Blog do Rovai
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(05/02/2010 15:44)

Os ministros Frankin Martins e Paulo Bernardo em reunião com representantes do movimento social da comunicação teriam anuniado como deve ser o Plano Nacional de Banda Larga e o formato da nova Telebrás que deve surgir nos próximos dias.

A empresa deve ter número reduzido de funcionários e ficará encarregada de gerenciar a infra-estrutura já existente do Estado.

Os objetivos do governo com sua recriação e com PNBL são:

1) Fazer a banda larga chegar, até 2014, a 4.300 municípios brasileiros, através dos troncos (backbone) da Eletronet e outros estatais, em parceria com operadoras de comunicações, provedores de internet, pequenas e médias empresas etc.

2) Levar a banda larga às classes C, D e E, beneficiando cerca de 20 milhões de domicílios a mais do que aquelas que, conforme as projeções disponíveis, já seriam "naturalmente" incorporadas à banda larga pela expansão do mercado.

3) Que essa não seja “apenas” uma inclusão digital, mas parte de um programa de desenvolvimento econômico e social que inclua o fomento à produção de conteúdos nacionais para a internet e apoio ao desenvolvimento industrial-tecnológico.

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(31/01/2010 10:53)

O título da manchete de capa do Uol, a partir de uma matéria da Folha de S. Paulo, é este que você acaba de ler no destaque do blogue. Leia agora um trecho perdido no meio da matéria.

“Ao longo de dez dias em Porto Príncipe, a Folha percebeu bem mais demonstrações de apreço aos brasileiros entre a população do que o contrário. O Brasil lidera militarmente a Minustah, a força de paz da ONU, que em geral é bem aceita pelos haitianos.”

De fato não teria a menor condição de “fazer jornalismo” na Big Mídia (filha do Big Mac*), nos dias de hoje. Sempre achei que o título deveria estar de acordo com o tom da matéria. E que forçar a barra era coisa de picaretagem. 

* A Big Mídia é a filha bastarda do Big Mac, porque é tão igual e tão ruim em todos os cantos do mundo.

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(29/01/2010 11:50)

Estou em Salvador, Bahia, participando da edição temática do FSM. Um dos seminários mais importantes deste evento é o Crise e Oportunidade, que é promovido pelo Instituto Paulo Freire e o Banco do Nordeste e conta com o apoio do Ipea e Unitar (United Nations Institute for Training and Resarch).

Boa parte dos eventos desta edição do FSM está acontecendo em auditórios de hotel. Algo diferente da tradição do FSM e que até não combina com o Fórum, mas preciso admitir que é bastante mais cômodo. Fazer a cobertura jornalística ou acompanhar um debate de quatro horas quando o termômetro está lá pela casa dos 35 graus Celsiuus, sentado numa cadeira dura e sem um bom ventilador ou ar condicionado não é algo fácil. Mas disso nunca reclamei. E não reclamarei. É parte do jogo.

Agora, a decisão de realizar o FSM em várias cidades, como se deu na edição gaúcha, não foi algo funcional. Como o FSM aconteceu além de Porto Alegre, também em Canoas, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Sapiranga, Santa Maria etc., era quase impossível realizar uma cobertura descente. Como também ficou muito difícil para que o público acompanhasse a programação. Até porque nessas cidades o evento se dava em diversos lugares.

Está experiência dispersa é compreensível porque nem o governo do estado e nem o da capital gaúcha toparam bancar os investimentos exigidos para que o FSM aconteça, o possível foi descentralizá-lo para que se pudesse celebrar sua 10ª edição (não é seu 10º ano, que se comemora no ano que vem). Mas definitivamente ela não funciona e não deve ser reproduzida em outras localidades. Tudo fica vazio, já que cada grupo se concentra mais perto dos eventos onde está a centralidade de sua atuação. E a pouca troca. Nesses dias de Porto Alegre, por exemplo, poucas vezes encontrei a galera do acampamento da juventude, que ficou num canto escondido de Novo Hamburgo. Havia muita reclamação deste isolamento. Até porque nem o trem que liga as cidades da região metropolitana vai a Novo Hamburgo. Chega apenas a São Leopoldo. E, além disso, os jovens foram escanteados para uma área na zona rural da cidade.

