Sem acordo no voto em lista, reforma é adiada para próxima semana

Ronaldo Caiado (DEM-GO), relator do projeto de lei 1210/07, desistiu de pôr a matéria em votação o projeto após 10 horas de debate, que mostraram a Câmara dividida sobre o tema. As 250 emendas...

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Ronaldo Caiado (DEM-GO), relator do projeto de lei 1210/07, desistiu de pôr a matéria em votação o projeto após 10 horas de debate, que mostraram a Câmara dividida sobre o tema. As 250 emendas apresentadas contribuíram para o adiamento.

Ronaldo Caiado (DEM-GO), relator do projeto de lei 1210/07, desistiu de pôr a matéria em votação o projeto após 10 horas de debate, que mostraram a Câmara dividida sobre o tema. o Ex-pefelista havia declarado que considera o voto em lista fundamental para que as outras medidas, especificamente o financiamento público de campanha, tivessem o efeito desejado. As 250 emendas apresentadas contribuíram para o adiamento.

Apenas seu partido, na oposição, e o PT, na situação, prometiam apoio à lista fechada, apesar de haver divisões internas, principalmente no partido do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, que definiu o adiamento. O deputado Cândido Vaccarezza, mesmo prometendo votar de acordo com a determinação da executiva nacional, chegou a apresentar emendas que retiravam o voto em lista e o financiamento público da reforma. Os dissidentes, junto com o PSDB, PSB, PDT e parte do PP se tornavam uma ameaça para a aprovação do item. Os tucanos levantaram a bandeira de uma reforma mais profunda para fechar a oposição ao voto em lista.

A intensidade com que se quer ir mais a fundo na reforma está ainda mais longe de consenso. Para alguns setores, quer dizer voto distrital misto, para outros, o fim da reeleição para o poder executivo, a revisão da distribuição de vagas para estados na Câmara ou até mecanismos de democracia participativa.

Com o grande volume de emendas apresentado, Caiado promete um projeto substitutivo que incorpore alguns dos itens e facilite a negociação. Nem os governistas do PT nem o oposicionista do DEM conseguiram consenso em torno das bandeiras que consideram fundamentais.



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