Fotos do protesto de profissionais da educação por piso salarial

A manifestação foi em forma de aula simbólica sobre o piso da categoria em frente ao Congresso. Sindicalistas temem novo projeto para o piso apresentado na Câmara

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A manifestação foi em forma de aula simbólica sobre o piso da categoria em frente ao Congresso. Sindicalistas temem novo projeto para o piso apresentado na Câmara

Por Brunna Rosa

Representantes dos trabalhadores em educação de todo o país participam de um protesto criativo em frente ao Congresso Nacional na quarta-feira, 29. O alvo da manifestação é a defesa do Projeto de Lei 619/2007, que assegura o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) para a categoria. O projeto, que deveria ser concluído até esta quinta, 30, recebeu novas mudanças.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em educação (CNTE) montou uma sala de aula no gramado em frente ao Congresso Nacional e ministrou uma aula para uma turma de caricaturas dos parlamentares integrantes da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

O deputado relator da matéria na Câmara dos Deputados, Severiano Alves (PDT-BA), leu o novo relatório aos integrantes da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, no mesmo dia. Enquanto o antigo relatório do mesmo parlamentar atendia em parte à proposta da CNTE de salário de R$ 900 para professores de nível médio e R$ 1.100 aos habilitados em nível superior e carga horária semanal de 25 horas, agora a proposta mudou.

Alves estabelece o piso em R$ 950 retirando o valor para os docentes do nível superior. Além disso, criou uma regra de transição para 2008 e 2009, quando seriam incorporadas gratificações e vantagens ao salário com jornada de trabalho de 40 horas. Somente em 2010 essas gratificações incorporadas seriam consideradas vencimento inicial e a jornada de trabalho seria reduzida para 30 horas.

Segundo Heleno Araújo, secretário de Assuntos Educacionais da CNTE, as mudanças não só preocupam como provocam uma certa confusão porque criam duas jornadas de trabalho. Segundo ele, é preciso haver um consenso para que a proposta se aproxime do que foi apresentado pelos sindicalistas.

Um amplo debate em torno do novo relatório está previsto. De acordo com Heleno Araújo, a CNTE mantém a proposta para criação de pisos diferenciados aos profissionais de educação em geral, com jornada de 30 horas semanais, sendo R$ 1.050 para os profissionais com nível médio e R$ 1.575 para quem tem curso superior.

Mobilização nos estados O protesto promovido em Brasília também foi realizado em vários estados. Em Minas Gerais, carteiras, cadernos, apostilas, lápis e borracha mudaram o cenário do pátio da Assembléia Legislativa do estado, quando os professores da rede estadual realizaram uma aula pública.

No Maranhão, a sala de aula foi transferida para a Praça do Reviver. Em Mato Grosso, foi improvisada uma sala de aula na Praça Ipiranga. Os trabalhadores em educação além de reivindicar a implantação do Piso Salarial Profissional Nacional, defendida CNTE, esclareceram à sociedade civil sobre a importância da aprovação do projeto no Congresso.

Em Pernambuco, a aula aconteceu na esquina da Rua Nova com a Avenida Dantas Barreto. Os profissionais em educação apresentaram um esquete teatral retratando problemas, como falta de professores e reformas inacabáveis, além de serem apresentadas à população a história e a aplicabilidade do Piso na realidade da educação. Outros atos públicos aconteceram em Petrolina, Arcoverde, Buíque e Garanhuns.

Em Alagoas, centenas de trabalhadores em educação realizaram uma grande passeata em direção ao Palácio República dos Palmares. Os educadores percorreram as principais ruas do Centro de Maceió e realizaram panfletagem na Rua do Comércio, para informar a população sobre a importância da defesa do piso salarial nacional dos educadores.

Em São Paulo, a manifestação aconteceu em frente à Secretaria Municipal de Gestão, no centro da capital. Eles também reivindicam a incorporação das gratificações que já são concedidas aos padrões de vencimentos dos servidores, aumento real e reposição das perdas. No Ceará, professores, alunos e trabalhadores em educação das escolas públicas se uniram em um grande ato público na Praça Siqueira Campos.

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