O FSM é vivo

Editorial Por   Somadas, Índia e China têm 1/3 da população do mundo. Cada qual com 1/6. Até a realização da quarta edição do Fórum Social Mundial,...

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Somadas, Índia e China têm 1/3 da população do mundo. Cada qual com 1/6. Até a realização da quarta edição do Fórum Social Mundial, em Mumbai, todas as atenções das organizações que promovem o evento estavam centradas no eixo América-Europa. Além de China e Índia, o continente africano e países enormes como a Rússia ficavam à margem dos debates. O FSM de Mumbai foi o salto para a universalização do outro mundo possível. E inteiro.

Também foi um marco da discussão a respeito do próprio modelo do evento. O que deve ser o FSM? Deve ter papel mais ativo do ponto de vista político? Deve ter porta-vozes e opiniões a respeito de questões que toquem a humanidade? Deve promover ações de resistência contra a globalização neoliberal?

As questões, que parecem distintas, na verdade se completam e podem ser um novo impulso para a ampliação do movimento de construção política da sociedade civil planetária. Ainda há um longo caminho de ampliação da força desse movimento e as opções que vierem a ser tomadas em relação aos rumos do Fórum vão ter grandes impactos. O FSM é um movimento de todas as forças que o realizam e por isso é preciso amadurecer todo e qualquer ajuste em seu projeto para que isso não signifique limites ao seu caráter totalmente plural. O que não significa que ele não possa ir se ajustando para ganhar cada vez mais força. Aliás, deve.



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