A dispersão pode ser boa para muita coisa, mas não para a realização de eventos onde se pretende permitir a troca de informações e idéias e a construção de redes.

E os “coroas” que organizam o FSM precisam ficar mais atentos à participação da juventude. Isolá-la é algo que não tem nada a ver com a idéia de “um outro mundo possível” .

Os jovens precisam estar no centro do FSM. Tanto no que diz respeito à participação nas decisões, como na hora de se pensar o seu território. Não é o que vem acontecendo.

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(28/01/2010 14:35)

No sábado passado, antecipei por aqui que o acordo Santos e Robinho estava fechado e que o Manchester aceitara o encaminhamento. Recebi a informação na sexta à noite. Também disse que a contratação tinha a ver com novos patrocínios. O tempo foi aos poucos mostrando que ela só pôde ser fechada por conta disso.

Muito se especulou sobre o Manchester pagar os salários. Até a diretoria do São Paulo acreditou. Bobagem. Numa parte do texto lincado abaixo está claro: "O Santos arcará com todos os pagamentos, incluindo salário e bônus". Robinho, abriu mão de uma parte desses vencimentos.

O Santos só retardou a assinatura de novo patrocínio por isso. Havia gente achando que o time estava com a WWF na camisa apenas por falta de opção.

Leia no site do Manchester City a confirmação do empréstimo de Robinho por seis meses para o Santos.

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(28/01/2010 09:50)

Aproveito para difundir aos soteropolitanos e àqueles que estão indo acompanhar o evento a programação central divulgada no site oficial do FSM. Entre os vários debates, estarei às 14h, desta sexta-feira, numa mesa com Bernard Cassen (França), Mário Lubetkin (IPS-Itália), Luiza Erundina (deputada federal), Robinson Almeida (Secon governo da Bahia) e Albino Rubim (UFBA). Será no Hotel Sol Victória Marina e o tema é Mídia e Democracia.


Programação de hoje à tarde e noite

das 14h às 18h:

Local:- Hotel da Bahia – Salão 2 de Julho.

Evento especial do grupo C&O e convidados. Mesa Redonda: Crise e Oportunidades.



Local:- Hotel da Bahia – Salão Atlântico.

(I) “Racismo e institucionalidade”

Edivaldo Brito (BA); Fatou Sow Sarr (Senegal); Luiza Barros (BA).



Local:- Hotel Sol Victória Marina

(II) “Mídia e Democracia”

Bernard Cassen (França); Renato Rovai (SP).



Local:- Hotel Sol Barra

(III) “Direitos Humanos no século XXI e as questões dos desaparecidos políticos”

Diva Santana (Brasil) e convidados internacionais a confirmar



Local:- Teatro Castro Alves

(IV) “Mudanças Climáticas pós-Copenhagen e Soberania Energética”

Rubens Born (SP); Nicola Boulard (POA) (Tailândia); Christophe Ventura (França); João Antonio de Moraes (RJ).



Dia 29/01 das 19h às 23h



Local:- Teatro Castro Alves (evento oficial de abertura do FSMT-BA)

CONFERÊNCIA: Susan George (C&O). Será apresentada por representante do Crise e Oportunidades e a mesa será coordenada por representante do Comitê Organizador do FSMT – Bahia.

A programação dos outros dias pode ser acessada aqui.

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(27/01/2010 12:12)

Estive ontem no Gigantinho assistindo a intervenção do presidente Lula no Fórum Social Mundial que acontece aqui em Porto Alegre. Fiz a cobertura ao vivo pelo meu twitter (renato_rovai). Hoje lendo a cobertura dos portais e de alguns jornais vi que só uma pequena parte do que foi dito ali está publicado. Então, complemento por aqui a cobertura, digamos, um tanto míope da nossa Big Mídia, filha adotiva da lógica Big Mac (todos os veículos que tratam informação como mercadoria são iguais em qualquer parte do mundo).

