Movimentos formam Grupo de Trabalho em favor do São Francisco

Grupo de Trabalho na região do médio São Francisco pretende apontar alternativas para o problema da falta de investimentos em ações que garantam a revitalização na bacia do rio São Francisco.

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Grupo de Trabalho na região do médio São Francisco pretende apontar alternativas para o problema da falta de investimentos em ações que garantam a revitalização na bacia do rio São Francisco.

Por Adital

Os manifestantes que ocuparam, na semana passada, a sede da segunda superintendência regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), em Bom Jesus da Lapa, na Bahia (região Nordeste do Brasil), formaram um Grupo de Trabalho na região do médio São Francisco. O GT pretende apontar alternativas para o problema da falta de investimentos em ações que garantam a revitalização na bacia do rio São Francisco.

O Grupo, formado por representantes de diversas organizações sociais, terá reunião no próximo dia 27, e já é resultado de uma série de audiências que vem acontecendo ao longo da semana. Ontem (24), as audiências começaram pela manhã e seguiram até o final da tarde, com a presença do Incra (BA), Gerência Regional de Patrimônio da União (GRPU), Coordenação de Desenvolvimento Agrário da Bahia (CDA), Fundação Palmares e o coordenador da área de revitalização de bacias, da Codevasf, Jonas Paulo. Eles tentaram justificar o problema da demora das ações, falta de fiscalização em projetos com impactos ambientais e a falta de investimento em ações pela revitalização.

Participaram das negociações representantes do Movimento Estadual dos Trabalhadores Assentados Acampados e Quilombolas da Bahia (CETA), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), comunidades quilombolas da região, reserva extrativista Serra do Ramalho, Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), Sindicatos de Trabalhadores Rurais (STRs), Rede de Organizações em Defesa da Água (RODA), Escola Familiar Agrícola de Correntina (Efacor), com o apoio da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Revitalização

Em meio a ampla campanha popular, povos e organizações da bacia hidrográfica do São Francisco intensificam ações pela revitalização e contra o projeto de transposição. Mesmo com a recusa do governo federal em dialogar com a sociedade, a estratégia é continuar com a apresentação de alternativas de convivência com o semi-árido.

Em fevereiro teve início a chamada jornada de lutas que culminou com o acampamento em Brasília, de 12 a 16 de março. Nesse período foi desencadeada a ampla campanha baseada nas ações organizadas e executadas pelas organizações e movimentos que dão corpo à articulação popular. Concilia ações de luta organizada com a mobilização da sociedade. Desencadeou as ocupações das sedes da Codevasf, em Petrolina (PE) e Bom Jesus da Lapa (BA) – a entidade é considerara a principal executora do Ministério da Integração, responsável pelo projeto de transposição.

Ainda, foram fechadas pontes em Juazeiro e Paulo Afonso, na Bahia; aconteceram debates, apresentações e entregas de panfletos em escolas, Organizações Não Governamentais (ONGs), reuniões religiosas, assembléias de trabalhadores públicos, universidades; programas de rádio em mais de 30 emissoras comerciais e comunitárias; audiências públicas; ação popular; entre outras.

Em toda a Bacia do rio São Francisco a pressão é para que a revitalização aconteça, com respeito às comunidades que ali vivem e aos biomas presentes, não como moeda de troca pelo projeto de transposição.

Ministro

Os movimentos repudiaram o comportamento do ministro da Integração, Geddel Vieira Lima, em audiência que deveria ter acontecido ontem. O ministro teve atitudes que as liderança classificaram de arrogante e descomprometida.



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