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Dicas culturais Por   Os comunas em Paris Selecionando textos de autores marxistas de destaque de duas gerações diferentes (Karl Marx, Friedrich Engels, Mikhail Bakunin, Prosper-Olivier Lissagaray e...

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Dicas culturais

Por

 

Os comunas em Paris Selecionando textos de autores marxistas de destaque de duas gerações diferentes (Karl Marx, Friedrich Engels, Mikhail Bakunin, Prosper-Olivier Lissagaray e Karl Kautski, Vladimir Lênin, Léon Trotski, Julius Martov), o professor de história da USP Osvaldo Coggiola mostra a importância da Comuna de Paris para a linha de pensamento.
Editora Xamã
207 págs, R$ 22,00

A saga dos migrantes
Desde o final do século XIX, há registros de um número significativo de migrantes vindos do alto sertão da Bahia para o Estado de São Paulo: os sampauleiros. A historiadora Ely Souza Estrela nasceu em uma pequena cidade do Recôncavo Baiano e deslocou-se para São Paulo em 1976. Neste livro, descreve a saga das pessoas que deixaram seus locais de origem para buscar no centrosul meios de sobrevivência e inserção social a partir de depoimentos, obras literárias, piadas, ditos populares e outras fontes.
Editora Humanitas
256 págs, R$ 29,00

O diário de Rubem Fonseca É o primeiro livro de uma série que a Companhia das Letras pretende lançar até outubro de 2005. A coleção reunirá autores estrangeiros, como Henry Milles, Lawrence Block, e nacionais, como Moacyr Scliar, Reinaldo Moraes e André Sant’Anna, todos com temas provocativos. Assim é a 23ª obra de Rubem Fonseca, Diário de um Fescenino. O protagonista é Rufus, escritor que decide começar um diário no primeiro dia do ano. Em seu caderno pessoal, registra aventuras amorosas e reflete, com bom humor e fina erudição, sobre literatura e o sentido das relações eróticas e afetivas.
Companhia das Letras
256 págs, R$ 33,50

Olhar do oprimido
Edward Said, palestino nascido em Jerusalém em 1935, é um dos principais intelectuais contemporâneos. Exilado em Nova York, é professor de literatura comparada na Universidade de Colúmbia e crítico musical da prestigiada revista The Nation. Cultura e Política traz um conjunto de artigos em sua maioria publicados originalmente no jornal Al-Ahram e selecionados por Emir Sader para a edição brasileira. A primeira parte do livro reúne artigos e ensaios sobre temas culturais e literários, como o papel público dos escritores e intelectuais e análises de aspectos da obra de pensadores e escritores como Sartre, Naguib Mahfouz e Pierre Bourdieu. Na segunda parte, Said discute principalmente questão palestina e as relações entre Oriente e Ocidente, sob o ponto de vista dos oprimidos, com linguagem direta e crítica mordaz.
Editora Boitempo
176 págs, R$ 29,00

Outros Sítios

Tornou-se quase lugar comum dizer que, numa guerra, a primeira vítima é a verdade. Ao observar as informações vindas de agências internacionais e das redes de TV americana, fica claro que a propaganda de guerra anda mais forte do que nunca. Mas há outras fontes de informação que não são necessariamente alternativas ou de esquerda, mas que podem ajudar a compor melhor o cenário global, não apenas no contexto de um conflito.

Separamos algumas páginas de meios de comunicação internacionais que trazem informação com outro ponto de vista. Mesmo fazendo parte da mídia comercial, trazem freqüentemente informações que não chegam pelos jornais e TVs daqui.

http://english.aljazeera.net
A versão em inglês da página da rede de TV do Catar Al-Jazeera. É uma fonte de informação sob o ponto de vista árabe, trazendo notícias que mal chegam aos demais veículos. O problema do sítio é a instabilidade. Seja por ataques de hackers seja por excesso de acessos, chega a passar dias fora do ar.

www.guardian.co.uk
Sítio de últimas notícias do jornal britânico The Guardian, tradicionalmente mais alinhado ao discurso de esquerda.

www.pagina12.com.ar
Sítio do jornal diário de esquerda argentino. Interessante para conhecer a visão dos vizinhos sobre os problemas brasileiros.

http//news.independent.co.uk/
Traz boa cobertura de notícias do mundo, com destaque para os excelentes artigos do correspondente no Oriente Médio Robert Fisk. Disponível em inglês.

www.pravda.ru
Antigo nome do principal jornal estatal da antiga URSS, o Pravda foi extinto em 1991 pelo então presidente russo Boris Yeltsin. No entanto, parte dos jornalistas se reuniram para montar um sítio. O dado curioso é estar disponível, além de russo e inglês, também em português.

www.bbc.co.uk/portuguese
O Sítio da rede de TV britânica BBC em português. Mesmo não sendo uma grande fonte de informação alternativa e trazer parte das informações “pasteurizadas”, como se convencionou dizer durante a guerra, há informações que não têm a repercussão merecida nos meios de comunicação.

Os tiros de Michael Moore 
A cerimônia de entrega do Oscar deste ano foi marcada pelas manifestações contrárias à guerra no Iraque. Entre elas, a mais contundente foi a do documentarista norte-americano Michael Moore, que ganhou o prêmio da categoria com o seu Tiros em Columbine, que estreou no Brasil em maio.

A carreira de Moore como documentarista começou em 1989, com Roger and Me. Ele tenta durante todo o filme convencer o presidente da General Motors Roger Smith a “tomar uma cerveja em Flint”, cidade natal de Moore, onde a GM havia fechado uma de suas fábricas, levando à decadência a cidade.

Sempre com seu inseparável boné e um afiado senso de humor, mostra situações reais que beiram o surreal. Crítico ferrenho da política externa norte-americana e da mídia, Moore mantém o tom didático e direto, sem ser simplista. O mesmo valia para os programas de TV que comandou durante a década de 90

Em Tiros em Columbine não é diferente. Em 1999, dois jovens estudantes de classe média entraram armados na escola disparando contra seus colegas e professores, matando 13 pessoas. A partir desse evento, Moore vai atrás das causas do massacre, buscando entender os mais de 11 mil homicídios com armas de fogo ocorridos nos EUA.

O tom do documentário é ainda mais pesado nas críticas à indústria bélica e à cultura do medo, propagadas pela mídia, o que torna surpreendente a escolha para o Oscar.

Tiros em Columbine, De Michael Moore
Documentário de 2002 – 120 min



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