Caravana em Defesa do São Francisco encerra giro de 13 dias

Movimentos se encontraram com governadores, mas ainda querem falar com o presidente Lula para barrar obras.

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Movimentos se encontraram com governadores, mas ainda querem falar com o presidente Lula para barrar obras.

Por Redação

Após percorrer dez capitais do país, a Caravana em Defesa do São Francisco e do Semi-Árido – Contra a Transposição terminou no sábado, 1º, seu roteiro em Maceió (AL). O grupo, formado por professores universitários, líderes de povos indígenas, movimentos da Igreja Católica, representantes de comunidades do semi-árido e de pescadores do Rio São Francisco, será recebido pelo governador Teotônio Vilela Filho.

Foram 13 dias promovendo discussões sobre o projeto do governo federal de transpor as águas do Velho Chico. Os militantes defendem que se leve água ao semi-árido por meio de adutoras e não pela obra da transposição. Para o grupo, a natureza da obra não resolverá os problemas da seca e ainda trará impactos ambientais, econômicos, políticos e sociais negativos.

“Queremos um encontro com o presidente Lula. Conversamos com o governador da Bahia, Jaques Wagner, na quinta-feira (30), e ele ficou de tentar agendar um encontro no Palácio do Planalto. Nosso pedido é que Lula nos escute para encontrarmos um caminho para tirar o país desse impasse, que é a transposição do São Francisco. Podemos construir em conjunto, governo e sociedade civil, um novo encaminhamento para o projeto”, ressaltou Apolo Heringer Lisboa, coordenador da caravana.

A caravana passou por Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Sergipe, Bahia, Pernambuco e Distrito Federal.



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