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Dicas culturais Por   Visões sobre Parati Três escritores são levados a Parati para escrever um conto tendo a vila colonial como inspiração. Dessa experiência surgiu o livro...

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Dicas culturais

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Visões sobre Parati Três escritores são levados a Parati para escrever um conto tendo a vila colonial como inspiração. Dessa experiência surgiu o livro Parati para mim, iniciativa de Paulo Roberto Pires, da editora Planeta, para comemorar a primeira edição da Festa Literária Internacional da cidade. Os escolhidos foram os jovens João Paulo Cuenca, Chico Mattoso e Santiago Nazarian, três talentos da nova geração, respectivamente com 24, 25 e 26 anos. Escreveram “A carta de pedra”, “Emílio” e “A mulher barbada”. Apesar de escritos de forma independente, os textos apresentam temas comuns como a solidão e o pé-de-moleque, pedra que recobre as ruas de Parati.

Parati para mim
Editora Planeta
118 páginas, R$ 28

Histórias de Gabo
Está nas livrarias Viver para Contar, primeiro volume da autobiografia do colombiano Gabriel García Márques, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura.
Gabo, como o autor é conhecido em seu país, conta nessa primeira parte sua trajetória desde a infância até o inicio de sua carreira. É possível reconhecer em seus familiares características marcantes de suas personagens, bem como traçar paralelos entre situações dos livros e da vida real do escritor. Um exemplo é o livro O Amor nos tempos do cólera, inspirado na história de seus pais. O livro permite ainda acompanhar as origens do realismo fantástico e parte da própria história da Colômbia.
A tiragem inicial de Viver para Contar é de 50 mil exemplares, dez vezes mais do que a média dos lançamentos no Brasil. Nos países de língua espanhola, a vendagem já atingiu um milhão e meio de exemplares.

Viver para Contar
Editora Record
490 páginas, R$ 55

A Budapeste que Chico não viu
O terceiro romance de Chico Buarque já chegou às livrarias. Budapeste conta a história de um ghost writer, uma pessoa que escreve textos para outros assinarem, mergulhando em um universo repleto de dubiedades. Ele é obrigado a se dividir entre duas cidades, duas mulheres, em uma série de simetrias que são exploradas na história. Elogiado pela crítica e por escritores ilustres, como José Saramago, o livro também promete ser sucesso de público. A tiragem inicial de 50 mil exemplares e com publicação negociada para o mercado de língua inglesa. Para fazer Budapeste, Chico recusou pedidos de entrevista, propostas, convites e se afastou quase completamente da música. A inspiração inicial de Chico nasceu de sua passagem pela capital húngara, depois que o avião que o levava de Istambul ao Rio sofreu uma pane e precisou fazer um pouso de emergência.

Budapeste
Companhia das Letras
174 páginas, R$ 29,50

Ciência perseguida Resistir ou ir embora? Esse dilema esteve presente na vida de muitos dos perseguidos pelo nazismo na Segunda Guerra Mundial e é claro que os acadêmicos e cientistas da época também viveram esse drama. O livro O Presente de Hitler, de Jean Medawar e David Pyke, mostra um pouco dessa realidade por meio de entrevistas com mais de 20 acadêmicos e sobreviventes do nazismo, contando a história de físicos, matemáticos, biólogos e químicos que tiveram que abandonar seus projetos na época do Terceiro Reich. Para se ter uma idéia, entre os cientistas emigrantes estava gente do quilate de Albert Einstein, Erwin Schrödinger (não-judeu), Max Born, Fritz Haber, Otto Frisch, Rudolf Peierls, Hans Krebs, Max Perutz, Ernest Chain, Richard Courant, Edward Teller, Hans Bethe e Enrico Fermi. Este último fugiu da Alemanha por ter se casado com uma judia. Entre os que ficaram e sofreram as agruras do regime de Hitler estavam Max Plank, que não acreditava que o sistema fosse durar; Werner Heisenberg, que entrou pra História como o inventor do Princípio da Incerteza, e Max von Laue, reverenciado por sua heróica oposição ao Terceiro Reich.

