Viva a vaia e a democracia

Editorial Por Redação   Inteira. Não pela metade. Basta de assistir pelas telas ao mercado derrubando a cotação de suas ações em muitas partes do mundo. A...

255 0

Editorial

Por Redação

 

Inteira. Não pela metade. Basta de assistir pelas telas ao mercado derrubando a cotação de suas ações em muitas partes do mundo. A Venezuela foi o limite de hoje, a Argentina é a vítima de hoje, Cuba e Iraque são os demônios de hoje. Amanhã vai ser outro dia. E viva a democracia.

Se só existe uma, então tá, qual?

A dos golpistas que empunham a espada da liberdade e conspiram contra governos as portas para as eleições? Ou a de um país com um presidente que teve menos votos que seu oponente e mesmo assim ainda precisou de uma recontagem sem fim para chegar ao cargo?

Do lado de lá, falta honestidade. Eles querem o máximo de lucro. Ponto. O resto, dane-se.

Do lado de cá, falta coesão. E até clareza de princípios. Afinal, democracia pode ser assim ou assado. Depende do estádio, do jogo, das condições de gramado.

Para ter mais gente jogando do lado de cá é preciso ser claro. Botar certos pingos nos is. Definir melhor a democracia que defendemos.

Uma democracia que leve em conta condições semelhantes para os diferentes, que respeite a diversidade, que anime a dúvida, que aceite a alternância de projetos no poder e na qual a vaia tenha seu espaço garantido. Vaia que é, por si só, garantia de democracia. Viva a vaia.



No artigo

x