Mudanças no capitalismo global

O aparecimento de dois novos elementos reestruturadores do capitalismo na passagem do século XX para o XXI torna ainda mais complexo o entendimento acerca do seu funcionamento. Em primeiro lugar, o...

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O aparecimento de dois novos elementos reestruturadores do capitalismo na passagem do século XX para o XXI torna ainda mais complexo o entendimento acerca do seu funcionamento. Em primeiro lugar, o movimento de reestruturação do capital global decorre do colapso na liderança dos dois blocos de países que até pouco tempo atrás organizavam o mundo, a partir do final da Segunda Grande Guerra, quando os Estados Unidos assumiram, de fato, a posição de centro hegemônico capitalista. Inicialmente, já na Grande Depressão de 1873 a 1896, houve concomitantemente um avanço da segunda Revolução Tecnológica, a consolidação do ciclo de industrialização retardatária em alguns poucos países, como EUA e Alemanha. Em especial essas duas nações insistiram, por cerca de meio século, na disputa da sucessão hegemônica do antigo centro dinâmico mundial liderado pela Inglaterra desde o século XVIII. A efetivação de duas Guerras Mundiais, intermediada pela Depressão de 1929, propiciou condições mais favoráveis para o protagonismo dos Estados Unidos, que desde o início do século XX se pronunciavam como a maior economia do mundo.

Mas toda essa centralização dinâmica mundial na economia estadunidense, sobretudo a partir do segundo pós-guerra, foi tensionada pela existência da Guerra Fria (1947 – 1991). Depois da bem sucedida Revolução Russa, em 1917, e com a vitória do exército vermelho sobre as forças do nazi-fascismo, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) se constituiu como centro organizador do bloco de países com economia centralmente planejada. No contexto da Guerra Fria, as duas nações líderes trataram de favorecer a integração do conjunto de países- satélite por intermédio da promoção da produção e comércio externo – ainda que desigual e combinada conforme destacada pela perspectiva teórica do sistema centro-periferia.

Algumas economias nacionais nas regiões latino-americana (Argentina, Brasil e México), africana (África do Sul) e asiática (Coreia do Sul, Taiwan e Singapura) vinculadas ao bloco de países capitalistas, bem como aquelas pertencentes ao conjunto das nações de economia centralizadas (China, Polônia e Bulgária), conseguiram avançar – em maior ou menor medida – na direção da internalização do ciclo de industrialização tardia da segunda metade no século XX. Estes países foram os que conseguiram transpassar a condição de periferia, sem chegar, todavia, ao centro do capitalismo mundial. A semi-periferia seria o encaminhamento possível no quadro teórico do sistema centro-periferia, posto que não possuíam plenamente uma moeda de curso internacional, um sistema nacional de produção e difusão tecnológica e um sistema de defesa nacional relevante.

Com o colapso no bloco de economias organizadas pelo planejamento central durante a passagem da década de 1980 para a de 1990, a fragmentação da antiga URSS foi acompanhada pela transição quase imediata à condição de nação capitalista periférica. Ao mesmo tempo, o fim da fase da Guerra Fria nas relações internacionais foi sucedido pela supremacia praticamente imperial dos EUA, pelo menos até 2008, quando a irrupção da crise do capitalismo global impôs o reinício de uma ampla reformulação na dinâmica de integração do conjunto dos países-satélite. Nesse sentido, a crise global estabeleceu o aparecimento forçado de um segundo elemento reestruturador do funcionamento do sistema centro-periferia capitalista. Além dos sinais crescentes de decadência relativa dos EUA, constatam-se também indícios do deslocamento do antigo centro dinâmico capitalista unipolar para a multipolarização geoeconômica mundial (Estados Unidos, União Europeia, Rússia, Índia, China e Brasil). Tudo ainda em fase embrionária, mas já favorecendo a gradual constituição de um novo policentrismo na dinâmica global capitalista em novas bases. Se considerado ainda o curso do processamento de uma revolução tecnológica tem-se os elementos fundadores de mais uma transformação profunda no modo de produção capitalista.

