Comunidade indígena em Mato Grosso retoma extração de látex

Projeto busca melhorar qualidade do látex oferecido no mercado e estimular desenvolvimento local

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Projeto busca melhorar qualidade do látex oferecido no mercado e estimular desenvolvimento local

Por Daniela Traldi [04.05.2010 16h25]

Uma comunidade indígena de Mato Grosso vem retomando a extração de látex de seringueiras nativas. O projeto, realizado com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e em parceria com o governo do estado e com a fabricante de pneus Michelin, prevê o treinamento da comunidade conhecida como Rikbaktsa para melhorar a qualidade do látex oferecido no mercado e estimular o desenvolvimento local.

Cerca de 200 famílias já foram beneficiadas nos últimos dois anos. Segundo o Pnud, os equipamentos fornecidos e as sessões de treinamento estão ajudando os indígenas a extraírem látex de 20 mil árvores. Com o projeto, a renda das famílias locais aumentou de R$ 800 por mês em 2008, para atuais R$ 1,5 mil.

A comunidade, formada por 34 vilarejos, havia abandonado a prática há mais de 20 anos devido ao declínio no número de compradores e ao aumento da competição internacional.

De acordo com o especialista em gestão ambiental em terras indígenas do Pnud Brasil, Plácido Costa,o noroeste da Amazônia, onde o povo Rikbaktsa se encontra, é uma região de tensão entre os modelos das estradas e das águas. “É uma região de tensão de dois modelos. E justamente está aí a grande importância de um projeto que pode olhar para a floresta não como um obstáculo a ser superado e sim como uma oportunidade tanto de geração de renda quanto de gestão territorial”, afirmou.

Com informações da Rádio ONU.



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