Manifestação contra a impunidade é marcada por repressão a moradores de rua

Ato público lembra os três anos dos ataques a moradores de rua em São Paulo que deixaram sete mortos e oito feridos.

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Ato público lembra os três anos dos ataques a moradores de rua em São Paulo que deixaram sete mortos e oito feridos.

Por Redação

Uma equipe de limpeza urbana da Prefeitura de São Paulo jogou água em cobertores de moradores de rua na manhã desta segunda-feira, 20, pouco antes de ato em memória das vítimas de ataques a moradores de rua no Centro de São Paulo. Em 20 de agosto de 2004, sete moradores foram mortos e oito ficaram feridos, vítimas de golpes violentos na cabeça.

Os jatos de água foram disparados durante limpeza da Praça da Sé e, segundo os atingidos, são prática comum no Centro da cidade.

Presente no protesto, o secretário-geral do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), Ariel de Castro Alves, fez duras críticas ao que viu e disse que pedirá explicações ao secretário das Subprefeituras, Andréa Matarazzo. “Flagramos o que aconteceu e fomos pedir explicações. Eles disseram que estavam cumprindo ordens, que todo dia tem que jogar mesmo que os moradores estejam lá”, afirmou Ariel.

A prática é confirmada pelo padre Júlio Lancelotti, da Pastoral de Rua, ouvido pelo portal G1. “Há uma ordem de que qualquer coisa que represente uma proteção mínima para o morador de rua seja retirada. Eles jogam água em tudo”.

O ato organizado pela Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de São Paulo, reclama da impunidade dos culpados. Em três anos, existe apenas um processo em andamento e nenhum julgamento foi realizado. O processo acusa dois policiais militares pela morte da moradora de rua conhecida como Maria Baixinha, ou Tia.



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