Meio ambiente foi tema de reunião de jornalistas em São Paulo

Cerca de 200 profissionais e estudantes de comunicação que compareceram ao 2º Fórum Paulista de Jornalismo Ambiental para debater a construção das novas pautas da sustentabilidade empresarial e jornalística. Cerca de 200 profissionais e estudantes...

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Cerca de 200 profissionais e estudantes de comunicação que compareceram ao 2º Fórum Paulista de Jornalismo Ambiental para debater a construção das novas pautas da sustentabilidade empresarial e jornalística.

Cerca de 200 profissionais e estudantes de comunicação que compareceram ao 2º Fórum Paulista de Jornalismo Ambiental para debater a construção das novas pautas da sustentabilidade empresarial e jornalística.

Realizado pelo Instituto Envolverde, uma organização ligada à Revista Digital Envolverde e que tem como missão o “Jornalismo pela Sustentabilidade”, o 2º Fórum buscou ampliar a visão de profissionais ligados ao meio ambiente e contou com a presença de grandes nomes da imprensa e do setor.

Na abertura do evento participaram o presidente do Instituto Envolverde, Adalberto Marcondes, o presidente da CAVO Serviços e Meio Ambiente, Luiz Augusto Gomes, a gerente de imprensa da Petrobras, Consuelo Sanches, a assessora de comunicação da Tetra Pak, Liliana Morales e o diretor da Fundação SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani que demonstraram aos presentes a importância da evolução da cobertura da mídia voltada ao meio ambiente.

Em seu discurso, Luiz Augusto Gomes presidente da CAVO disse que a mídia brasileira precisa entender as questões ambientais como um todo, não dando atenção apenas ao desmatamento e a conservação. “O importante é focar na educação ambiental e seus desdobramentos sociais e econômicos”.

O fórum contou com quatro mesas, a primeira mediada pelo jornalista Heródoto Barbeiro, abordou a questão do saneamento e poluição urbana com a participação de Nabil Bonduki, especialista em Plano Diretor – FAU/USP, Eduardo Vasconcelos, assessor técnico de Associação Nacional de Transportes Públicos, Lineu Andrade, presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) e Kazuo Nakano, arquiteto urbanista do Núcleo de Urbanismo do Instituto Polis.

Meio ambiente, economia, sustentabilidade e a viabilidade de políticas ambientais foram os temas discutidos na segunda mesa, que reuniu Rogério Ruschel, presidente da consultoria Ruschel e Associados, Luis Cesar Stano, da Petrobras, Beth Fernandes, consultora do E-Labore e Fernando Neves, da Tetra Pak. Os palestrantes falaram sobre a relação da imprensa com as empresas para a divulgação de pautas ambientais. Segundo Fernando Neves, da Tetra Pak, é papel das empresas divulgar suas ações no mercado além de fornecer suporte para criação de novos negócios a partir do ciclo de reciclagem dos produtos.

Os impactos do consumo no ambiente foi o tema da terceira rodada. Liderada pela vice-presidente do Instituto Envolverde, Fátima Cardoso, com a presença da gerente de informação do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Lisa Gunn; pela assessora do Greenpeace, Gabriela Vuolo e o secretário executivo da EcoPress, Aron Belinky. A mesa fomentou o debate sobre o conceito de desenvolvimento sustentável e sua aplicação para os padrões de consumo atuais, especificamente em práticas de um consumo sustentável.

A quarta e última mesa do 2º Fórum Paulista de Jornalismo Ambiental teve como tema às novas pautas e as mídias ambientais. Compunham o debate Ana Ligia Scachetti, gerente de comunicação da SOS Mata Atlântica; Luciano Costa Martins, editor da Revista Adiante; Inês Berloffa do Instituto Ethos e André Trigueiro, jornalista e professor universitário e o moderador Adalberto Marcondes. Uma unanimidade entre os presentes foi a questão da reinvenção do jornalismo na formação de novos heróis coletivos e não individuais como temos visto. Luciano Martins foi quem pautou esta idéia de que a mídia deve ser ligada à realidade social e apontou a internet como caminho alternativo.

André Trigueiro também defende a mudança, e disse que o denuncismo e a desesperança fazem com que as pessoas deixem de ler ou assistir jornal. Para Trigueiro o jornalista deve fiscalizar e as escolas de comunicação devem dar base para os estudantes sobre temas cruciais nas questões ambientais.

O tema mudança foi o foco da discussão e a internet foi apontada como o principal parceiro nesta nova forma de fazer jornalismo. Os critérios de avaliação e o tipo de informação foi a proposta passada por Inês Berloffa para as novas pautas ambientais, segundo ela o foco deve ser voltado aos valores coletivos e dentro da ética ambiental, encerrando a segunda edição do Fórum Paulista de Jornalismo Ambiental.

Envolverde

 



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