Todos pela Educação completa um ano e lança campanha

Em São Paulo, a ONG anuncia cinco metas educacionais para 2022, ano do bicentenário da Independência do Brasil

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Em São Paulo, a ONG anuncia cinco metas educacionais para 2022, ano do bicentenário da Independência do Brasil

Por Felipe Linhares

Para marcar o primeiro ano de atuação, a organização não-governamental Todos pela Educação lança nesta terça-feira, 18, em São Paulo, uma campanha sobre cinco metas educacionais a serem cumpridas até 2022, ano do bicentenário da Independência do Brasil. A campanha será divulgada em jornais e emissoras de rádio e televisão. O ministro da Educação, Fernando Haddad, foi convidado para o lançamento da campanha, no Sesc Vila Mariana, a partir das 19 horas.

O objetivo da ONG é garantir educação com qualidade para todos os brasileiros. Para isso, o movimento traçou as seguintes metas: toda criança de quatro a dezessete anos na escola; toda criança de até oito anos alfabetizada; todo aluno com aprendizado adequado à série dele; todo aluno com o ensino médio concluído até os 19 anos e investimento garantido, ampliado e bem gerido.

A ONG decidiu primeiro articular parceiros e contatos para então divulgar e mobilizar a sociedade. Segundo a coordenadora da entidade, Priscila Cruz, entre representantes da sociedade civil, da iniciativa privada e dos governos federal, estaduais e municipais já são cerca de 600 parceiros.

“O reflexo dessas parcerias é o PDE [Plano de Desenvolvimento para Educação] lançado pelo MEC. O plano reflete as metas [da organização], [a idéia de] resultado [focado] no aluno e a integração de vários setores para o desenvolvimento dos objetivos”.

De acordo com a coordenadora , o Brasil só vai poder comemorar a independência quando as metas de educação se tornarem prioridade. Ela alerta que os 15 anos que faltam para 2022 iludem e podem atrapalhar a realização das metas.

“Só temos 5% dos alunos até a quarta série plenamente alfabetizados. Nas pesquisas mundiais sobre educação, o Brasil sempre está no último ou no penúltimo lugar. Em 185 anos de independência só fizemos metade das lições de casa. Falta metade para ser feito e 15 anos passa a ser pouco [tempo]”.

Agência Brasil



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