Acampamento em Cabrobó persiste, apesar do mandado de reintegração de posse

O número de indígenas acampados na área onde seriam feitas as obras de tomada de água do canal norte do projeto de transposição, em Cabrobó (PE). Acampados desde segunda-feira, 25 de junho, os manifestantes insistem...

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O número de indígenas acampados na área onde seriam feitas as obras de tomada de água do canal norte do projeto de transposição, em Cabrobó (PE).

Acampados desde segunda-feira, 25 de junho, os manifestantes insistem em impedir a realização das obras na área de tomada de água do eixo norte do projeto de transposição de águas do rio São Francisco. Parte deles voltou a suas regiões, informam os organizadores, já que se iniciou um revezamento entre movimentos. Novas caravanas chegaram ao local. Os ativistas participam de atividades culturais e de formação.

Na sexta-feira, 29, a área foi sobrevoada por helicóptero e aumentou a movimentação de policiais e soldados na área. A noite, em uma assembléia geral, as mais de 1500 pessoas decidiram pela permanência no local, mesmo com a expedição da liminar de reintegração de posse da área, pelo juiz da 20ª Vara Federal, Georgius Luís Argentini Principe Credidio.

Segundo informações da assessoria de comunicação do governo pernambucano, divulgada no site oficial, os governadores de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte (Eduardo Campos, Cássio Cunha Lima e Wilma Faria, respectivamente) se reúnem em Recife nesta segunda-feira, 2. Em caráter de urgência, o encontro servirá para tratar das manifestações.

A coordenação do acampamento acredita que a reunião poderá provocar uma reflexão sobre as mobilizações contrárias ao projeto e a forma impositiva como este tem sido colocado, inclusive com a utilização do exército. Espera-se que os representantes estaduais contribuam na manutenção do caráter pacífico da manifestação em Cabrobó (PE). Além disso, que estimule o debate público sobre os verdadeiros beneficiados pela obra.



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1 comment

  1. ivanir Responder

    Apoio a todos os que lutam pela vida do Rio São Francisco, não à transposição. Primeiramente há que salvar orio do assoreamento e da poluição. Que as lideranças políticas tenham mais conciência e sensibilidade da gravidade da questão. É preciso que se pense mais no coletivo e menos nos coronéis. Ivanir


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