Teses do antigo Campo Majoritário são escolhidas como guia

No primeiro dia do Congresso do PT, textos da "Construindo um novo Brasil" foram eleitos nos três eixos

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No primeiro dia do Congresso do PT, textos da “Construindo um novo Brasil” foram eleitos nos três eixos

Por Anselmo Massad

Em discussão, o socialismo petista, o Brasil que o partido busca e o funcionamento interno. Foram 11 teses apresentadas, aglutinações entre tendências para tentar vencer o grupo que detém a maioria, mas quer fugir do antigo nome Campo Majoritário.

Como a definição é feita por meio dos crachás erguidos de delegados, não é possível precisar quantos delegados estavam presentes nem o número de votantes em cada texto-guia. No entanto, o cálculo preliminar era de que a tese “Construindo um novo Brasil” tinha 13 delegados a mais do que o conjunto das demais.

“Eles perceberam que, se não se unirem, não vão levar nada” resume um articulador paulistano da tese. O que as minorias querem “levar” são mudanças mais acentuadas do que as incluídas no texto do antigo Campo Majoritário, que defende crescimento econômico para o país, democracia participativa e mais transparência interna. A crítica dos grupos que fazem oposição é falta de precisão nos mecanismos para isso.

Valter Pomar, da Articulação de Esquerda, autora da tese “A esperança é Vermelha”, ao defender o texto para “o Brasil que queremos” ressaltou a necessidade de lutar contra os conservadores dentro do governo federal. “Defender o governo dos ataques da direita, nós já defendemos. O que precisamos é defender o governo das pessoas de direita, que perderam as eleições, mas tratam de recolocar a agenda derrotada nas urnas em pauta”, disparou.

Emendas
Durante toda a tarde, as diferentes tendências percorreram o plenário com textos de emendas aos textos-guia aprovados para colher assinaturas. Eram necessárias 93 assinaturas de delegados para que a emenda seja submetida a apreciação.

Entre os pontos mais polêmicos, está a duração dos mandatos dos dirigentes partidários. Os defensores da tese “Construindo um novo Brasil” defendem quatro anos, em sintonia com o calendário eleitoral. Outras tendências defendem o padrão vigente até 2001 quando, sob a presidência de José Dirceu, os mandatos passaram para os atuais três anos.

Os atuais dirigentes terão seus mandatos encurtados em nove meses, para evitar que a disputa interna coincida com as eleições municipais de 2008. O Processo de Eleições Diretas (PED) deve ocorrer em dezembro deste ano.



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