Guerra de mentiras não vale

Contra-Informação é uma das melhores armas para combater o monopólio da informação, mas deve ser usada com critério Por Renato Rovai   Você se lembra daquela comemoração...

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Contra-Informação é uma das melhores armas para combater o monopólio da informação, mas deve ser usada com critério

Por Renato Rovai

 

Você se lembra daquela comemoração de palestinos transmitida ao vivo pela CNN logo após a derrubada das torres do World Trade Center? Pois bem, para ter uma idéia da força que a comunicação alternativa pode ter, já no dia 12 de setembro milhões de pessoas recebiam e-mails que desmentiam a CNN e mostravam que se tratava de uma comemoração ocorrida em 1991, quando Saddam Hussein lançou mísseis sobre Israel.

Pois é, se você não sabe da história completa, deve estar pensando, que canalhice. De certa forma, porque na versão da CNN a informação é de que o povo palestino comemorava os ataques a Washington e Nova York. Não era verdade. Mas a mensagem do e-mail era mais falsa ainda. A manifestação realmente ocorreu no dia 11 de setembro, mas havia sido minúscula, reduzidíssima.

Após contar essa história na Conferência Democracia das Comunicações e da Mídia, o diretor do jornal Le Monde Diplomatique, Ignácio Ramonet, concluiu: “Contra-informação tem de ser rigorosa e apurada ou ficaremos numa guerra de mentiras. A única maneira de destruir a informação falsa é lutando pela verdade, não inventando boatos”.

A história revela o caminho que o Fórum Social Mundial pretende trilhar nessa área. Em conjunto com outras pessoas, como o argentino Roberto Sávio e o norte-americano Jeff Cohen, que também participaram da conferência, Ramonet pretende organizar um observatório internacional dos meios de comunicação para pensar e elaborar propostas na área e também discutir o nível da informação que está sendo veiculada mundo afora, com o objetivo de contrapor o noticiário que eventualmente esteja sendo deturpado.



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