Lula: “nenhum petista tem que ter vergonha de defender um companheiro”

Em discurso no Congresso do PT, o presidente defendeu acusados de corrupção do partido, mas não garantiu exclusividade de apoio a candidato petista à sucessão

303 0

Em discurso no Congresso do PT, o presidente defendeu acusados de corrupção do partido, mas não garantiu exclusividade de apoio a candidato petista à sucessão

Por Anselmo Massad

A manhã do 3º Congresso do PT foi tomada por uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por 1h30, Lula falou das principais medidas do governo na economia, educação e programas sociais, e terminou se dizendo de “alma lavada” após a fala.

“Não falo das decisões da Suprema Corte”, começou o presidente. “Mas queria que os petistas soubessem que nenhum dos acusados foi inocentado. Mas nenhum foi [julgado] culpado”, arrematou.

Ele pediu ânimo contra as adversidades e disse que o partido não tem o direito de se sentir derrotado. “E o mais importante: nenhum petista tem que ter vergonha de defender um companheiro”

“Ninguém tem mais autoridade moral, ética e política do que o nosso partido”. “Admitimos que tem gente igual a nós, mas não melhor”, contemporizou.

Sobre a sucessão, Lula declarou que não pretende que dois mandatos progressistas que vem fazendo “não podem ser um intervalo entre governos conservadores”, e prometeu trabalhar para que a linha de sua gestão tenha continuidade e aprofundamento. Ele não garantiu exclusividade nem preferência ao PT. “Tanto o PT como os seus aliados têm nomes, mas sobretudo ideias e legitimidade, para apresentar o seu próprio candidato”

“Nunca as empresas ganharam tanto. Vez por outra, aparece alguém para reclamar que os bancos estão lucrando muito. Eu respondo que prefiro quando eles ganham, porque quando perdem, o governo faz um Proer [Programa de XXX] para salvar banqueiro com dinheiro público”, declarou para poucos aplausos.

Em seguida recuperou o ânimo do plenário ao contestar a acusação de que seu governo promove cizânia entre os pobres e a classe média. “A classe média está representada nesta mesa, e aí entre vocês [delegados]. Nós recebemos mais do governo do que os que recebem o Bolsa Família, porque temos o abatimento de parte dos gastos com escola e plano de saúde no Imposto de Renda”.



No artigo

x