E, em segundo lugar, destaca-se o intenso processo de hipermonopolização do capital, expresso pelo poder inequívoco de não mais de 500 grandes corporações transnacionais a dominar qualquer setor de atividade econômica e responder por cerca da metade do PIB global. O comércio internacional deixa de ocorrer entre nações para assumir cada vez mais a centralidade entre as grandes corporações transnacionais. Nesses termos, não são mais os países que detêm as empresas, mas as grandes corporações transnacionais é que detêm os países, tendo em vista que o valor agregado gerado nelas tende a ser superior ao PIB da maior parte das nações. Essas corporações não podem mais sequer quebrar, sob o risco de colocar em colapso o sistema capitalista, o que exige, por sua vez, a subordinação crescente dos Estados nacionais às suas vontades e necessidades. Sem a regulação pública global, em meio ao esvaziamento das antigas agências multilaterais do sistema das Nações Unidas, o poder privado torna-se praticamente absoluto na determinação da produção e nível de preços, sendo insuficiente a perspectiva teórica de procurar compreender a dinâmica da Divisão Internacional do Trabalho somente pela lógica do comportamento das nações.

É nesse novo contexto mundial de mudanças estruturais na dinâmica de funcionamento do capitalismo contemporâneo que a professora Maria Conceição Tavares, mais uma vez de forma corajosa e original, persegue o seu inabalável compromisso com a verdade, questionando os limites do sistema centro-periferia para dar conta de uma realidade distinta da do passado. Não obstante o seu reconhecimento implícito acerca da importância teórica deste sistema, manifesta dúvidas a respeito de suas possibilidades para permitir a compreensão do capitalismo dos dias de hoje e o de amanhã. Sem o entendimento a esse respeito, qualquer crítica teórica, ainda que necessária e fundamental na perspectiva de fazer avançar o conhecimento e o debate plural e democrático, pode correr o risco da superficialidade, senão o da injustiça. Nesse sentido, só o tempo pode ser o senhor da razão.

Este artigo é parte integrante da edição 93 da revista Fórum.



