O Grande Moedor de idéias

Sangue tem cor. Dor é dor. Lá-e-acolá. Quem tem aqui tem lá. Há topos nas pirâmides. De lá e de cá. Diamantes, ganância, brilhantes, turbantes pretos, cartolas brancas. Águias de ouro. Petróleo. Fundamentalismos de lá e de cá. Mercado de santos. Deuses do lucro....

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Sangue tem cor. Dor é dor. Lá-e-acolá. Quem tem aqui tem lá. Há topos nas pirâmides. De lá e de cá. Diamantes, ganância, brilhantes, turbantes pretos, cartolas brancas. Águias de ouro. Petróleo. Fundamentalismos de lá e de cá. Mercado de santos. Deuses do lucro. Elites. Cá, lá e acolá. Uma lógica da abundância que abunda pros de cima.

Não há limites, para os de cá e os de lá. Interesses. Papel dinheiro e uma lógica que priva. O privado que invade o público. Capital sem fronteiras. Homem que tem valor. Livres ricos de saúde, de dinheiro, de educação. Ignorantes, desdentados, maltrapilhos e presos. Não podem ir pra lá. Nem pra cá.

Não há justiça no jogo sujo. O cheiro podre que exala não é norte-americano, europeu, latino, asiático nem afegão. O fedor é global. O global não é ruim. Não ao maniqueísmo. A máquina de moer não é assassina. Gente é que não pode ser triturada.

Humano. Ser Humano (valeu Verissimo). É preciso gritar por outro jogo, outros jogadores, outros juízes, outros estádios. Sem milhões de feridos, estropiados, massacrados, explorados encurralados na geral. Não ao terror. Não há inimigos. É preciso encarar os adversários. Mudar a lógica para jogar melhor. Lutar pelo equilíbrio. Para ter chances. Não dar chance para a barbárie. Nem de lá, nem de cá, nem de acolá.



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