Acordo da Petrobras com a Bolívia foi correto, avaliam analistas

O acordo da Petrobras com a YPFB, estatal do governo boliviano, de venda de refinarias foi bom para a empresa brasileira. A avaliação é tanto do presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, quando do ex-presidente...

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O acordo da Petrobras com a YPFB, estatal do governo boliviano, de venda de refinarias foi bom para a empresa brasileira. A avaliação é tanto do presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, quando do ex-presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP) durante o governo Fernando Henrique Cardoso, David Zylbersztajn. A Bolívia vai pagar US$ 112 milhões pelas duas refinarias da Petrobras.

O acordo da Petrobras com a YPFB, estatal do governo boliviano, de venda de refinarias foi bom para a empresa brasileira. A avaliação é tanto do presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, quando do ex-presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP) durante o governo Fernando Henrique Cardoso, David Zylbersztajn. A Bolívia vai pagar US$ 112 milhões pelas duas refinarias da Petrobras.

Para Gabrielli, em entrevista ao site Conversa Afiada, o valor equivale ao fluxo de caixa futuro da refinaria. Pela nova legislação de hidrocarbonetos da Bolívia, a YPFB tem o monopólio de exportações de gás cru. Em outras palavras, o governo boliviano pagou pelas refinarias o valor que a Petrobrás ganharia nos próximos anos, evitando prejuízos para a empresa e para o Brasil.

Segundo Zylbersztajn, a necessidade de resolver rapidamente a questão é o que torna a negociação bem sucedida. Ele lembra, em entrevista à Terra Magazine, que a Petrobras “tem um vínculo com a Bolívia, que é a questão dos 30 milhões de metros cúbicos de gás que o Brasil compra por dia”. A avaliação é de que a Petrobras “pagou para resolver” o impasse, embora tenha acusado o Itamaraty de incapacidade de se antecipar às medidas bolivianas.

Felipe Cunha, analista de petróleo do Banco Brascan, ouvido pelo Estadão, reconhece que, contabilmente, seja difícil de calcular o impacto nos resultados da Petrobras. Ele lembra, no entanto, que a Bolívia representa 2,5% da capacidade de refino da empresa, de 2,227 milhões de barris por dia. “O prejuízo afeta muito pouco e será diluído no resultado”, diz Cunha.

(Com informações de Conversa Afiada e Terra Magazine)



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