Para fazer diferente da Big Mídia, vou contar a história de traz pra frente. Começando pelas despedidas e terminando pela primeira fala do presidente.

Não, amigos, não busco imitar Machado em Memórias Póstumas de Brás Cubas, que começou o contar da novela pelo cabo e não pelo intróito. Sei que Machado é inimitável.

1 - Lula acabou o discurso agradecendo ao movimento social pela solidariedade que teve com ele e com o governo dele.

2 - Lula diz que o Fórum deve continuar lutando pela utopia do impossível. “Porque a única coisa impossível para quem crê em Deus é Ele pecar”

3 - Lula diz que vai tornar o processo das conferências em lei. “Farei isso para que a sociedade continue sendo ouvida. “Porque tem político que parece ter três bocas e um ouvido só. Eles não querem ouvir a sociedade.”

4 - Lula recorda de quando recebeu portadores de hanseniase no Paláciodo Planalto e da emoção que foi beijar cada um dos 100 que lá estavam.

5 - Lula diz que tem muito orgulho de ter colocado todos os movimentos sociais no Palácio do Planalto.

6 - Lula diz que no próximo FSM estará nele, como ex-presidente.

7 - Lula fala da Conferência da Comunicação e diz que teve empresário que não foi. Mas os que foram viram que “lá ninguém morde ninguém”.

8 - Lula pede que este FSM aprove como deliberação 1 ano inteiro de solidariedade do movimento altermundista ao Haiti.

9 – “Não vamos aceitar que ninguém mais coloque seu dedo sujo de óleo diesel no nosso combustível limpo para nos dizer o que devemos fazer.”

10 - Ninguém precisa nos ajudar a limpar a nossa sujeira. Cada um que trate de limpar a sua.”

11 – “Não é justo que um país que está poluindo o mundo há 200 anos pague da mesmo forma que outro que polui há 2 anos.”

12 - Lula diz delegação brasileira foi pra Copenhagem com a proposta mais séria de todas as delegações. E pegou países ricos de surpresa

13 - Lula lembra que a Embrapa foi para Gana, na África, e hoje já se sabe que o solo africano é semelhante ao do Centro Oeste brasileiro. Que pode produzir soja, por exemplo.

14 - Lula diz que a solidariedade brasileira não é só ao Haiti. Que o Brasil também tem hoje outra política com a África.

15 - Lula diz que é enorme o número de brasileiros querendo ir como voluntários ao Haiti. Mas que não há como liberar a ida deles por conta da situação.

16 –“No Haiti estamos ensinando ao mundo como uma força de paz deve atuar, sem ingerência no governo local.”

17 - Lula diz que vai a Davos dizer que depois de seu governo o país não deve mais pro FMI. Ao contrário, o FMI é que deve 14 bi ao Brasil 18 - Lula diz que Davos não tem o mesmo glamour, mas que vai lá pq tem o que dizer pra eles.

19 - Lula fala das conferências, cita a do LGBT e diz que tem gente que acha que democracia é um pacto de silêncio, quado é pra ouvir todos.

20 – “Quanto mais a gente fizer, mas as pessoas reivindicam. Tem gente que acha isso ruim. Eu acho que esse é o nosso papel no governo.”

21 - Lula diz que no primeiro FSM ele não sabia, mas hj sabe que há grande diferença entre o sonho possível e o que é possível fazer no governo.

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(26/01/2010 11:58)


O FSM teve início na manhã de ontem com a abertura da atividade principal que acontece no Gasômetro e debate os 10 anos do encontro. Mas quem simbolicamente abre o Fórum é a marcha e ela aconteceu a partir das 17h pelas ruas centrais de Porto Alegre. Havia um certo receio da organização de que fosse fraca, com poucos participantes. Mas isso não ocorreu.

