Fábrica ocupada tem fornecimento de energia cortado

A Flaskô, em Sumaré (SP), está sem energia elétrica desde quarta-feira, 27, apesar de ordem judicial que estabelece a religação. Trabalhadores acusam o interventor de impedir negociações A terceira fábrica sob gerencia dos trabalhadores, a...

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A Flaskô, em Sumaré (SP), está sem energia elétrica desde quarta-feira, 27, apesar de ordem judicial que estabelece a religação. Trabalhadores acusam o interventor de impedir negociações

A terceira fábrica sob gerencia dos trabalhadores, a Flaskô, em Sumaré (SP), está sem energia elétrica desde quarta-feira, 27. O corte foi promovido pela Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). A coordenação do movimento aponta interventor nomeado pela Justiça como articulador do boicote. O fornecimento ainda não foi retomado apesar da ordem expedida por juiz federal.

A Flaskô faz parte do conglomerado Cipla, sob gerencia dos trabalhadores há quatro anos, e ameaçado de reintegração de posse. Segundo Pedro Santinho, coordenador do conselho de Fábrica, havia duas contas atrasadas, mas em reunião com os diretores da CPFL, no dia 28, o pressuposto para a retomada do fornecimento de energia era o ingresso do interventor Rainoldo Uessler na gerência e a desarticulação do conselho de fábrica.

A coordenação de fábricas ocupadas entrou com mandato de segurança na vara federal de Campinas (SP). Santinho afirma que na segunda-feira, 2, o juiz federal José Mário Barreto Pedrazzoli, expediu ordem de retomada do fornecimento de energia elétrica, assim como das negociações. É aguardado para o final da tarde desta terça-feira, 3, o restabelecimento da força.

Procurado pela Fórum, a CPFL enviou nota de esclarecimento a imprensa em que alega que a negociação das contas atrasadas somente pode ser realizadas com o interventor nomeado pela Justiça Federal de Santa Cantarina. Segundo a nota, o interventor “até o momento, não demonstrou interesse na retomada do fornecimento de energia elétrica para a unidade de Sumaré”.

Histórico

No dia 31 de maio, a Polícia Federal executou o pedido de intervenção judicial nas plantas do grupo Cipla, que inclui a unidade da Interfibra, ambas em Joinville, Santa Catarina. A mesma sentença determinava que a Flaskô, em Sumaré, sofresse o mesmo tipo de medida.

A ordem expedida pelo juiz Osiel Francisco de Sousa, da vara federal de execuções fiscais de Joinville, decreta a reintegração de posse das três fábricas ocupadas e a substituição da comissão de trabalhadores que administrava o conglomerado por um interventor nomeado. A ordem foi concedida a pedido a pedido do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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