A gente quer que fique preto. E preta

Editorial Por Redação   Pretos e brancos. Diferença explícita. De cor, preconceito, história, oportunidades. Hora de explicitar as diferenças. Assumi-las. Resgatar a verdade falsificada. Indignar-se com a...

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Editorial

Por Redação

 

Pretos e brancos. Diferença explícita. De cor, preconceito, história, oportunidades. Hora de explicitar as diferenças. Assumi-las. Resgatar a verdade falsificada. Indignar-se com a hipocrisia, a lógica escravista do faz-de-conta, do somos todos iguais, com uma sociedade de caras-pálidas e caras-de-pau.

Chega de sofisma. Pretos e pretas, quase pretos e quase-pretas que se organizam querem políticas de afirmação, cotas. Que tenham. Não é presente. É decente. É quase nada perto do tudo que se fez. Os brancos e quase-brancos de agora não são culpados pelo ontem. Mas são responsáveis pelo hoje. O racismo explícito é chocante. Para os burocratas, números. Todas as pesquisas mostram a calamidade. Para os mais amplos, as universidades, a TV, as garçonetes, atendentes do shopping, as aeromoças, os professores… as favelas.

Oportunidade histórica de reviravolta. Um governo de um quase-preto, de compromisso preto. Decreto número 1, todas as chances e condições. Tudo para o Brasil ficar o mais preto possível, o quanto antes. Agora é com cota. Depois, seja o que for.



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