Há quem diga que participaram dela 30 mil pessoas. Este blogueiro calcula entre 15 mil e 20 mil. O que não é pouca coisa, dado que este FSM não tem a característica dos outros e não foi pensado para ser um grande evento.

Como sempre a marcha é semelhante a um desfile de escola de samba, com suas alas representando as diferentes lutas do movimento social.

Nesta edição, o destaque foi a galera da marcha da maconha, que agitou o percurso com gritos de guerra em defesa do que chamam de controle público das drogas.

Estaremos cobrindo por aqui e pelo twitter tanto o FSM de Porto Alegre, quanto o que vai acontecer em Salvador. Em PoA ficamos até o dia 28, quinta. Sexta, sábado e domingo, a equipe da Fórum cobrirá o evento de Salvador.

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(23/01/2010 15:31)

Não costumo falar de futebol por aqui, mas como fui o primeiro a revelar que Ronaldo tinha acertado com o Corinthians, não custa nada passar pra frente a informação que recebi na noite de ontem de um amigo da gloriosa Baixada Santista. De repente, cravo o segundo furo futebolístico. E este, por motivos óbvios, me agradará muito mais revelar.

Robinho teria acertado tudo com o Santos. Viria por empréstimo.

Ele vai ficar com metade de todos os patrocínios que atrair, entre outros, os da camisa do Peixe. Por muitos motivos, espero que minha fonte esteja certa. 



PS: A informação que publiquei aqui no sábado às 15h31 e que recebi na noite de sexta está em todos os portais desde este  domingo ao final da tarde. Terça é o dia D. Oxalá ela se confirme.


 

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(22/01/2010 19:09)

Acabo de ler a boa entrevista com Roberto Civita (o big boss da Editora Abril) realizada pela revista Negócios da Comunicação. 

Ela é bastante esclarecedora do que a Abril pretende para os próximos anos e vale ser lida também por isso. Mas torna-se muito mais interessante por que lá pelas tantas Roberto Civita diz: “Aqui não se sabe o que é crise. O Lula tinha razão quanto à marolinha.”

Convenhamos, se ele acha que isso é a verdade dos fatos, por que não pede pra que os seus meninos da Veja façam um meio culpa na capa da revista.

A declaração de Civita é mais uma prova cabal da falta de seriedade jornalística da Veja.







http://portaldacomunicacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=20808

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(21/01/2010 08:47)

O PSDB envia uma nota pública onde cita o verbo mentir 10 vezes, associando-o à ministra Dilma Roussef. Essa absurdo associação foi feita pela primeira vez pelo senador Agripino Maia (DEM-RN) numa audiência no Senado. Na ocasião, o senador citou uma entrevista onde Dilma afirmara que sob tortura mentia-se muito.

A partir desta declaração da ministra. Agripino tentou dizer que ela era uma mentirosa contumaz. É possível ver parte da questão neste vídeo.

E a resposta da ministra neste outro.

Agora o PSDB vai pelo mesmo caminho nesta nota enviada à imprensa.

É o mesmo PSDB que também resolveu atacar o Plano Nacional de de Direitos Humanos.

Tá custando caro para o que restou de biografia de alguns tucanos tentar eleger Serra a qualquer custo. Pelo jeito os tucanos decidiram demarcar o campo político e começaram a fazer discurso para o grupo de eleitores cuja visão política é de que a ditadura militar não foi assim tão ruim como dizem. Triste fim.



NOTA À IMPRENSA DO PSDB

Dilma Rousseff mente. Mentiu no passado sobre seu currículo e mente hoje sobre seus adversários. Usa a mentira como método. Aposta na desinformação do povo e abusa da boa fé do cidadão.

Mente sobre o PAC, mente sobre sua função. Não é gerente de um programa de governo e, sim, de uma embalagem publicitária que amarra no mesmo pacote obras municipais, estaduais, federais e privadas. Mente ao somar todos os recursos investidos por todas essas instâncias e apresentá-los como se fossem resultado da ação do governo federal.

