Manifestações rivais marcam mais um dia de conflito no Irã

Dezenas de milhares de seguidores do atual presidente Mahmud Ahmadinejad reuniram-se na praça Vali Asr; defensores de Mir Hussein Mousavi reuniram-se 7 quilómetros a norte

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Dezenas de milhares de seguidores do atual presidente Mahmud Ahmadinejad reuniram-se na praça Vali Asr; defensores de Mir Hussein Mousavi reuniram-se 7 quilómetros a norte

Por Redação

A disputa política desencadeada no Irã em torno das eleições presidenciais de domingo, contestadas pela oposição que as considera fraudulentas, deu mais um passo esta terça-feira com manifestações rivais tomando as ruas de Teerã. Dezenas de milhares de seguidores do atual presidente Mahmud Ahmadinejad reuniram-se na praça Vali Asr; defensores de Mir Hussein Mousavi reuniram-se 7 quilómetros a norte. Segundo a rede de TV Al Jazira, a primeira manifestação foi mais organizada, com palco e oradores, enquanto a segunda manteve-se em silêncio.

Esta manifestação anti-governamental realizou-se apesar de o próprio Moussavi a ter cancelado, argumentando que queria evitar confrontos e que a única forma de garantir a vida das pessoas era cancelar a manifestação. No final da manifestação de segunda-feira, sete pessoas foram mortas a tiro. Mas a nova mobilização realizou-se ainda assim, apesar de num lugar diferente. Por determinação do governo, porém, nenhuma televisão a pôde filmar, enquanto a manifestação governamental teve cobertura ao vivo da TV estatal.

Ao sul, os seguidores de Ahmadinejad exigiram a repressão sobre os rivais; a norte, a oposição perguntava “onde está o meu voto?”

A televisão estatal disse que “os principais agentes” da agitação foram presos, e tinham na sua posse explosivos e armas, segundo a agência Reuters.

Entretanto, Mir Hussein Mousavi e outros membros da oposição, rejeitaram a recontagem dos votos, anunciada pelo Conselho dos Guardiões – o principal órgão legislativo do Irão. Mousavi insistiu na necessidade de realizar novas eleições, porque acredita que muitos votos depositados em urna desapareceram.

O governo iraniano impôs novas restrições à atuação da imprensa, dificultando o acesso aos locais onde são realizados os protestos. Os jornalistas precisam de permissões especiais do governo para qualquer evento que forem cobrir. Passes de imprensa foram invalidados e os repórteres estão proibidos de cobrir manifestações não autorizadas pelo governo, segundo a BBC.

Por Esquerda.net.



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