Nova metodologia do FSM

Questionário-consulta pretende inverter processo de definição dos temas tratados no Fórum, para permitir articulações e ações concretas Por   O secretariado internacional do Fórum Social Mundial divulgou...

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Questionário-consulta pretende inverter processo de definição dos temas tratados no Fórum, para permitir articulações e ações concretas

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O secretariado internacional do Fórum Social Mundial divulgou os detalhes da nova metodologia de organização do evento. O objetivo é criar mecanismos que facilitem e incentivem os movimentos que participam do Fórum a trabalhar juntos, encontrar consensos e partir para a prática. A fórmula foi divulgada no lançamento do evento, no dia 14 de junho, na sede do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo, no centro da capital paulista.
“Este é o momento da ação, não só de pensar que mundo queremos, mas andar nessa direção e se possível chegar lá, com mais espaço para articulação entre os movimentos”, opina Oded Grajew, diretor do Instituto Ethos e membro do secretariado internacional. A diversidade, considerada a riqueza do Fórum, não está ameaçada. “O FSM não vai se tornar uma nova Internacional Socialista”, garante Joel Suárez, da rede Encuentro Hemisférico contra el Alca. “Quem vai tomar posição e ações serão os movimentos e não o Fórum em si”, completa.
A metodologia pretende inverter o processo de definição das atividades por meio de um questionário-consulta entre os participantes e interessados. Até este ano, as atividades autogestionadas tinham de se enquadrar em eixos temáticos preestabelecidos. Além disso, não havia formas de aproximação sistematizadas para permitir o intercâmbio entre ONGs discutindo os mesmos temas. “O resultado eram várias atividades sobre as mesmas questões e menos diálogo entre elas do que o desejável”, avalia Moema Miranda, do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE).
Durante o próximo mês, um questionário com duas perguntas estará acessível no sítio do FSM, além de estar circulando em um folder do evento. O primeiro ponto diz respeito às atividades que devem ser discutidas no Fórum. O segundo quer saber os temas que a entidade a que o respondente está ligado irá trabalhar.
Depois do período, por outros 45 dias, as organizações que trabalham dentro do mesmo tema irão ser postas juntas para conversar e detalhar as melhores formas de debater a questão, com outras do mundo todo.
A partir de todo esse debate, serão definidos os temas para que, em setembro, as atividades sejam credenciadas. Mesmo as organizações que não participarem da discussão, poderão se inscrever sem problema, nos mesmos moldes que fizeram nas edições anteriores.

Leia mais: www.forumsocialmundial.org.br



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