Ocupação na Vale do Rio Doce é duramente reprimida

Protesto que integra a jornada nacional de lutas reivindica mais verbas para a educação e a reestatização da Vale

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Protesto que integra a jornada nacional de lutas reivindica mais verbas para a educação e a reestatização da Vale

Por Redação 

Estudantes, ativistas de movimentos sociais e membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foram presos na quarta-feira, 22, depois de ocuparem o prédio da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), em Belo Horizonte (MG). A ocupação ocorreu depois de um ato público pela educação, que reuniu cerca de 500 pessoas. O ato faz parte da Jornada Nacional em Defesa da Educação Pública e a ocupação da Vale teve como objetivo entregar uma carta que denunciava o processo de privatização da Companhia, que completa dez anos em 2007.

A CVRD acusou o MST de manipular os estudantes e exigiu, por meio de seus representantes, a imediata remoção dos ativistas.

Segundo os manifestantes, o aparato utilizado pela Policia Militar de Minas Gerais, na desmobilização do ato era de cerca de 200 policiais. Eles fecharam o quarteirão e levaram os manifestantes para a delegacia em dois ônibus.

Ao todo, 136 manifestantes foram presos, sendo, pelo menos, sete menores de idade.
Cinco permanecem presos, entre eles um militante do MST, um do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB) e três estudantes. Eles são acusados de dano ao patrimônio e formação e quadrilha e aguardam julgamento do habbeas corpus para responderem ao processo em liberdade.

Plebiscito
A Campanha “A Vale é Nossa”, realiza entre os dias 1º e 7 de setembro, o Plebiscito Popular que irá consultar a população sobre o destino da Vale do Rio Doce.

A Vale do Rio Doce foi vendida por R$ 3,2 bilhões, mas seu valor estimado era de R$ 92 bilhões, segundo cálculos dos movimentos que promovem o plabiscito.



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