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Coluna produzida pela Rede de Informações para o Terceiro Setor (Rits) Por   Objetivos na prática  O mundo já dispõe de informação e tecnologia para resolver a...

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Coluna produzida pela Rede de Informações para o Terceiro Setor (Rits)

Por

 

Objetivos na prática 
O mundo já dispõe de informação e tecnologia para resolver a maioria dos problemas enfrentados pelos países pobres, mas falta implementar esse conhecimento na escala necessária. Foi a partir desse pressuposto que a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou no Brasil o Projeto do Milênio das Nações Unidas. A novidade propõe um conjunto de ações práticas para que o mundo alcance os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a atingir até 2015, abrangendo áreas como renda, educação, saúde, meio ambiente e gênero.

“Uma grande mudança nas políticas globais é necessária em 2005, para que os países mais pobres do mundo avancem para alcançar os Objetivos”, alerta o projeto. Se forem alcançados, mais de 500 milhões de pessoas sairão da pobreza e 250 milhões não passarão mais fome.

O Projeto do Milênio apresenta suas recomendações no relatório Investindo no Desenvolvimento: Um Plano Prático para Atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, coordenado por Jeffrey D. Sachs, consultor do secretário-geral da ONU, Kofi Annan. Ao todo, participaram 265 especialistas (incluindo pesquisadores e cientistas, formuladores de políticas, representantes de ONGs, agências da ONU, Banco Mundial, FMI e do setor privado), divididos em 13 forças-tarefa.

O relatório recomenda que cada país mapeie as principais dimensões da extrema pobreza e faça um plano de ação, incluindo os investimentos públicos necessários. Recomenda também que os governos trabalhem ativamente com todos os segmentos, particularmente com a sociedade civil organizada e o setor privado.

“Este triunfo do espírito humano nos dá a esperança e a confiança de que a extrema pobreza pode ser reduzida pela metade até o ano de 2015, e até mesmo eliminada totalmente nos próximos anos. A comunidade mundial dispõe de tecnologias, políticas, recursos financeiros e, o mais importante, coragem e compaixão humana para fazer isso acontecer”, diz o coordenador no prefácio do relatório.

Fórum Social Mundial expõe suas propostas As propostas surgidas dos debates e painéis realizados ao longo do 5º Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, permanecem expostas no site www.memoria-viva.org. Até a noite de 30 de janeiro, dia em que se encerraram as principais atividades do evento, 300 delas haviam sido apresentadas ao Comitê Organizador e foram expostas na cerimônia de encerramento.

Ocas luta para continuar nas ruas A revista Ocas passa hoje por uma séria crise financeira. O projeto, iniciado em julho de 2002, surgiu com o objetivo de ser uma alternativa de trabalho para que as pessoas que moram nas ruas possam reerguer a vida pessoal, profissional e financeira. A população que vive nas ruas compra a revista por R$ 1 e revende os exemplares pelo preço de capa: R$ 3. Esse lucro é o que normalmente permite a essas pessoas iniciar um longo e difícil processo de resgate de sua dignidade e auto-estima.

Segundo Luciano Rocco, presidente da Organização Civil de Ação Social (Ocas), a publicação é produzida por voluntários e o dinheiro que fica com a instituição é utilizado para oferecer aos participantes uma série de serviços fundamentais para quem busca sua ressocialização. A questão, continua, é que nem todas as pessoas entendem que por trás da revista existe um trabalho que envolve o atendimento psicossocial a quem vive nas ruas. E é justamente essa falta de entendimento que dificulta a captação de recursos e, conseqüentemente, a manutenção desse trabalho.
“As empresas preferem publicar seus anúncios em uma mídia convencional, mais tradicional”, lamenta Rocco. “Por parte do setor público, eu acho que a questão é política, mesmo. Enfrentamos problemas com a Prefeitura do Rio de Janeiro, e a Prefeitura de São Paulo não foi o que a gente esperava. Além do apoio financeiro, de que estamos precisando bastante, precisamos de divulgação para vender mais revistas e para que as pessoas atendidas possam propagar para as outras o que é o projeto Ocas.”

Para ler a entrevista completa com Luciano Rocco, acesse http://rets.rits.org.br.



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