Jornada de Lutas pela Educação terá continuidade

Para presidente do Andes, movimentos devem trabalhar na construção de propostas unitárias; mobilização teve como novidade participação de outras organizações da classe trabalhadora nas manifestações

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Para presidente do Andes, movimentos devem trabalhar na construção de propostas unitárias; mobilização teve como novidade participação de outras organizações da classe trabalhadora nas manifestações

Por Renato Godoy de Toledo  

Movimentos e organizações que participaram da Jornada de Lutas pela Educação Pública avaliam que a experiência representou um marco na mobilização acerca do tema. Durante cinco dias, entre 20 e 24 de agosto, estudantes, professores e trabalhadores foram às ruas exigir mais investimento para a educação e a garantia do acesso na universidade pública. “Foi uma jornada muito positiva. A unidade dos movimentos sociais mostrou que a juventude e os estudantes têm muita disposição de lutar por uma universidade que abra os seus muros para os excluídos. As ocupações (de reitoria) deram visibilidade para a causa daqueles que lutam por um Brasil melhor, sem desigualdades”, avalia Lúcia Stumpf, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE).

O movimento sindical de docentes também esteve presente nos atos. Para o presidente do Sinidicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior (Andes), Paulo Rizzo, a participação dos professores foi importante para a criação de fóruns da sociedade civil para pensar a questão da educação. “A participação dos docentes foi muito rica. Não tenho dúvida que essa unidade deve continuar, para que possamos construir propostas unitárias”, afirma Paulo Rizzo.

O presidente do Andes lembra que na década de 1990, um movimento unitário criou o Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública, que ajudou na formulação do Plano Nacional de Educação (PNE). A derrubada dos vetos do PNE foi uma das pautas da jornada. Um dos itens da jornada era que o investimento em educação passasse, gradualmente, de 3,5% para 7%.“O Brasil é um dos países que menos investe em educação, como o próprio especial do Brasil de Fato mostrou”, pontua Rizzo (o jornal foi distribuído pelos movimentos sociais durante a Jornada).

Na avaliação de João Paulo Rodrigues, integrante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a jornada foi um marco e mostrou um bom grau de mobilização das organizações. “(A jornada) mudou a natureza da mobilização porque não foi só feita por estudantes. Houve participação de outros movimentos. O segundo aspecto novo é a ocupação simultânea de diversas universidades pelo país. E por fim, conseguimos fazer em uma semana só vários tipos de atividades”, declarou. 

Brasil de Fato



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