Apropria-se do que não é seu e vangloria-se do que não faz.

Dissimulada, Dilma Rousseff assegurou à Dra. Ruth Cardoso que não tinha feito um dossiê sobre ela. Mentira! Um mês antes, em jantar com 30 empresários, informara que fazia, sim, um dossiê contra Ruth Cardoso.

Durante anos, mentiu sobre seu currículo. Apresentava-se como mestre e doutora pela Unicamp. Nunca foi nem uma coisa nem outra. Além de mentir, Dilma Rousseff omite. Esconde que, em 32 meses, apenas 10% das obras listadas no PAC foram concluídas – a maioria tocada por estados e municípios. Cerca de 62% dessa lista fantasiosa do PAC – 7.715 projetos – ainda não saíram do papel.

Outra característica de Dilma Rousseff é transferir responsabilidades.

A culpa do desempenho medíocre é sempre dos outros: ora o bode expiatório da incompetência gerencial são as exigências ambientais, ora a fiscalização do Tribunal de Contas da União, ora o bagre da Amazônia, ora a perereca do Rio Grande do Sul.

Assume a obra alheia que dá certo e esconde sua autoria no que dá errado.

Dilma Rousseff se escondeu durante 21 horas após o apagão. Quando falou, a ex-ministra de Minas e Energia, chefe do PAC, promovida a gerente do governo, não sabia o que dizer, além de culpar a chuva e de explicar que blecaute não é apagão.

Até hoje, Dilma Rousseff também se recusou a falar sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos, com todas barbaridades incluídas nesse Decreto, que compromete a liberdade de imprensa, persegue as religiões, criminaliza quem é contra o aborto e liquida o direito de propriedade. Um programa do qual ela teve a responsabilidade final, na condição de ministra-chefe da Casa Civil.

Está claro, portanto, que mentir, omitir, esconder-se, dissimular e transferir responsabilidades são a base do discurso de Dilma Rousseff. Mas, ao contrário do que ela pensa, o Brasil não é um país de bobos.



Senador Sérgio Guerra

Presidente Nacional do PSDB

Brasília, 20 janeiro de 2010

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(20/01/2010 13:23)

A principal questão colocada para próxima eleição presidencial deixou de ser se o PSDB sairá com Aécio ou Serra. E também não é, apesar de uma certa insistência da mídia, se Aécio aceita ou não ser vice de Serra. Dúvido que o governador mineiro vá para o sacrifício para ajudar alguém por quem não nutre nenhuma admiração.

Além disso, para Aécio, a disputa ao Senado é muito mais interessante em qualquer sentido. Se vier a ganhar Dilma, ele se torna no dia seguinte a referência da oposição. Se vencer Serra, será eleito presidente da Casa. Para o Senado, Aécio está eleito. Como vice de Serra, corre grande risco de perder. Se isso vier a acontecer o PSDB fica sem um plano B para o futuro. Afinal, Serra e Aécio, juntos, teriam perdido para uma candidata que nunca disputou uma eleição. Para quem joga truco, seria gritar 12 sem ter o zap na mão. Loucura.

Em resumo, Aécio não vai ser vice de Serra. E aposto dois pães de queijo e um pingado que a tal chapa café com leite não vai ser servida no próximo pleito.

O que ainda não está definido para que o quadro fique mais claro é se Ciro Gomes sai ou não. Até porque não se sabe se isso é bom ou não para o governo. A resposta não é tão fácil de responder como alguns imaginam. Só por isso, o presidente Lula pediu a que Ciro segure a onda até março.

Por que a candidatura do agora político paulista pode ser interessante? Em primeiro lugar porque ninguém combate melhor o PSDB e Serra do que Ciro. Depois porque sem ele Dilma vai se tornar o algo na campanha e pode ficar prensada entre Serra e Marina.

