Com a crise econômica, cobertura da proteção social deve ser aumentada, diz OIT

De acordo com diretora adjunta da OIT para as Américas, somente 39% dos trabalhadores estão cobertos por algum tipo de proteção social na América Latina

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De acordo com diretora adjunta da OIT para as Américas, somente 39% dos trabalhadores estão cobertos por algum tipo de proteção social na América Latina

Por Redação

BRASÍLIA – A crise econômica mundial, que está completando um ano, reforçou a importância de os países, principalmente da América Latina, ampliarem a cobertura da seguridade social, afirmou a Diretora do Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Laís Abramo, na abertura da oficina de trabalho que discute a ampliação da cobertura da proteção social no Continente. O evento é promovido pela OIT, pelo Ministério da Previdência Social, pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores, e conta com o apoio do Programa EUROSocial, da União Européia.

A Diretora Adjunta da OIT para as Américas, Carmem Moreno, que presidiu a mesa de abertura dos debates, afirmou que a ampliação da proteção social é um dos pilares da Agenda de Trabalho Decente da Organização. Ela lembrou que os países reunidos na Reunião Regional Latino-Americana, realizada em 2006, em Brasília, comprometeram-se, ao referendarem a Agenda Hemisférica de Trabalho Decente, em aumentar em até 20 por cento a cobertura da proteção social.
Carmem Moreno disse que na América Latina somente 39% dos trabalhadores estão cobertos por algum tipo de proteção social e isso em um momento em que, devido à crise econômica, o desemprego na região deve atingir 9,1%, índice superior aos 7,5% atingidos em 2008.

A Diretora Laís Abramo afirmou que o Brasil tem mostrado um firme compromisso de atingir a meta acertada durante a Reunião Regional Latino-Americana. Ela ressaltou que este compromisso foi explicitado em um memorando de entendimento assinado entre o Ministério da Previdência Social e a OIT em março de 2008. “A meta da Agenda Hemisférica está no Plano de Trabalho Decente do Brasil, que é tripartite, é um avanço e mostra o compromisso do governo brasileiro”, disse.

Com a eclosão da crise, a OIT chamou a atenção para três aspectos. O primeiro deles é que a crise no emprego já era visível antes da crise financeira e produziu 200 milhões de desempregados, dos quais metade era pobre (isto é, vivendo com menos de 2 dólares por dia) e 20 por cento extremamente pobres (vivendo com menos 1 dólar por dia), o que mostrava um processo de globalização não equitativo.

A OIT também insistiu na proteção da economia real e dos empregos, além de ressaltar a importância do papel do Estado e das políticas públicas e de regulamentação dos mercados, como meio de superar os efeitos da crise.

Com informações da OIT.



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