Servidores decretam greve contra divisão do Ibama

Os servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) decretaram nesta quinta-feira (10) greve nacional a partir de segunda-feira (14) por tempo indeterminado.

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Por Aline Bravim e Marcos Chagas

Os servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) decretaram nesta quinta-feira (10) greve nacional a partir de segunda-feira (14) por tempo indeterminado. A decisão foi tomada durante uma assembléia a tarde, entre funcionários de todos os estados brasileiros.

Os trabalhadores são contra a aprovação da Medida Provisória (MP) 366, que determina que a gestão das unidades de conservação e dos centros de pesquisa será competência do recém-criado Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Na assembléia foram ouvidos presidentes da Associação dos Servidores do Ibama (Asibama) de todo o Brasil. Servidores de alguns estados brasileiros, como Minas Gerais, preferiam que não houvesse greve, mas afirmaram que também vão fazer paralisação, para apoiar o Instituto do Meio Ambiente.

Durante as negociações do servidores, foram colocadas nas paredes faixas em tom de protesto, como “O Ibama está contra os ditadores da MP 366”, “Ajude o Ibama a cuidar do Brasil” e “Papa, salve o meio ambiente! O Lula está acabando com ele”.

A presidente da Associação dos Servidores do Ibama do Distrito Federal (Asibama-DF), Lindalva Cavalcanti, disse que amanhã (11) os 100 delegados que referendaram a greve retornarão aos 26 estados para homologar a decisão em novas reuniões. Além disso, informou, decidirão que áreas do órgão federal paralisar. Em Brasília, a reunião está prevista para as 11h30.

“A tendência no Distrito Federal é manter o funcionamento das áreas de segurança e de manutenção das unidades de conservação ambiental, como o Parque Nacional de Brasília”, disse Cavalcanti, em entrevista à Agência Brasil. “Como a seca já está chegando à região, o pessoal que faz o monitoramento de fogo nessas unidades, bem como o pessoal da segurança interna, deve continuar trabalhando.” Ela ressaltou, no entanto, que a assembléia é soberana para decidir.

“Nossa greve não é contra o meio ambiente, é a favor”, declarou. Ela informou que está na página é possível participar de abaixo-assinado pela revogação da MP 366.

Agência Brasil



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