Lado A e Lado B

A história do menino que vende chicletes. O relato simples de quem simples vive. A floresta e seus algozes. Audácia na apuração e prudência nas conclusões. O outro lado. O perfume daquele prato. Roda peão, bolinha de gude, computador. Todos os lados.

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A história do menino que vende chicletes. O relato simples de quem simples vive. A floresta e seus algozes. Audácia na apuração e prudência nas conclusões. O outro lado. O perfume daquele prato. Roda peão, bolinha de gude, computador. Todos os lados.
O sentido da educação e a falta que os sentidos fazem. A obtusa produção. Artesanar. As cores. Preto e branco.
Ir à praia e ouvir as ondas. Outros shoppings. Os resultados das políticas. A frieza dos números e a ebulição das ruas. Outros cantos.
As melodias indígenas. A água que falta. A cegueira que sobra. A escolha da pauta. E o que sobra. A bolsa de valores e os estômagos vazios. Ter lado.
A rua e a cela. A maquiagem. Os tiros altos. Centro. O baixo volume pra periferia. O lado A e o lado B.
A vida em quem, quando, como, onde e por que. Biogenética e dengue. O contar de quem não conta. Palavra no plural. A moeda que não tem dois lados: sexo. Diversidade.
A pergunta seca. Zelador, motoboy, faxineira. Palavra doce na mansão. A ética e a etiqueta. O papel e a caneta. A mão no rosto e a câmera na mão.
Há lados. Enquanto houver. Um. O valor das coisas. Não às coisas do valor. Gente.



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