O Presente de Hitler
Editora Record
308 páginas, R$ 42,00

Outros sítios
Furar o bloqueio midiático. Nem sempre é fácil sair do circuito da grande imprensa, mas ninguém pode reclamar que não há alternativa. Diversos grupos de jornalistas trabalham por todo o país para trazer notícias não viciadas e que na maior parte das vezes são simplesmente ignoradas pelos grandes conglomerados midiáticos. Além disso, organizam projetos de comunicação popular e promovem pesquisas, cursos e debates sobre a democratização da mídia. Abaixo, você pode conferir alguns sítios onde a informação não é tratada como mera mercadoria.

www.obore.com.br – empresa de comunicação popular que realiza trabalhos junto à área sindical e organiza cursos de comunicação para lideranças comunitárias, associativas e sindicais. Promove também cursos para estudantes e profissionais de comunicação.
www.intervozes.org.br – grupo de profissionais de mídia que atua em projetos de democratização da comunicação no país, visando o fortalecimento da sociedade civil e a elaboração de políticas públicas para o setor.

www.midiaindependente.org – rede de produtores independentes de mídia que busca oferecer ao público informação alternativa à grande imprensa, disponibilizando áudios, imagens e textos.

www.intercom.org.br – a Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação organiza congressos, grupos de pesquisa e edita uma revista virtual sobre ciências da comunicação.

www.opasquim21.com.br – edição virtual do irreverente tablóide semanal que fez enorme sucesso na década de 70.

MPB na internet
Em geral, os amantes da boa música têm dificuldades em ter acesso a artistas que estão fora do mainstream. Uma boa alternativa para quem busca novidades na música brasileira é o www.paginadamusica.com.br. No sítio, é possível ler sobre artistas da MPB que não encontram espaço nos veículos comerciais, assim como acompanhar lançamentos e matérias sobre artistas da Velha Guarda. Outra atração da página é um extenso cadastro de produtores, artistas e jornalistas de onde se podem obter e-mails e telefones de contato.

Viagem engajada
Uma das mais importantes bandas do mangue-beat e do cenário da música brasileira atual, a Mundo Livre S.A. acaba de lançar um novo CD, O outro mundo de Manuela Rosário. Lançado pelo selo pernambucano Candeeiro Records, e com distribuição nacional da Trama, é considerado pela banda o seu álbum mais político.

Uma curiosidade desse CD é a inspiração de algumas faixas e do título: Manuela Rosário é uma personagem fictícia, guerrilheira mexicana que Fred Zero Quatro, líder do grupo, teria conhecido na praça central de Guadalajara, e que o teria acompanhado em uma viagem de moto até Recife. Zero Quatro chegou a afirmar à imprensa que esse pode ser o último trabalho do grupo em CD, formato considerado por eles superado pela música digital.

O outro mundo de Manuela Rosário
Mundo Livre S/A
Gravadora: Candeeiro Records
Preço médio: R$ 23,90

Estréia ilustre
Poucos lançamentos geraram tanta expectativa no cenário musical. Em seu primeiro CD, Maria Rita Mariano, filha de Elis Regina e César Camargo Mariano, tenta evitar comparações com a mãe e mostrar que possui luz própria.

O álbum, chamado simplesmente Maria Rita, traz composições de Milton Nascimento, Rita Lee e Marcelo Camelo, do grupo carioca Los Hermanos. Além do talento da nova estrela, a Warner Music conta também com uma grande campanha de mídia para promover o CD, como há muito não se vê no mercado fonográfico nacional. O lançamento tem direito a campanha publicitária feita pela W/Brasil e especial na Rede Globo.

São 13 canções no total, mas o álbum tem uma faixa interativa que dá acesso a um sítio na internet do qual podem ser baixadas e gravadas em CD-R mais duas músicas: “Vero”, de Natan Marques e Murilo Antunes, e “Estrela, Estrela”, de Vítor Ramil, sucesso de Gal Costa nos anos 80.

Maria Rita
Maria Rita Mariano
Gravadora: Warner Music
Preço médio: R$ 24,00



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