Sim à globalização

Sufocadas por muito tempo, as lutas sociais, políticas, ideológicas, intelectuais – e outras – ganharam nova dimensão nesses tempos de um mundo mais pequeno. Por   Sufocadas...

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Sufocadas por muito tempo, as lutas sociais, políticas, ideológicas, intelectuais – e outras – ganharam nova dimensão nesses tempos de um mundo mais pequeno.

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Sufocadas por muito tempo, as lutas sociais, políticas, ideológicas, intelectuais – e outras – ganharam nova dimensão nesses tempos de um mundo mais pequeno. Há novidades que podem e devem ser exploradas pelos que defendem uma democracia verdadeira, justiça social de fato, liberdade, pluralidade, disputas. Vitória e derrotas. Para quem quer um outro mundo, de outro jeito.
Por esse fato maior, mais utópico,mais digno, certamente mais sonhador e também romântico. Que nos dê grandeza humana. Que não nos torne burocratas e autocratas. Por isso vale a pena lutar.
Mas então por que anti-globalização? Desprezar a fantástica possibilidade de tornar o novo e suas novidaes em aliados dessa transformação não nos faria conservadores?
Viva às novas tecnologias: genética, cibernética e internet. Valeu TV, computador, barbeador. Força hip hop, reggae, pop, futebol, funk e cerveja em lata. Brinco na orelha e cabelo comprido. Kalimba. Oração. Valeu religião. Tranqüilidade sexual. Cada um na sua. Trabalho sim. Exagero não. Qualidade de vida possível.
Oriente, ocidente. Vizinho de cima, de baixo,dos lados. Mais compreenção.
Valeu Galeano, Tom Zé, Saramago, Lobão, Mandela, Samir Amim e Bové. Gente boa de todos os cantos. Falô Noan, Naomi, Oded, Diplô, Attac, mães da praça de Maio. Ao povo do MST, Chiapas e Tibet. Aos sindicatos e às Ohngs. Ao cidadão norte – americano. Aos cubanos e africanos. A todas as gentes. Pra quem ensina e aprende. Pra quem luta pela paz. Pra todos do Fórum. Aos que estiveram e não estão mais. Aos que estão. Àqueles que ainda estarão.



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