Turismo no Nordeste – Para quê e para quem?

Seminário apresenta alternativas para o desenvolvimento de um turismo menos excludente e que respeite as comunidades nordestinas

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Seminário apresenta alternativas para o desenvolvimento de um turismo menos excludente e que respeite as comunidades nordestinas

Por Rogéria Araújo, Adital

Cada vez mais na região Nordeste se fortalecem as lutas por um turismo empreendedor mas que não seja de exclusão nem predador. O seminário “Desenvolvimento do Turismo do Nordeste: Para quê? Para quem?” debateu este assunto durante a segunda edição do Fórum Social Nordestino, que acontece até domingo, em Salvador.

A proposta vinda do Ceará, através do Instituto Terra Mar e do Fórum em Defesa da Zona Costeira, colocou alternativas de desenvolvimento da área como o incentivo do turismo comunitário, respeitando o modo de vida simples dos moradores, se baseando num modelo economicamente sustentável. “Não queremos uma economia globalizada em que se pense só no crescimento econômico e não respeite os moradores das comunidades”, afirmou Josael Lima, representante do Fórum.

Avaliou ainda que toda a região Nordeste vem passando por uma transformação social por conta de grandes empreendimentos turísticos, que expulsam os moradores nativos, fazendo com que eles, muitas vezes, se desloquem para longe de onde tiram seu sustento. “São afastados dos lugares onde costumam pescar, onde costumam plantar”, comentou.

O Fórum combate a idéia de que o empreendimento turístico predatório traz desenvolvimento para a região. Na maioria das vezes, trata-se de investimentos públicos que são colocados à disposição de interesses privados, relegando os habitantes a um último plano de exclusão.

Acrescenta que a partir daí, os movimentos vêm construindo uma foram de resistência e denunciando a perda da qualidade de vida dos moradores das regiões que são afetadas.

“Estamos nos articulando em rede, apresentando alternativas numa escala menor como turismo comunitário, de base local, dentro de um processo que sai de dentro da comunidade e ela é que é beneficiada. Dessa forma, o beneficiamento financeiro fica lá, ele não chega e sai”, disse.

Rogéria Araújo, jornalista da Adital enviada a Salvador

Adital



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