Educação para sustentabilidade do planeta

Primeira conferência do Fórum Mundial de Educação propõe modelo ecopolítico-pedagógico para o "outro mundo possível"

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Primeira conferência do Fórum Mundial de Educação propõe modelo ecopolítico-pedagógico para o “outro mundo possível”

Por Brunna Rosa

A primeira conferência do Fórum Mundial de Educação (FME), lotou o Ginásio Municipal da cidade de Mogi das Cruzes, grande São Paulo, nesta quinta-feira, 13, pela manhã. Em debate, a educação como principal forma de construir um “outro mundo possível”.

Com o tema “Educar para a sustentabilidade do planeta”, pertencente ao Eixo 1 do FME, a conferência teve a presença de especialistas em educação, como Moacir Gadotti e Carlos Rodrigues Brandão e representantes do governo Federal e de movimentos sociais.

Em todas as palestras, o tema principal abordado foram as críticas ao neoliberalismo, à educação mercadológica e à necessidade de uma educação que “vise a formar pessoas para se transformarem e transformarem o mundo”, como apontou o professor da Universidade de Campinas (Unicamp) Carlos Rodrigues Brandão.

Para ele, a educação para a sustentabilidade do planeta está “escapando de nós [sociedade civil] e ficando nas mãos das Fundações”. Um projeto de sustentabilidade ou de biodiversidade tem de “passar primeiro por uma mudança interna e, para isso, precisamos de uma Rede Solidária de Educação”. Brandão, alertou para o que ele chama de deslocamento de vida. “As experiências entre os cidadão foi substituída pela mercado. A nova catedral é o shopping, as decisões não passam mais pela ONU [Organização das Nações Unidas] e sim pela OMC [Organização Mundial do Comércio] e a bolsa de valores é um grande termômetro do sistema”.

Reinvenção de Paulo FreireIndagado se o Fórum de educação era ou não freiriano, Moacir Gadotti, diretor do Instituto Paulo Freire responde que “estamos reinventando Paulo Freire”. Gadotti também afirmou que a iniciativa do Fórum certamente influenciará positivamente na educação dos 11 municípios envolvidos na organização do evento. “A educação destes municípios já é de alto nível e o Fórum contribuirá para a continuidade e melhora desta educação. A maior prova disso é que no primeiro dia estamos com 20 mil participantes”, comemora.

Ao final da conferência, Rosely Imbernon, docente da Universidade de São Paulo, sugeriu um modelo ecopolítico-pedagógico como saída para o caos ambiental do planeta e para evitar o aprofundamento das desigualdades sociais no mundo. Um modelo, que segundo ela, privilegie o ser humano e suas relações sociais.

O Fórum Mundial da Educação Alto Tietê ocorre de 13 a 16 na cidade de Mogi das Cruzes. Os eventos serão realizados de forma simultânea em diversos pontos da cidade, como nas universidades, em várias escolas e no Ginásio Municipal.



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