A hora da ação

Movimentos negros reivindicam reparação por parte dos colonizadores e pregam a união de afro-descendentes e africanos de todo o mundo Por Glauco Faria   A questão palestina...

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Movimentos negros reivindicam reparação por parte dos colonizadores e pregam a união de afro-descendentes e africanos de todo o mundo

Por Glauco Faria

 

A questão palestina foi tema de seminário mediado pela prêmio Nobel da Paz Rigoberta Menchú. Marriead Corrigan Maguire, de uma ONG que atua com crianças na região, afirmou que crianças e adolescentes palestinos têm sofrido barbaramente com o conflito. Vêm sendo impedidas, por exemplo, de estudar, pois os bloqueios militares criam dificuldades de acesso a escolas, hospitais e postos de saúde. “Um trajeto que deveria ser de 15 minutos às vezes dura 3 horas e a criança nunca sabe se vai voltar para casa.”

Mariead disse que a situação tem levado muitos a desistirem de estudar, divertir-se, ir à praia, namorar etc. “Isso alimenta o ódio a Israel e alguns decidem ir à morte com bombas no corpo. Não justifico a ação, mas entendo. Eles estão tendo suas vidas roubadas e não vêem esperança se não reagirem. Quando lançam pedras contra soldados fortemente armados o fazem para mostrar que não vão se render. Não são idiotas, não acham que vão vencer a guerra contra Israel a pedradas.”

Michel Warshawski, co-presidente do Centro Alternativo de Informação da Palestina, apontou que um dos principais motivos que emperram a negociação de paz na região é a falta de uma mediação séria para o conflito. “Numa relação desigual, como a do Estado Palestino e de Israel, é preciso haver um terceiro que faça a mediação de um acordo e depois garanta a sua aplicação. No caso da Palestina, não podem ser os Estados Unidos. Israel orgulha-se de ser considerado o estado número 52 dos EUA.”

Mohamed Baraki, integrante do parlamento de Israel e que tem origem palestina, destacou que entre o povo judeu já começam a surgir movimentos de contestação à forma como o governo tem agido. Naquele dia (2/2), segundo Baraki, um jovem judeu convocado para o serviço militar apresentou-se com vários amigos e jogou a carta de convocação no rosto de um oficial. “Disse que não seria assassino de um outro povo. Agora, deve estar preso, mas não está sozinho. Milhares de jovens judeus têm se manifestado contra a barbárie ao povo palestino”, disse.



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