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1 comment

  1. AGNALDO Responder

    AS VEIAS ABERTAS DO BRASIL CONTINENTAL – PEQUENO ENSAIO DE AQUEOLOGIA SOCIAL

    Munido, até os dentes, com os pensamentos do filósofo alemão Friediriech Nietsche e suas visões de transmutação dos conceitos, alguém, com pleno estado de liberdade espiritual, poderia também “brincar” com as ciências, misturando-as não so as sociais com as naturais, e vice-versa, como, ainda, partindo delas fecundar novas ciências, com conceitos, preceitos e pressupostos retirados dos mais distintos saberes humanos. Assim como se pode criar uma nova ciência como, por exemplo, a Psiquiatria Política, Neurobiologia, Neuropsicanálise, Filosofia Política, etc, também se poderia criar uma “Arqueologia Social” para estudar, como objeto, não os nichos arqueológicos de civilizações antigas e já desaparecidas sob os escombros da terra, mas a realidade social, política e cultural das organizações estatais, sem que tais ordens sociais tenham desaparecidas. E é o que pretendemos fazer, nos tópicos que se seguem.
    Quando toda a sociedade brasileira assistia, pessoalmente ou pela televisão, a posse da primeira mulher ao cargo do Poder Executivo – isso sem contar na posse dos novos congressistas, Deputados e Senadores, do Poder Legislativo e dos nomes daqueles que iriam compor o ministério: não invocamos o Poder Judiciário porque este, como se sabe, é formado, inicialmente, por concursados e, posteriormente, pelo sistema de promoção. Mas convêm ressaltar que a este Poder compete aplicar as leis que são criadas pelo Poder Legislativo, independentemente se tais leis, no seu conjunto, forma, ou não, uma ordem social com seu povo mais bonito, melhor assistido, bem alimentado, melhor vestido, com seus filhos, desde o período de cheche, passando pelo ensino secundário, até às Universidades, serão bem educados e formados ou não, para o bom crescimento e progresso da Nação e melhor exemplo para o mundo.
    Mas, voltando à posse da primeira presidenta do país – e aqui incluindo seu discurso de posse, talvez eu tenha sido uma das poucas pessoas que não tenha dado praticamente nenhuma importância aquele fato histórico, de natureza política. Embora eu estivesse vendo, pela televisão, o entusiasmo da Nação, por outro lado esse entusiasmo não me contagiava, isso porque independentemente do processo sucessório que vinha ocorrendo dentro do Poder Executivo, como, ainda, dentro do Poder Legislativo, eu estava com a cabeça voltada para outras preocupações sociais e que implica, direta ou indiretamente, na perpetuação de um país atrasado, de um povo perdido e de uma nação de miseráveis. Minha preocupação estava em algo que, dentro da conjuntura do Brasil, tem mais poder e influência que os Três Poderes da República Brasileira, e esse algo é o Sistema de Comunicação de Massa, a Mídia televisiva e radiofônica, explorada pelo capital empresarial privado e que consegue, mais do que os Três Poderes reunidos, obter melhores resultados históricos sobre a sociedade brasileira do que eles, só que de forma muito mais prejudicial do que benéfica, através do processo de construção de uma mentalidade bestial, imbecilizada ou medíocre, graças ao nível, tipo ou conteúdo dos programas que são, diariamente, levados aos lares brasileiros.
    O Brasil, arqueologicamente falando – estou me referido à Arqueologia Social construída acima, não tem futuro político nenhum, no sentido da existência de uma política que traga, sem sofismo ou maquiavelismo, benefícios a todos, atendendo aos anseios, desejos e aspirações da Nação, enquanto sinônimo de Povo, essa coisa que a Constituição afirma que todo poder emana do povo. O Povo, como expressão política, está completamente perdido e assim perdurará para todos os séculos enquanto, fazendo-se uma “radiologia social” do país, existir e persistir, no inconsciente coletivo da sociedade, as estruturas simbólicas que são como que as forças de atraso psicológico da sociedade e das modificações sociais, políticas, culturais e jurídicas do país, independentemente de sabermos que o Brasil são dois países monstruosamente desiguais vivendo, convivendo e se guerreando entre si, devido os graves contrastes sociais existentes nele, desde quando começou a ser povoado, passando pelos períodos Colonial e Imperial até chegar aos nossos dias, chamados de República: República Federativa dos Estados Unidos do Brasil.
