Por Redação [Quarta-Feira, 17 de Outubro de 2007 às 10:10hs]
Há três anos e meio, as tropas militares brasileiras começaram a chegar ao Haiti, trazendo consigo jornalistas do Brasil e do mundo. Nos jornais, sites e emissoras de televisão, pipocaram imagens de pobres do mais pobre país das Américas. As vozes desses mesmos pobres haitianos, no entanto, raras vezes foram ouvidas.O que pensam eles da ocupação militar? A presença brasileira contribuiu para a melhoria das condições de vida do povo haitiano?
Foi com essas indagações que uma equipe multimídia, formada pelos jornalistas Aloisio Milani (direção), Marcello Casal Jr. (fotografia) e Oswaldo Alves (cinegrafia) partiu para registrar, sem escolta da Organização das Nações Unidas (ONU), o cotidiano da mais pobre favela de Porto Príncipe, Cité Soleil.
O resultado é um web-documentário que mostra, pelos olhos de três personagens, como vivem os moradores da favela ocupada neste ano pela ONU para acabar com grupos armados. A maior favela do Caribe foi o último marco da segurança conquistado durante a missão. Os capacetes-azuis conseguiram controlar a situação de violência nas favelas, mas a pobreza e a crise social se mantém como o maior desafio para o país.
Os protagonistas do vídeo Bon Bagay Haiti são um ajudante de obras, uma vendedora de salgados e um líder comunitário. A expressão "bon bagay" é uma das primeiras aprendidas pelos estrangeiros que chegam ao país. Significa "gente boa" em creoule. É usada por haitianos para classificar com gratidão pessoas que os ajudam.
O Haiti foi primeira república negra das Américas após uma rebelião comandada por ex-escravos. Tem mais de 200 anos de independência, mas sua história recente foi manchada por ditaduras, golpes de Estado e crises políticas. Período em que um exército de pobres e miseráveis ficou refém do autoritarismo. Nos últimos 15 anos, cinco missões da ONU foram enviadas ao país, a última delas sob comando do Brasil.
Redação
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