À beira do fascismo

Deputado Brizola Neto (PDT-RJ) entrega à liderança do PT as provas de que o PSDB está diretamente por trás da baixaria eleitoral na internet e do discurso unificado da oposição de que o governo e sua candidata mentem

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Deputado Brizola Neto (PDT-RJ) entrega à liderança do PT as provas de que o PSDB está diretamente por trás da baixaria eleitoral na internet e do discurso unificado da oposição de que o governo e sua candidata mentem

Por Vinicius Souza

Há tempos imagina-se que haveria uma coordenação ligada às oposições por trás da estratégia unificada de assassinatos de reputação, calúnias e difamações na internet, além da tentativa em todas as mídias de colar na pré-candidata ao Planalto pelo PT, a ex-ministra Dilma Rousseff, a pecha de mentirosa. Nos blogs de vários jornalistas, especulava-se sobre a possibilidade do tesoureiro nacional do PSDB e homem forte do pré-candidato José Serra, Eduardo Graeff, ter alguma participação importante nesse esquema, já que seu nome aparecia como seguidor em vários dos mais radicais tuiteiros da baixaria. Além de membro do partido, ele é conselheiro do Instituto Social Democrata, entidade fundada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e que acolhe grande parte da cúpula do tucanato.

Hoje (28), entretanto, o deputado federal pelo PDT do Rio, Brizola Neto, divulgou em seu blog (www.tijolaco.com.br), levou à tribuna da Câmara dos Deputados em Brasília e entregou ao líder do PT na Casa, deputado José Genoíno, as provas de registro dos domínios www.petralhas.com.br , feito pessoalmente por Graeff em nome do IDS, e do www.gentequemente.org.br , de propriedade do PSDB. O primeiro endereço, apesar de inativo, remete ao título de um livro do virulento opositor do governo Lula e blogueiro oficial da revista Veja, Reinaldo Azevedo. Já o segundo, está alinhado ao discurso iniciado pelo senador José Agripino Maia (DEM RN), quando acusou Dilma de ter mentido sob tortura, e seguido insistentemente por veículos como Folha de S. Paulo e O Globo na repercussão do nunca provado encontro entre a ex-ministra e ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira. O Gente que mente, aliás, tem um link no site oficial do PSDB (www.psdb.org.br).

Em entrevista exclusiva ao site da revista Fórum, Brizola Neto afirma que a ação da oposição beira o fascismo e que se as forças progressistas não tomarem rapidamente uma atitude mais firme, a tendência é a baixaria tomar o lugar do debate político. “Quando um partido político usa a instituição para a criação de um domínio ponto org na internet para acusar o governo de mentiroso e um deputado como José Carlos Aleluia (DEM-BA) publica em seu site oficial um texto difamatório contra uma candidata e o atribui falsamente a uma jornalista renomada, estamos à beira do fascismo”, diz. “Somente a certeza da impunidade da mídia e a total perda da capacidade para o debate político e o confronto de ideias por parte das oposições, sem coragem para atacar diretamente um governo com grande apoio popular, podem justificar atitudes assim”.

Para Brizola Neto, é incompreensível a letargia do PT em responder à altura e levar à justiça representações contra crimes tipificados no código penal, como a divulgação de pesquisas eleitorais fraudadas, como o caso das mudanças nos percentuais do IBGE pelo Datafolha denunciadas recentemente, calúnia, injúria e difamação. “O problema maior é que se for acumulado um passivo de demandas muito grande, vai ficar cada vez mais difícil reverter essa situação e as versões podem valer mais que os fatos”, analisa. “Felizmente hoje temos ferramentas na internet para descobrir, desmentir e divulgar essas falcatruas, muitas vezes obrigando a grande mídia a reconhecer seus ‘erros’, mas seria necessário uma coordenação melhor desse verdadeiro exército de cidadãos dos quais eu me orgulho de fazer parte”.



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1 comment

  1. Sebá

    Rosa de Luxemburgo pagou com a vida, o paroxismo político criminoso dos pseudos sociais-democratas alemães. É preciso que o PT reaja imediatamente e coloque os demotucanos no devido lugar, ou seja, na latrina da história.

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