade, florestas e áreas indígenas e à resolução de nosso problema fiscal não com crescimento econômico e impostos sobre os ricos, mas com o mergulho na recessão para facilitar o corte de salários, gastos sociais e direitos adquiridos.

A proposta vitoriosa unificou partidos e movimentos sociais favoráveis à participação popular nas decisões políticas, à soberania nacional e ao desenvolvimento econômico com redistribuição de renda e inclusão social.

A presidenta Dilma Rousseff ganhou mais uma chance nas urnas não porque cortejou as forças do rentismo e do atraso e sim porque movimentos sociais, sindicatos e milhares de militantes voluntários foram capazes de mostrar, corretamente, a ameaça de regressão com a vitória da oposição de direita.

A oposição não deu tréguas depois das eleições, buscando realizar um terceiro turno em que seu programa saísse vitorioso. Nosso papel histórico continua sendo o de derrotar esse programa, mas não queremos apenas eleger nossos representantes políticos por medo da alternativa.

No terceiro turno que está em jogo, a presidenta eleita parece levar mais em conta as forças cujo representante derrotou do que dialogar com as forças que a elegeram.

Os rumores de indicação de Joaquim Levy e Kátia Abreu para o Ministério sinalizam uma regressão da agenda vitoriosa nas urnas. Ambos são conhecidos pela solução conservadora e excludente do problema fiscal e pela defesa sistemática dos latifundiários contra o meio ambiente e os direitos de trabalhadores e comunidades indígenas.

As propostas de governo foram anunciadas claramente na campanha presidencial e apontaram para a ampliação dos direitos dos trabalhadores e não para a regressão social. A sociedade civil não pode ser surpreendida depois das eleições e tem o direito de participar ativamente na definição dos rumos do governo que elegeu.


Confira a lista com as primeiras adesões:


LUIZ GONZAGA BELLUZZO – FACAMP/UNICAMP

JOÃO PEDRO STÉDILE – MST

LAURA TAVARES SOARES – UFRJ

LEONARDO BOFF –  Teólogo

JOAQUIM ERNESTO PALHARES – Jornalista

LAURINDO LEAL “LALO” FILHO – USP

PEDRO PAULO ZAHLUTH BASTOS – UNICAMP

ANDRE SINGER – USP

JOSÉ ARBEX JR – PUC/SP

IVANA JINKINGS – Diretora Editorial

IGOR FELIPPE – Jornalista

PAULO SALVADOR – Jornalista

ALTAMIRO BORGES – Militante Político

ROSA MARIA MARQUES (PUC-SP)

VALTER POMAR – Militante do PT

MST – Movimento Dos Trabalhadores Sem Terra

FORA DO EIXO

MÍDIA NINJA

REDE ECUMENICA DA JUVENTUDE (REJU)

CENTRO DE MÍDIA ALTERNATIVA BARÃO DE ITARARÉ

GILBERTO CERVINSKI  – MAB – Movimento Dos Atingidos Por Barragens

WLADIMIR POMAR – Analista político e escritor

ANDREA LOPARIC – USP

BRENO ALTMAN – Jornalista

ALFREDO SAAD-FILHO (SOAS – UNIVERSIDADE DE LONDRES)

MARIA DE LOURDES MOLLO (UNB)

NIEMEYER ALMEIDA FILHO (UFU)

CARLOS PINKUSFELD (UFRJ)

MARCELO PRONI (UNICAMP)

PEDRO ESTEVAM SERRANO – PUC/SP

PEDRO ESTEVAM DA ROCHA POMAR – Jornalista

GENTIL CORAZZA (UFRGS)

RUBENS SAWAYA (PUC-SP)

PEDRO ROSSI (UNICAMP)

CONCEIÇÃO OLIVEIRA – Educadofra e blogueira

LUIZ CARLOS DE FREITAS – UNICAMP

LUCIO FLÁVIO RODRIGUES DE ALMEIDA – PUC-SP

CAIO NAVARRO DE TOLEDO – UNICAMP

MARIA A. MORAES SILVA – UFCAR E UNESP

JOYCE SOUZA – Jornalista

EDUARDO FERNANDES DE ARAUJO – UFPA

LUIZ CARLOS PINHEIRO MACHADO –  UFRGS – UFSC – UFFS

ANA LAURA DOS REIS CORREA – UNB

MONICA GROSSI – UF de Juiz de Fora

DANIEL ARAUJO VALENÇA – UFERSA

MARCIO SOTELO FELIPPE  – Advogado

DEBORA F. LERRER – CPDA/UFRRJ

HORACIO MARTINS DE CARVALHO – Militante Social

GERALDO PRADO – UFRJ

ANTONIO MACIEL BOTELHO MACHADO –

JUAREZ TAVARES  – UERJ

CLARISSE MEIRELES – Jornalista

HELOISA FERNANDES – Socióloga/SP

ARLETE MOYSÉS RODRIGUES – UNICAMP

HELOISA MARQUES GIMENEZ – UNB

FLAVIO WOLF AGUIAR – USP

FERNANDO MATTOS (UFF)

BRUNO DE CONTI (UNICAMP)

JOSÉ EDUARDO ROSELINO (UFSCAR)

ARIOVALDO DOS SANTOS – FEA/USP

LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE


Join the Conversation

9 comments

  1. C.Paoliello Reply

    Como se faz para assinar o manifesto?

  2. Tiago Silva Reply

    Infelizmente parece que Dilma quer formar um governo com uma imensa maioria de eleitores de Aécio e para eleitores de Aécio…

    Se Dilma não escolher um lado, pode acabar sem lados para se sustentar!

  3. Pedro Ribeiro Reply

    Quanto aborrecimento, tanto trabalho pra reeleger a Dilma e ela nos retribui com uns dos mesmos,
    Estou triste com a ingratidão e por ela não ter endendido quem a elegeu. Que pena!

  4. Roberto de Paulo Reply

    Houve confronto nas eleições,entre o avanço,contra o entreguismo,ganhamos,queremos que continue,a guerra,contra este atraso,que tanto machucou o povo,não pode,é ceder,a este mercado,e banqueiros,que nada ajudam o PAÍS.

  5. Cidadã brasilis Reply

    Acho que política é a arte de lidar com o real e não com o desejável. A realidade política hoje nos diz que devemos primeiro garantir a governabilidade ( o poder). Se, nós, ajudamos a eleger Dilma, isso não nos dá o direito de colocar-lhe a faca no pescoço. Até pq temos muita sorte por termos alguém de seu “naipe” que encare este abacaxi. Precisamos ter estratégia, para que o tiro não saia pela culatra.Tudo o que a oposição deseja é que a Dilma fique isolada, para o golpe final contra o povo brasileiro.

  6. sonia Reply

    A verdade é que tanto os líderes do PT, da base aliada e dos seguimentos sociais não querem simplesmente apoiar e participar do governo,eles querem governar por Dilma, cobram dela uma obediência canina, não permitem que ela pense ou tome qualquer decisão sem a autorização do “Líderes” ( o machismo é evidente). Ora, será que não sabem que ela precisa ganhar espaço no Centro Oeste e no Sul do país? Kátia Abreu quer queiram, quer não queiram, é membro do maior partido da tal base aliada e fala a língua predominante no eleitorado daquelas regiões, logo, sua indicação para agricultura é estratégica e não porá em risco os avanços sociais defendidos por nós que votamos em DILMA. Deixem a Presidenta presidir!

  7. Julio Silveira Reply

    Já me perdi as esperanças. Não foi o play boy que perdeu, fui eu.