    E por falar em República, não seria equívoco falar, arqueologicamente falando – estou novamente me referindo a Arqueologia Cultural, que dentro do Território brasileiro convivem duas realidades republicanas, uma que é rica, representada por uma pequenissima minoria, e outra que é pobre, formada pela maioria esmagadora, formada por milhares e mais milhares de brasileiros que são sugados e explorados pela estrutura econômica e financeira existentes, sendo eles mais úteis para pagar seus impostos do que dignos para receber do Estado aquilo que para eles são imprescindíveis a uma vida decente: boa educação, bom salário, boa previdência e boa assistência médico-hospitalar: existe um Brasil matando um outro Brasil, e esse cenário não pode melhorar se, porventura, não ocorrer mofificação qualitativa tanto nos Poderes Executivo e Legislativo e no conteúdo de cultura que vem sendo produzida por aqueles que vem construíndo uma mentalidade social degenerativa, através de um Sistema de Produção Cultural Midiática irresponsável e prejudicial ao bom desenvolvimento do Povo e na construção de uma sociedade com melhores valores de Honra, Caráter e Respeito.
    Fotografando-se o Brasil do alto, com alguma espécie de máquina futurista ou, então, olhando o Brasil do alto, com algum óculos poderoso para ver, como um raio-x, a estrutura esqueletual do Brasil de expressão continental, o que se iria ver eram bolsões de pobreza e miséria em todas as Unidades da Federação Brasileira, ao lado de pequeninas ilhas formadas por ricos, e dentro daqueles bolsões correndo toda espécie de degradação humana imagináveis ou inimagináveis. Pelas ruas e avenidas das cidades brasileiras não iriamos ver, do alto, um povo contente e feliz dentro do seu próprio território, mas sim um povo tenso e preoculpado com o amanhã e o futuro, sendo arrastado por um sistema de economia e financeiro que espoliam as famílias brasileiras, que impedem que o povo tenham boas e úteis oportunidades sociais, que o Brasil não seja, enfim, um país de todos, por todos e para todos, mas simplesmente como se fosse um Quadro de Instituições com um Corpo de Leis que se encarregam, brutal e insensivelmente, de fazer com que para uma pequena minoria a vida seja uma festa ou um prazer, enquanto que para a minoria ela venha a ser uma penitência, um fardo ou uma via cruci.
    Quando, da boca de qualquer político, sai o cantilena do “desenvolvimento” e do “crescimento”, como fazem todos eles, eu, cá comigo, já sei, de antemão, que tais bandeiras nada mais significa que conduzir o Povo brasileiro mais ainda ao trabalho meramente da sobrevivência, por um salário que se converterá apenas no parco pão do dia a dia, sem que tais ganhos desse “desenvolvimento” e “crescimento” sirvam para que o Povo que trabalha venha a ter uma vida mais esperançosa e alegre. “Desenvolvimento” e “Crescimento” nas ladaínhas das Democracias de hoje, como nos idos da sua criação histórica, nada mais foi que levar o Povo a um trabalho que, ao final, apenas deixava os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. Neste particular, sei, de antemão, que o Povo brasileiro não será beneficiado, como deveria ser, com base nessa política de “desenvolvimento” e “crescimento” como, indistintamente, todos os políticos falam e pregam, inclusive os que são empossados no cargo hierarquicamente mais elevado da Nação, o Executivo. Esse discurso vago, puramente romântico, serve apenas como retórica e, como somos um povo retórico, graças às influências das civilizações grego-romanas, então tornou-se uma moda linguística iludir às massas com discursos vazios e norteadores de nossos líderes, como aconteceu na fala da presidenta atual do Brasil, como acontecerá na fala de todos os outros que lhe sucederão.
    O Brasil não muda e não mudará, enquanto sua Arquitetura Social for esta que poucos olhos sabem prescrutar. Não muda porque mesmo que tenhamos – e a temos, uma Constituição que, a iniciar com seu preâmbulo, já se revela extremamente preoculpada com a miséria social brasileira, fruto na maioria das vezes da grande onda crescente de todas as degradações, o Congresso Nacional, através dos seus representantes, nada e absolutamente nada fará no sentido de dar um avanço jurídico para retirar o Brasil desse seu horrendo estado de ignominia social, sendo representado por uma sociedade de contrastes sociais tão infame e infamante como nos seus tempos de Colonia ou de escravidão, o que significa uma tristeza medonha para o slogan da Bandeira Brasileira e o Hino Nacional. Para se ter uma ideia da Catástrofe Social Brasileira, basta saber que o País ainda não é capaz de prestar, ao Povo, nenhum Serviço Público com eficiência, à altura como deveria sê-lo prestado, principalmente se tal serviço for com relação à Segurança Pública, à Assistência à Saúde, à Educação e à Previdência, ou seja, os serviços mais essenciais e imprescindíveis para medir o nível de um país qualquer, isso sem falar que o Brasil representa, no cenário mundial, uma das sociedades onde a distribuição de renda é uma das piores do mundo.
