23 de julho de 2018, 11h49

Moska desabafa em nova canção: “Não quero mais nenhum direito a menos”

A canção, com letra de Carlos Rennó, acaba de ser lançada junto com vídeo clipe. Veja e ouça aqui.

O cantor e compositor Moska acaba de lançar, em parceria com Carlos Rennó, a canção e o clipe “Nenhum Direito a Menos”. Como o próprio título define, a letra é iminentemente política e, sem citar nomes, faz um balanço do Brasil dos últimos anos e, diante de tantos perdidos, o refrão insiste: “Não quero mais nenhum direito a menos”.

A canção foge um tanto do som habitual de Moska e segue em uma linha mais roqueira, com produção de Liminha e melodia declamada em tom quase rap, a letra começa com um verso rasgado:

“Nesse momento de gritante retrocesso
De um temerário e incompetente mau congresso”

Em um giro sobre todas as grandes pautas de direitos civis que são disputadas palmo a palmo hoje no país, a letra prossegue de forma contundente e direta:

“Nessa nação onde se mata e trata mal
Mulher e pobre, preto e jovem, índio e tal
Onde nem lésbica, nem gay, nem bi, nem trans
São plenamente cidadãos e cidadãs”

E a canção toca no ponto exato da ferida:

“Nesse Brasil da injustiça social
E de uma tal desigualdade sem igual
Queria ver os grandes lucros divididos
E os dividendos afinal distribuídos”

E, ao final de cada verso, o refrão insiste com melodia forte e conclusiva:

Não quero mais nenhum direito a menos

Ouça a canção e leia a letra abaixo:

“Nenhum Direito a Menos” (Moska / Carlos Rennó)

Nesse momento de gritante retrocesso
De um temerário e incompetente mau congresso
Em que poderes ainda mais podres que antes
Põem em liquidação direitos importantes
Eu quero diante desses homens tão obscenos
Poder gritar de coração e peito plenos:

Não quero mais nenhum direito a menos

Nesse país em que se vende por ganância
Direito à vida, à juventude, e à infância
Direito à terra, ao aborto e à floresta
À liberdade, ao protesto, ao que nos resta
Eu grito “fora!” esses homens tão pequenos
De interesses grandes como seus terrenos

Não quero mais nenhum direito a menos

Nessa nação onde se mata e trata mal
Mulher e pobre, preto e jovem, índio e tal
Onde nem lésbica, nem gay, nem bi, nem trans
São plenamente cidadãos e cidadãs
Não quero mais cantar meus versos mais amenos
A menos que antes seus direitos sejam plenos

Não quero mais nenhum direito a menos

Nesse Brasil da injustiça social
E de uma tal desigualdade sem igual
Queria ver os grandes lucros divididos
E os dividendos afinal distribuídos
Os bilionários concordando com tais planos
Se revelando seres realmente humanos

Não quero mais nenhum direito a menos

Nesse momento de tão pouca luz à vista
E tanto ataque ao que é direito e é conquista
Eu canto tanto desistência, o desencanto
Mas canto a luta, a resistência, tanto quanto
E quanto àqueles que ainda pensam que detém-nos
Eu canto e grito a pulmões e peito plenos:

Não quero mais nenhum direito a menos