Vale não se pronuncia sobre plebiscito

Procurada, empresa não fala a respeito, mas divulga resultados pós-privatização

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Procurada, empresa não fala a respeito, mas divulga resultados pós-privatização

Por Redação

A Companhia Vale do Rio Doce não se manifesta a respeito do Plebiscito organizado por movimentos sociais pela nulidade do leilão de privatização, em 1997. A assessoria de imprensa da empresa considera que não cabe à direção atual se pronunciar a respeito do processo de privatização. A sugestão foi conferir os resultados da Vale após a desestatização, disponíveis na página da empresa na internet.

Segundo a empresa, a Vale possui mais de cinco vezes mais funcionários hoje do que há dez anos. Eram 11 mil empregados em 1997, diante de 56 mil atuais. Considerando a cadeia de produção (postos indiretos) a mineiradora estima em 620 mil os trabalhadores envolvidos atualmente.

A Vale também é a segunda mineradora com maior valor de mercado do mundo, tendo subido da sexta posição em 2001 com valor de mercado de US$ 9,2 bilhões, para os US$ 103 bilhões estimados em junho de 2006. O lucro líquido da CVRD no ano passado foi de US$ 6,5 bilhões.

Segundo o ranking da revista Fortune, a Vale é a quinta maior empresa brasileira e a 359ª do mundo. No país, ela fica atrás da Petrobras, dos bancos Bradesco, Itaú e Banco do Brasil. Duas das quatro maiores são estatais.

Os fundos de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobras e outras empresas estatais são acionistas da Vale. A Valepar, controladora da Companhia com 52,3% das ações ordinárias, tem 58% de suas ações nas mãos da Previ, segundo a campanha “A Vale é Nossa“.



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1 comment

  1. Eloá dos Sant

    O escapismo de não falar a respeito do processo de privatização é significativo da falta de argumentos contra a nulidade da venda do controle acionário da Vale no dia 06/05/1997, mentirosamente registrado na página da empresa na internet como tendo sido no dia 07/05/1997. E são enganadores os resultados da Vale após a desestatização, se não forem considerados os números relativos antes de começar a “preparação“ para privatizar uma empresa que já estava submetida aos arts. 235 a 242 da Lei 6.404/1976. A Vale teve muito mais do que 56 mil empregados diretos e indiretos, se forem contados os MOC (mão-de-obra contratada) do período anterior aos planos de incentivo ao desligamento (PDVs). Os atuais controladores da Vale devem é se preparar para a eventualidade de decreto judicial de NULIDADE do leilão do dia 06/05/1997, hipótese em que o Poder Judiciário poderá considerar inválidos os atos POSTERIORES QUE DELE DEPENDAM OU SEJAM CONSEQUENCIA, inclusive para efeito de cumprimento do art. 6o., par. 7o., do Decreto-Lei 4.352, de 1o./06/1942. O povo do Brasil não espera por issso porque não sabe. Se soubesse, é improvável que o Poder Judiciário demorasse os 10 anos já decorridos sem julgar o mérito de dezenas de ações populares e civis públicas pendentes. a) Eloá dos Santos Cruz , E nundconEram 11 mil empregados em 1997, diante de 56 mil atuais. Considerando a cadeia de produção (postos indiretos) a mineiradora estima em 620 mil os trabalhadores envolvidos atualmente.

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