O risco é que Ciro, ao fazer o bom combate com os tucanos, pode passar a impressão de que Dilma não tem tanta energia como deveria ter uma presidente da República. E de que é melhor candidato do que ela. E nesse caso, a disputa aconteça pelo segundo lugar, entre ele e ela, e não pelo primeiro. Por que isso pode acontecer? Principalmente porque a base principal do governo Lula é o Nordeste, onde o discurso de Ciro é muito mais encaixado do que o de Dilma.

De qualquer forma, na avaliação atual deste blogueiro ter o atual deputado paulista Ciro Gomes na disputa presidencial é a melhor opção para o governo. Ele tornaria a eleição seria mais política e menos técnica. E isso é melhor para o governo do que para oposição.

Além disso, acho que com Ciro na disputa, Serra nem chegaria em 35% dos votos num primeiro turno. E isso o colocaria numa condição de empate técnico com Dilma. Ou mesmo com Ciro.

Num cenário mais otimista, arrisco dizer que Serra poderia terminar a disputa no primeiro turno até em segundo lugar. O que tornaria o segundo turno um passeio para o governo.

Encerrar a fatura no primeiro turno se tornou quase impossível com a candidatura Marina. Se Ciro não vier a ser candidato ele pode chegar até a 12% dos votos. Será o voto dos insatisfeitos com PT e PSDB. E isso garante o segundo turno.

Lula não pediu pra Ciro esperar até março à toa. Lula não tem certeza de que a eleição é mais fácil para Dilma sem Ciro. E tem razão de pensar assim. A questão é mais complicada do que parece.

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(18/01/2010 15:42)

Ontem os chilenos elegeram o mega-empresário Rafael Piñera para exercer quatro anos de mandato à frente do governo central do país. Ele se juntará a Álvaro Uribe e Alan Garcia na frente conservadora pró estadunidense na América Latina. Se política fosse futebol, não seria exagero dizer que foi uma contratação de peso para o time dos entreguistas.

Pode ser um sinal de que algo de novo começa a acontecer na política continental. Ou seja, como se fosse um movimento pendular, a direita pode estar retomando o protagonismo que teve na década de 90 e que havia perdido neste primeiro século do milênio pelas bandas de cá.

Ainda é cedo para cravar esta opção na análise da conjuntura política local, principalmente porque o processo chileno é repleto de especificidades, mas duas eleições presidenciais e alguns outros enfrentamentos terão peso decisivo para que as coisas fiquem mais claras nos próximos dois anos.

A principal eleição é a do Brasil, que acontece ainda em 2010. Juntando-se a esta vitória de Piñera, a volta do PSDB à presidência aqui mudaria completamente o cenário latino-americano. Mas além desta disputa, em 2011 acontece a sucessão de Cristina Kirchner na Argentina, onde o prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, e o atual vice-presidente, Julio Cobos, surgem como favoritos. Ambos estão entre a direita e a centro-direita do espectro político. O primeiro mais conectado aos interesses financeiros e o segundo ao agrobussines. Mas além dessas duas disputas, a Venezuela também terá eleição congressual. E a situação de Chávez não é confortável. O país passa por uma crise que pode lhe levar à derrota. Por fim, há o caso Paraguai, onde o atual presidente Fernando Lugo tem sofrido fortes pressões e inclusive ameaça de um golpe institucional, a partir de um impeachment só justificável pelas suas posições políticas mais à esquerda.

Piñera é uma espécie de Berlusconi chileno. Tem meios de comunicação, time de futebol e aquele carisma de canastrão. Vai fazer de tudo para trabalhar pelos seus pares em outros cantos pra além do Chile. Ou seja, vai querer colocar o Chile no centro das articulações direitistas. E por isso vai virar garoto propaganda da mídia comercial em outros países.

Já estou vendo a chamada de capa futura de uma certa semanal. Título: “Piñera, o homem que levou o Chile à modernidade”. Olho: “Ele derrotou uma articulação de esquerda que há 20 anos governava o Chile e em menos de 1 ano mudou a cara do país para melhor”. E se isso vier a ser verdade, um candidato bicudo daqui vai dizer que vai fazer no Brasil o que Piñera fez no Chile. Vai melhorar o que já está bom e mudar aquilo que não está no caminho certo.

