Diversidade e direito a educação são tema de conferência

Para Camila Croso, conferência do Eixo 3 do FME do Alto Tietê conseguiu apontar caminhos para o trabalho dos movimentos no dia-a-dia

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Para Camila Croso, conferência do Eixo 3 do FME do Alto Tietê conseguiu apontar caminhos para o trabalho dos movimentos no dia-a-dia

Por Redação

A conferência sobre o Eixo 3 do Fórum Mundial de Educação do Alto Tietê sobre “Práticas em Educação: os Cenários da Diversidade” conseguiu apontar caminhos na luta pelo direito à educação. A avaliação é de Camila Croso, coordenadora da mesa. Em entrevista à Fórum, a coordenadora executiva da Campanha Latino Americana pelo Direito a Educação (www.campanaderechoeducacion.org) disse ter saído inspirada para o trabalho.

Os expositores da mesa da manhã desta quinta-feira, 13, foram Denise Carreira, da Plataforma Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais – Brasil (DHESCA), Pierre Founkoua, camaronense representante da Unesco e Beatriz Gonzalez Soto, colombiana da ONG Viva la Ciudadania.

O FME segue durante a tarde com atividades autogestionadas. À noite painéis temáticos e atividades culturais fecham o dia. O evento vai até domingo, 16.

Confira a entrevista com Camila Croso.

Fórum – Após o encerramento da conferência, qual sua avaliação das falas
Camila Croso –
Gostei muito do resultado. Apesar de esse formato de conferência não permitir o debate, o que é uma pena, as falas foram complementares e conseguiram apresentar caminhos, mesmo sendo formulações teóricas a partir da prática deles. A Denise [Carreira] conseguiu apresentar questões bastante práticas, de como lutar pelo direito a educação, exigindo a partir das leis, que os movimentos nem sempre conhecem a fundo. É salutar, em um evento como este, que se apresentem caminhos novos aproveitando o ambiente de debate. A Beatriz [Gonzalez Soto] discutiu a problemática da concepção mais geral. O Pierre Founkoua foi inspirador ao lembrar que a construção de outro mundo possível precisa ser pensada e construída em cima de princípios. Ele fez esse mergulho que, no dia-a-dia, nem sempre conseguimos fazer, de reflexão sobre ética e valores. Os princípios que pavimentam o caminho, apontando a crença permanente no ser humano, de colocar o cidadão como sujeito da transformação. Saio inspirada da conferência. Foram falas propositivas, felizmente esta conferência teve esse diferencial, essa característica, espero que as outras mesas aproveitem esse espaço que o Fórum permite a quem fala, a quem provoca, de apontar caminhos.

Fórum – Qual sua análise desse FME realizado em Mogi das Cruzes, fora da capital do estado, diferentemente do que ocorreu até hoje?
Croso –
Estou elogiando bastante, porque acredito que isso faz parte do princípio da equidade, de movimentar os eixos de discussão. Com esse deslocamento, o Fórum pode semear a ação coletiva, permitido que o movimento possa envolver outras pessoas. O Fórum, com essa prática evita a reprodução da relação centro-periferia que a gente tanto critica. Essa mudança geográfica, de tirar das capitais é um acerto político e uma construção prática.



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