ACM: Sete vidas e uma biografia no forno

Entre idas e vindas, a biografia de ACM está a onze anos na lista de espera do jornalista e escritor Fernando Morais.

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Entre idas e vindas, a biografia de ACM está a onze anos na lista de espera do jornalista e escritor Fernando Morais.

Por Pedro Venceslau  

Entre idas e vindas, a biografia de ACM está a onze anos na lista de espera do jornalista e escritor Fernando Morais. O projeto de contar a história do senador existe desde 1996, mesmo ano de lançamento do livro Chatô. A idéia surgiu durante uma entrevista no programa Jô Soares, que perguntou quais seriam 000000000000000os nomes de personagens vivos que Morais gostaria de biografar. “Apolônio de Carvalho, Geisel e ACM”, respondeu, de pronto, o entrevistado. O convite repercutiu imediatamente. Através de um amigo em comum, o empresário Felipe Reichtul, o então senador recém eleito fez chegar em Morais um convite para um almoço em Brasília. A conversa fluiu bem. Desde então, o livro esteve perto de ir para gráfica diversas vezes, mas sempre que isso acontecia ACM protagonizava mais um capítulo: a morte do filho, Luís Carlos Magalhães, a renúncia, o caso dos grampos, o retorno ao senado como quadro do governo Lula, a derrota na Bahia. O livro ainda não existe, mas já tem título ‘As sete mortes de ACM‘. Com a morte do senador, é grande a expectativa no mercado editorial pelo lançamento da obra, que deve chegar as livrarias até o fim do ano. Outra biografia de Morais que está em compasso de espera é a do ex ministro José Dirceu. Esse livro, aliás, já virou novela. A história dos 30 meses do ex guerrilheiro no poder já foi anunciada diversas vezes. No último recuo, Morais disse que o livro havia sido roubado junto com um computador em sua casa no Guarujá.
Na última FLIP (Festa Literária Internacional de Parati), entretanto, o biógrafo mudou de versão. Em uma das mesas de debate disse textualmente que o livro foi finalizado e está com o ex-ministro. “Estive com ele por 15 vezes, gravamos uma dezenas de horas e depois ouvi e escrevi. Mas o livro é dele, não meu. Ele que conta a sua história. Eu servi como condutor e talvez como um tipo de gosht write”, revelou.



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