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(15/01/2010 16:08)

Quem ainda não assistiu pode evitar. Mas se for curioso ou quiser entender o que significa “elite branca e preconceituosa” em qualquer parte do mundo, pode assistir a este vídeo do SBT onde o cônsul do Haiti em São Paulo explica a tragédia vivida pelo seu povo como algo ligado à macumba.

Textualmente o escroto diz: "A desgraça de lá está sendo uma boa pra gente aqui, fica conhecido. Acho que de, tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo, o africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano está fodido”.

Ainda não escrevi nada sobre a tragédia do Haiti porque falta fôlego. É uma sensação estranha ver um povo tão sofrido ter de sofrer ainda mais por conta de uma catástrofe natural.

Esta entrevista tem de ser vista por pais, filhos, conjuges, irmãos, parentes e amigos daqueles que morreram para que eles saibam o nível dos que estão representando os interesses do seu país na maior cidade da América Latina.

Esse cônsul precisa sair daqui o quanto antes. E se não vier a fazê-lo por convocação do governo do seu país, sugiro que o movimento negro daqui assuma esta luta em nome do povo negro de lá. E faça protestos na frente do consulado exigindo sua volta imediata. É importante ser solidário com o povo haitiano e fazer campanhas para enviar alimentos e ajuda humanitária. Mas também é preciso ajudar aquele povo a derrotar sua elite tacanha que levou o país a ser o mais miserável das Américas.

Vade retro, cônsul dos infernos.

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(14/01/2010 19:26)

A comentarista da CBN, Lucia Hippolito, não é exatamente alguém cujos comentários são muito claros. Ela divaga tanto pra arrumar um jeito de criticar o governo Lula que às vezes você nem sabe mais sobre o que “a menina do Jô” está falando.

Mas dessa vez ela se superou.

O Futepoca publica uma intervenção dela, cortada sem dó nem piedade pelo locutor, que merece ser ouvida.

Como diz o Anselmo, autor da nota, é um momento meio Vanusa e meio Fernando Vanucci da comentarista global.

Vá ao Futepoca. E garanta sua gargalhada do dia.

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(14/01/2010 17:04)

Um colunista do jornal Diário Catarinense, do Grupo RBS, o senhor Cacau Menezes, publicou em sua coluna de hoje que o presidente Lula estaria de rolinho com a toda poderosa Luiza Brunet.

E que isso estaria colocando o casamento dele com Marisa Letícia em risco.

Como já disse acima, o Diário Catarinense é do Grupo RBS. Só não disse que este grupo é afiliado das Organizações Globo no Sul do país. Pois é.

Em geral, esse tipo de “informação” começa a circular pelas beiradas. Para depois ir se tornando “verdade” Brasil afora.

De repente, todo mundo leu em algum lugar ou tem um primo ou um amigo que é íntimo de alguém. E esse alguém confirma a história.

Já vi isso acontecer dezenas de vezes. Por isso, registro aqui o pontapé inicial da molecagem. O nome da fera é Cacau Menezes, de um grupo ligado à Globo.

Não é do jornal do seu Zezinho lá dos cantões do canto de lá.

Não me interessa saber se é verdade ou mentira. Como diz um dos meus primos, o pobrema é dos senhores.

Mas antes que isso vire telefone sem fio, nome aos bois.

Aliás, assim fica mais fácil para quem porventura achar que está sofrendo danos morais ir à luta.

Jornalismo é uma coisa, porcalismo é outra.

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Renato Rovai
Renato Rovai é editor da revista Fórum outro mundo em debate.
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Em 11 de abril de 2002, numa ação liderada pelos grandes meios de comunicação, um fugaz golpe de Estado depunha o presidente eleito da Venezuela, Hugo Chávez. Os fatos que ocorreram nos dias seguintes, a reação da população e dos veículos de internet são estudados neste livro-reportagem
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