Editor da Agência Brasil ataca a Globo e defende experiência da ABr

Rodrigo Savazoni, editor da agência de internet da Radiobras acusa o conglomerado de promover a exclusão em suas páginas ao exigir o uso de software proprietário para assistir vídeos nas páginas

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Rodrigo Savazoni, editor da agência de internet da Radiobras acusa o conglomerado de promover a exclusão em suas páginas ao exigir o uso de software proprietário para assistir vídeos nas páginas

Por Redação

O editor da Agência Brasil, portal noticioso de internet da Radiobras, Rodrigo Savazoni, critica, em artigo publicado em seu blogue e na página do Observatório de Imprensa, o procedimento das páginas da Globo. Segundo ele, os vídeos do conglomerado só são exibidos por quem usa softwares proprietários, no caso, o sistema operacional Windows e o navegador Internet Explorer.

Ele promove uma analogia ao meio da TV, em que o espectador tenta sintonizar um programa mas recebe, em sua tela, a mensagem “Sua televisão não possui os requisitos recomendados para exibir este programa” por conta de algum acordo entre o canal e o fabricante de TV. É essa a mensagem exibida nas páginas da Globo ao navegar em um computador que roda alguma distribuição do sistema GNU/Linux ou mesmo o navegador Mozilla Firefox para Windows.

A oposição ao software livre pelos grandes conglomerados é vista por Savazoni como uma ação de interesse na propriedade dos meios de comunicação. “Utilizar software livre (…) é indiretamente participar desse movimento em essência humanista e anticapitalista. Isso, de forma alguma é aceitável. Afinal, como um latifundiário pode ser favorável à reforma agrária?”, ironiza.

Wikipedia e a esperança
O jornalista cita o fato de que o medidor de audiência Ibope Ratings coloca a página de enciclopédia participativa Wikipedia como líder de audiência no país no quesito notícias e informação, à frente das páginas da Globo, e da Folha On Line.

A partir disso ele descreve a experiência da Agência Brasil ao adotar o padrão Creative Commons, também utilizado pela página da revista Fórum. Todos os programas utilizados na produção de conteúdo também são livres – até a tipologia escolhida leva isso em conta. A idéia é seguida na linha editorial, defende Savazoni.

Leia a íntegra no blogue do jornalista ou na página do Observatório de Imprensa.



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