Acabo de ser informado que o Grupo Estado divulgou a seguinte circular para os seus funcionários.
“O Grupo Estado ampliou o número de membros do Conselho Consultivo, com a eleição dos Srs. José Roberto Mendonça de Barros e Guilherme Velloso. Também fazem parte do conselho consultivo os empresários Walter Fontana Filho e Roberto Caiuby Vidigal, eleitos anteriormente.
Os conselheiros consultivos assessoram e orientam, tanto o Conselho de Administração como a Diretoria Executiva, na elaboração e atualização do planejamento estratégico e nas definições das políticas da empresa. Eleitos pela Assembléia Geral Ordinária, eles são escolhidos por sua reconhecida experiência em matéria de gestão econômica e empresarial. Não podem ser acionistas e estão desvinculados da Diretoria e do Conselho de Administração.
‘A consolidação do Conselho Consultivo contribui para o aprimoramento e a profissionalização do modelo de governança do Grupo Estado’, disse o administrador de empresas Aurélio de Almeida Prado Cidade, presidente do Conselho de Administração.”
O que isto quer dizer na opinião deste blogueiro? Que onde há fumaça há fogo. Vou abordar isso com mais detalhes em novo post, já que tenho uma reunião em minutos. Mas não creio que o senhor José Roberto Mendonça de Barros esteja entrando no Conselho Consultivo apenas para dar "conselhos econômicos" ao Grupo.
Tudo indica que a negociação com as Organizações Globo está mais avançada do que imaginávamos.
Atualizando: É padrão, na lógica de fusão ou incorporação de empresas que, quando uma negociação atinge certo patamar, novos integrantes sejam incorporados no Conselho Administrativo ou na Diretoria Executiva da empresa que vai ser incorporada ou cujos sócios serão minoritários no negócio.
José Roberto Mendonça de Barros é consultor e economista. É um dos sócios da MB Associados que presta, entre outros serviços, análises de cenários para empresas. Ao entrar no Conselho de Administração do Grupo O Estado de S. Paulo ele (é apenas dedução a partir das informações que disponho) deve analisar as perspectivas do negócio para quem fez a proposta inicial de compra, ou seja, as Organizações Globo.