    Nunca, como vai, o Brasil será um país como gostaria de sê-lo, como propagandeiam seus órgãos públicos, através de reportagens políticas pagas ou de comentários parciais. Dentro dessa triste realidade, omitida pelo Poder Público e pela Imprensa, podemos constatar que o Brasil continuará caminhando com seu Povo perdido, com sua Juventude se degradando, com uma sociedade cada vez mais violenta, com um solo que sobre o qual cada vez mais o país implantará prisões, penitenciárias e adotará um modelo penal repressivo, já que não existe, e não existirá, um Congresso Nacional à altura de questionar as razões e causas do crescimento da violência brasileira, mas que acatará a existência de um Estado cada vez mais violento, armando em vão seu policiamento repressivo, criando leis com sanções mais severas e ampliando ou aumentando o número de cadeias e de penitenciárias, para onde serão levados aqueles que se marginalizaram muitas vezes pela falta de uma Justiça Social melhor distributiva e mais democrática. Entristecem os olhos mais humanos quando vêem, pela Mídia, o aparecimento de programas imbecis e irresponsáveis criando reportagens sensacionalistas, expondo a Povo ao mais baixo ridículo e a mais atroz humilhação, quando muitos deles cometem atos ilícitos, sem que esses programas apontem a Estrutura Jurídica e o Modelo de Estado brasileiros como grandes responsáveis pelo processo diário e contínuo da degradação do povo brasileiro, envolvendo-se com as formas distintas da criminalidade por não ter tido, talvez, as mesmas oportunidades e meios por pate de uma política social mais humana e justa.
    Vivemos, queiramos ou não, dentro de uma grave crise institucional, já que nossas Instituições, desde a proclamação da República, em 1828, até hoje, com o advento do mais lindo e revolucionário texto jurídico que o país já teve, em nada e absolutamente nada melhorou a situação do Povo brasileiro, que continua padecendo e sendo vítima de um modelo jurídico socialmente retrógrado e uma estrutura econômica e financeira barbáreas, sem contar que o Sistema de Comunicação de Massa, a televisão e o rádio, vem implantando no país uma espécie de sub-cultura que contribui, às vezes, para o retardo da Consciência Nacional e, outras vezes, para o rebaixamento moral e ético do nosso povo, toda vez que tais serviços de formação e educação da Nação dá mais prioridade à programas que exploram à sensualidade, explorando cenas de mulheres e jovens com a bunda de fora, com gestos de pura ousadia e de apelatividade, querendo com isso obter maiores índices de audiência com relação às emissoras concorrentes e, obviamente, os empresários exploradores desse tipo de comunicação de massa obter maiores e melhores contratos comerciais, indiferentemente se estão ou não contribuindo para o degredo de um Povo. Não devo acreditar que por Liberdade de Imprensa venha significar que o capital empresarial privado, explorador do sistema de comunicação de massa, por força de concessão permitida pelo Estado, utilize esse meio de comunicação dentro, muitas vezes, dos moldes que vem sendo explorado no Brasil, possivelmente também em outros países do mundo, isso porque toda vez que o poder que representam as imagens e a linguagem são utilizadas sem levar em conta certos valores, como aqueles que contribuem para a edificação de uma sociedade mais justa, moral e mais ética, podemos constatar, psicológico, psicanalítico e psiquiatricamente que a sociedade que serve de receptadora delas sofrem sérias consequências.
    Como eu disse, alguém porventura munido até os dentes com pensamentos mais avançados sobre a realidade de um Povo, como, por exemplo, fi-lo com relação a situação brasileira, facilmente se pode fazer um prognóstico se esse Povo será feliz ou não, se essa Nação será forte ou não, se esse Governo será útil ou não, se tal ordem jurídica será boa ou não, se o sistema econômico ou financeiro que vigora dentro do Território é aprazível ou não, ou seja, se seus efeitos benéficos chegam para todos ou não. Nunca, nunca acreditei no futuro político do Brasil, por mais volumosa que sejam as propagandas a respeito desse Gigante Adormecido, por melhor que seja sua credibilidade no exterior, por mais esperançoso que seja seu Povo, ainda assim assino embaixo: O BRASIL É DESPOSSUÍDO DE POLÍTICO VISIONÁRIO, DE LÍDER VERDADEIRAMENTE NACIONAL.

    AGNALDO


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