Mais de mil cidades terão Grito dos Excluídos

Realizado desde 2005, mobilização no Dia da Independência discute neoliberalismo e pede anulação do leilão de privatização da Vale

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Realizado desde 2005, mobilização no Dia da Independência discute neoliberalismo e pede anulação do leilão de privatização da Vale

Por Redação

Nesta sexta-feira, 7, pela décima terceira vez, acontece uma mobilização de movimentos sociais paralela às comemorações do Dia da Independência. O Grito dos Excluídos chega em 2007 com atividades em mais de mil municípios em todo país. Iniciada por pastorais sociais da Igreja Católica em 1995, o movimento dá visibilidade às reivindicações de grupos sociais menos ouvidos no país. A maior concentração deve ocorrer na cidade de Aparecida (SP), onde, no ano passado, compareceram 100 mil pessoas.

“O sete de setembro tem a ver com o dia da pátria”, avisa o secretário continental do Grito dos Excluídos, Luis Basségiopelo, à Radioagência NP. “E nós começamos o Grito justamente porque entendemos que o Brasil não é um país independente”, avalia. Ele sustentou que a linha da política pública continua sendo pautada, em grande parte, pelos ideais neoliberais. “Também achamos que um país que tem milhões de desempregados, de analfabetos, não pode ser independente”, arremata.

O Grito coincide com o fim da coleta de votos no Plebiscito pela nulidade do leilão da Companhia Vale do Rio Doce. O lema é “Isso não Vale! Queremos participação no destino da nação”. Para Basségio, questionar a venda de um dos maiores patrimônios construídos com dinheiro público brasileiro é alertar a sociedade sobre a nossa eterna submissão a outros países e ao capital financeiro internacional. Ao trazer o debate, o movimento pretende chamar a atenção para a necessidade de aprofundamento da democracia.

(Com informações da Radioagência NP)



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