Blog do Valdemar

Valdemar Figueredo Filho (Dema). Cientista político e teólogo nas horas vagas. Místico de olhos abertos. Eventualmente poeta sem rima mas deslumbrado com o prosaico.

04 de maio de 2015, 12h33

50 anos de humorístico padrão Globo

Nem Dedé, nem Mussum, nem Didi, muito menos Zacarias.
Incontestável a inteligência humorística do Costinha, Jô Soares e Chico Anysio. Grandes, mas não os maiores.
Gosto para tudo. Trio parada dura no quesito redação de “textos” de humor: Jabor, Bial e Galvão Bueno.
Personagens hilários com força dramática elogiável: Porcina de Regina Duarte, Zeca Diabo de Lima Duarte e o prefeito Odorico Paraguaçu de Paulo Gracindo. Quem assistiu certamente riu muito.
Animadores de auditórios: o inimitável Chacrinha, as pegadinhas do Faustão e a chapa quente da Regina Casé. Entretenimento com a suposição de que o Brasil é no mínimo um sabadão e no máximo um domingão. E toma-lhe bacalhau, pegadinhas e escracho geral.
A lista é grande. Na minha opinião dentre todas as pérolas da fábrica de riso a melhor piada veio de onde menos se esperava.
Boni foi o todo-poderoso da TV Globo por 31 anos. Nos festejos relativos ao cinquentenário foi indagado qual teria sido a melhor notícia dada pelo Jornal Nacional nesses cinquenta anos (Revista da TV do Jornal O Globo, página 13. Dia 26.04.2015).
Foi ele, e dele ninguém tira, a melhor piada. No ponto alto do escárnio José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (o Boni) arrematou: “A melhor notícia já dada no Jornal Nacional foi o fim da ditadura militar, com o consequente fim da censura. Um alívio que nos permitiu respirar e lembrar sempre que nenhum controle sobre a mídia é admissível”.
O gênio prateado conseguiu numa frase curta dizer muito.
Não chamaria isto de humor fino. Acho que está mais para o grotesco!